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ROMA - As Galerias e o museus  - 2/3 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vaticano 

Castelos, Galerias e Museus

Os museus 

Os museus também eram as grandes atrações para quem visitava Roma. Conheça os museus Capitolinos, que eram divididos entre 6 espaços: Palácio dos Conservadores, Palácio dos Senadores, Palácio Clementino-Caffarelli, Palácio Novo, Galeria Lapidaria e Central Montemartini. A coleção dos museus era majestosa, e abrigava obras de diversos períodos da história da arte. Os museus, estavam na lista dos mais visitados da Europa. Outro que era um Complexo Museológico, era o Museu Nacional Romano, considerado um dos mais famosos museus da Itália.

 

Possuia um grande e magnífico acervo, constituído por coleções preservadas ao longo dos anos. A oferta de castelos, Galerias de arte e museus em Roma, não poderia ser pequena, até porque a cidade tinha um passado histórico fantástico e, portanto, o que não faltava era o que rememorar. Se Marselha, que ficava logo ali tinha mais de mais de 20 indicações, a capital romana não poderia ficar em desvantagem. Veja a seguir o que achamos mais importante e interessante para sua próxima visita à Cidade Eterna:

Academia de Belas Artes – Via de Ripperta, 222- 

Começou na Academia de São Lucas como uma Associação de pintores, escultores e arquitetos em fins do século XVI, sob iniciativa de Federico Zuccari e Girolamo Muziano. Em 1754 criaram a Escola Gratuita do Nu, proposta para o ensino gratuito da figura do desenho. Foi recriada após a captura de Roma em 1870, depois que Roma se tornou a capital da Itália. Após uma petição de 50 artistas pedindo a reforma da instituição, que antes estava sob autoridade Papal, todo o corpo docente foi substituído e a Academia foi efetivamente nacionalizada. O nome inicial era Regia Accademia di Belle Arti denominata di San Luca, depois Istituto di Belle Arti, e por último a Accademia di Belle Arti di Roma.

Casas Romanas do Célio - Clivo do Scauro, 184 – 

Era um conjunto de antigas casas romanas, de vários períodos e hoje transformado em um museu, localizado abaixo da Basílica de São Giovane e Paulo, no Clivo di Scauro, no Distrito Celio. 

 

Castelo de Santo Ângelo - Lungotevere Castello, 50 – Parque da Molle Adriana -

Estava localizado na margem direita do Rio Tibre, diante da Ponte de Santo Ângelo, próximo do Vaticano, no Distrito Borgo. Foi construído sobre as ruínas do antigo Mausoléu de Adriano, era atualmente o Museu Nacional do Castelo de Santo Ângelo que incluia uma coleção de pinturas renascentistas e até raras peças de armamentos medievais. Com mais de 1.900 anos, originalmente foi construído para servir de mausoléu para o Imperador Adriano.

Centrale Montemartini - Via Ostiense, 106 -

Era um museu de esculturas antigas, situado em uma antiga Usina elétrica, com estátuas, bustos e frisos gregos e romanos em seu acervo.

 

Cripta Balbi - Via delle Botteghe Oscure, 31 -

Era uma praça rodeada por um pórtico, anexo ao antigo Teatro de Balbo, fazia parte do Complexo onde estava hoje a sede do Museu Nacional Romano. 

Escuderia do Quirinal - Via Ventiquattro Maggio, 16 -

Também conhecida como Cavalariças do Quirinal era um palácio construído em estilo rococó, localizado na Piazza del Quirinale, na esquina da Salita di Montecavallo com a nova Via Ventiquattro Maggio, no Distrito de Trevi,  atrás do Jardim de Montecavallo. 

Explora – Museu das Crianças de Roma  - Via Flaminia, 82 -

Era uma cidade em miniatura onde crianças de até 12 anos podiam brincar de  gente grande. No primeiro andar, havia instalações permanentes como um Supermercado, uma banca de jornal e a área Pequenos Exploradores, e no segundo piso, havia um espaço dedicado a laboratórios criativos, científicos e construtivos.

Galeria Borghese - Pracinha Scipione Borghese, 5 – bairro Campo Marzio -

Estava localizada dentro da Villa Borghese, o segundo maior parque urbano de Roma, com cerca de 80 hectares de verde. O parque era enorme e dependendo de qual portão de entrada utilizar para acessar a Villa Borghese, precisaria caminhar bastante para chegar até o museu. Prefira acessar pela escadaria da Piazza del Popolo, para uma caminhada de apenas 30 minutos até a Galeria. Sua coleção compreendia várias esculturas e pinturas de Gian Lorenzo Bernini, Caravaggio, Leonardo da Vinci, Raffaello Rubens. Estava instalada na Villa Borghese Pinciana, um palácio construído entre 1613 e 1616, para Scipione Borghese, um ávido colecionador de arte. 

 

Galeria Doria-Pamphilj - Via del Corso, 305 – Palácio Doria Pamphilj –

Instalada no Palácio do século XVI da família Doria Pamphili a Galeria era museu com pinturas da coleção particular da família. As pinturas estavam expostas em dez belos espaços, como a Sala do Trono e o Salão de Baile. O palácio foi construído para a família Pamphilj (o Papa Inocêncio X pertencia a esta família), mas depois que a família não teve herdeiro, no século XVIII, o Papa Clemente XII decidiu doar a propriedade à família Doria. Várias gerações desta família demonstraram grande amor pela arte, por isso o palácio estava cheio de pinturas. A coleção incluia obras-primas de Ticiano, Rafael, Caravaggio, Correggio e Vélazquez e esculturas de