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SANTIAGO -  Os Vales Vinícolas - 4/4














 

 

 

 

 

 





Valle de Aconcágua - Norte​
 

Situava-se ao norte de Santiago, a mais ou menos 100 km da capital e a 300 km de Mendoza, na Argentina. O Vale ganhou este nome por estar próximo da montanha Aconcágua, a mais alta das Américas, que fazia parte da Cordilheira dos Andes e estava localizada nas proximidades da cidade de Mendoza. Era importante não confundir o Valle de Aconcágua com o Valle de Colchágua, que ficava ao sul de Santiago, que também era uma região vinícola. ​As cidades de San Felipe e Los Andes eram as bases para explorar essa região, que tinha como destaque a Viña Errazuriz, produtora  do excelente vinho Don Maximiano, além do La Cumbre, Kai, Seña, entre outros. A Vinícola oferecia tours, e a recomendação era fazer o Tour Don Maximiano, pela manhã, sem sol forte, para ver o visual espetacular a partir do Mirante.  A Vinícola San Esteban produzia um vinho de excelente qualidade, o In Situ e azeites especiais. Destaque também para a Viña Von Siebenthal, que estava produzindo vinhos muito bons.


Vinícolas do Valle de Aconcágua

  • Errazuriz

  • Viña San Esteban

  • Viña Von Siebenthal

 

Valle de Casablanca - Leste
Era uma região relativamente nova na produção vinícola, mas marcara a história do vinho chileno com seus exemplares que logo chamavam a atenção do mundo. O Vale ficava entre Santiago e Valparaíso, na planície costeira, a apenas a 18 km do litoral. Por conta disso, o Vale recebia uma forte influência marítima, com clima mais frio, cheio de neblinas e amplitude térmica que chega a até 19º de diferença entre o dia e a noite. O resultado era uma maturação mais lenta, produzindo vinhos com boa acidez, mais cor e bem aromáticos. O destaque eram os brancos produzidos com Sauvignon Blanc e Chardonnay. O mar se mostrava presente no frescor e nos aromas cítricos desses vinhos. Abrigava bonitas Vinícolas, como a Bodegas Re, que produzia vinhos de forma original e artesanal, alguns deles em barris antigos dev argila, e propunha diferentes tipos de tours pelas vinhas,  com direito a piquenique. A Matetic, que também tinha a charmosa hospedaria La Casona e o restaurante Equilibrio, abria para o almoço de terça a domingo, e a bela Vinícola Casas del Bosque, especializada em Sauvignon Blanc, que podia ser ​degustado no terraço do Restaurante Tanino.
 

​Vinícolas do Valle de Casablanca

  • Bodegas RE

  • Casas Del Bosque

  • Emiliana

  • Matetic


Viña Veramonte -  Rota 68 km. 66 -  Valle de Casablanca
Era uma das vinícolas que contava com a melhor estrutura para receber os visitantes. Era  um lugar para desfrutar de atrativos passeios, com área de piquenique, degustação de excelentes vinhos e uma loja. Por ser a que estava mais próxima de Santiago, ao entrar em Casablanca, a Veramonte era a primeira Vinícola a ser avistada. Se  não estiver com muito tempo, esta era a melhor opção. Saindo do centro de Santiago, em apenas 30 minutos, já era possível estar em uma Vinícola de alto nível. Vale a visita. Web: www.veramonte.cl 

 

Viña Loma Larga - Fundo Loma Larga Camino Lo Ovalle Km 2.8 (a 3 km de Casablanca).
Era uma Vinícola boutique, com um portfólio de vinhos extremamente interessante. Tinha como grande diferencial, produzir não apenas vinhos brancos excelentes, como também vinhos tintos que estavam todos os anos entre os melhores do país. Além das tradicionais uvas que davam fama aos vinhos chilenos, tais como Sauvignon Blanc, Chardonnay e Cabernet Sauvignon, a Vinha se caracterizava por produzir vinhos de uvas tintas pouco tradicionais como, por exemplo, Cabernet Franc, Malbec e Syrah. ​Entre as muitas atividades de eno-turismo que esta Vinícola oferecia, destacamos as cavalgadas, sobrevoos de helicóptero e ciclismo. O lugar também oferecia belas trilhas rodeadas por jardins para caminhadas. A adega era muito bonita e moderna, com capacidade de 250 mil litros em cubas de aço inoxidável e uma sala de armazenamento em madeira, com 180 barris de carvalho francês distribuídos harmonicamente no espaço, graças ao desenho funcional e vanguardista de sua construção, que simulava suaves colinas com vinhedos servindo como teto vivo. Uma arena e lagos habitado por patos, marrecos e garças completavam a paisagem singular que Loma Larga oferecia a seus visitantes. Web: www.lomalarga.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Valle de Colchágua  - Sul

Estava situado a uns 170 km ao sul de Santiago, num trajeto de 2 horas de carro pela Ruta I-5, a Carretera del Viño. Tinha Vinícolas famosas, como Clos Apalta, Viu Manent, Viña Lapostolle e Montes, que produziam os vinhos Montes Alpha e Purple Angel, que eram os destaques da região, sendo possível visitá-las, fazer degustação, e até mesmo se hospedar em algumas delas, como na belíssimo  Lapostolle Residence, que pertencia à Viña Lapostolle, produtora do premiado Clos Apalta. Não era raro que os vinhos de Colchágua aparecessem nos topos das listas de melhores vinhos do mundo.

 

​A mesma família por trás dos vinhos da Lapostolle, era dona da famosa marca de licor francês Grand Marnier, que por sua origem, utilizavam técnicas 100% francesas em terras chilenas, para produzir os seus premiados vinhos e licores. Outra Vinícola recomendada era a Viu Manent, vencedora do prêmio Wine Tourismo Awards 2015, concedida por uma importante revista britânica como melhor Centro Enoturístico, do mundo. Até passeio de balão pela região já ofereciam, além de visita à Vinícola, passeio de charrete, degustação, e um ótimo restaurante, o Rayuela Wine & Grill.
 

​​O tour Carruagem incluia o passeio de charrete, visitação da Vinícola e degustação de 5 rótulos básicos a um custo que era de 20 mil pesos por pessoa. Para que quizesse provar os rótulos Premium, o custo por pessoa era de 40 mil pesos chilenos. Visitando a região do Colchágua, valia pelo menos a hospedagem de uma noite, seja em hotéis de luxo como o Lapostolle Residence, no Viña Vik & Hotel, ou em pequenas hospedarias que ofereciam serviços diferenciados e aulas de culinária, como no Lodge Gastronômico Mapuyampay ou no Hotel Viña Casa Silva, que pertencia a Vinícola Casa Silva.
 

​Vinícolas do Valle de Colchágua

  • Viña Lapostolle

  • Viña Clos Apalta – pertence ao Grupo Lapostolle

  • Viu Manent

  • Viña Montes 

  • Casa Silva

  • Emiliana

  • Santa Cruz

  • Laura Harwig

  • Bisquett
     

​Valle del Maipo  - região próxima a Santiago -  

Estava situado a 20 km ao sul de Santiago, sendo a região de vinhos do Chile mais fácil de ser percorrida. Aqui produziam alguns dos melhores vinhos chilenos, aprovados pelo mundo à fora.
 

​Algumas das Vinícolas do Valle del Maipo

  • Viña Alma Viva

  • Viña Concha y Toro

  • Don Melchor

  • Viñedo Chadwick

  • Viña Undurraga

  • Viña Santa Rita

  • Viña Tarapacá
     

Valle de Curicó

O nome Curicó significava águas negras, no idioma indígena Mapuche. O motivo era a bacia do Mataquito, com suas águas escuras que serpenteavam pelo Vale. Por conta dessa irrigação, o Curicó era um centro agrícola importante do Chile. Mais de 30 variedades de uvas eram cultivadas no Vale, desde a metade do século XIX. A característica climática era a neblina que cobria tudo pela manhã. A variação de temperatura gerava vinhos de boa acidez, sendo perfeitos para as castas brancas. Os vinhos de Sauvignon Blanc, Vert e Gris do Vale do Curicó, eram de qualidade notável, com todo o frescor que eles prometiam. Já as partes mais quentes do Vale, como Lontué, traziam ótimos vinhos Cabernet Sauvignon, principalmente dos vinhedos mais antigos. Foi no Vale do Curicó, que o produtor espanhol Miguel Torres, começara um investimento nos anos 70, iniciando a onda de valorização de vinhos do Novo Mundo.
 

Vale do Bio-Bio

Esse Vale era mais desafiador do que os outros, porque tinha dias quentes e noites frias, trazendo uma maturação longa às uvas, e uma acidez equilibrada aos vinhos. Mas as chuvas fortes e os ventos exigiam mais cuidados, como o baixo rendimento por videira, para assegurar o bom amadurecimento e boa ventilação das uvas. Apesar de desafiador, castas como  Sauvignon Blanc,  Chardonnay e a difícil  Pinot Noir, vinham sendo cultivadas no Vale, e já mostravam excelentes resultados. Outras uvas que deram certo por aqui,  eram a  Riesling, Chardonnay e Gewürztraminer. ​O Vale ficava numa região conhecida como Chico Norte, que também possuia um dos maiores centros de Observação Astronômica. Com sol de dia e o frescor da noite, além do bom suplemento de água da Bacia do Elqui, o Vale tinha uma produção crescente de uvas para vinhos finos, com variedades como a Carmenére, a  Syrah e a Zinfandel. Destacavam-se os vinhedos que iam até o alto dos Andes, com uma altitude de até 2.000 metros, atingindo um clima frio, que proporcionava o ambiente perfeito para vinhos de uvas Syrah. No limite sul do deserto do Atacama, o Vale era tradicionalmente conhecido pelo cultivo da uva Moscatel, usada na produção do destilado Pisco.


​Valle do Itata

Este também não era novo no universo vinícola. Com vinhedos dos tempos coloniais, com mais de 400 anos, dividia espaço com novas vinhas, todas postas lado a lado. As variedades mais tradicionais do Vale do Itata eram Moscatel de Alexandria e País, mas o tinto Cabernet Sauvignon e o branco  Chardonnay, estavam crescendo cada vez mais, com uvas de ótimo amadurecimento e vinhos de qualidade excepcional.


Valle do Maipo

Era uma das mais antigas regiões produtoras de vinho chileno. Também era a única região vinícola do mundo, em que os vinhedos ficavam juntos aos limites urbanos de uma capital, com 5,5 milhões de habitantes. O Vale possuia três setores de vinhedos diferentes: os que ficavam ao Leste de Santiago, com a produção mais antiga e tradicional; os que se estendiam pelos sopés da Cordilheira dos Andes, com vinhedos em boa altitude, produzindo alguns dos mais destacados Cabernet,  do país; e os que ficam a Oeste, perto da costa e que recebiam a influência marítima. As principais castas do Vale do Maipo eram a Cabernet Sauvignon, a  Merlot, a  Carmenére e a  Chardonnay.

 

Valle do Maule

Era a maior região vinícola do Chile, possuindo tantas variações de clima e solos, que praticamente todas as castas do país podiam ser encontradas neste Vale. A variedade de estilos de vinhos também era grande. Atualmente, novas tecnologias aprimoravam a produção de vinhos finos e de maior qualidade, principalmente das uvas Cabernet Sauvignon e Carmenére.  Era a região chilena que possuia os vinhedos mais antigos da uva Carmenére, o que conferia ainda mais qualidade aos vinhos.




 

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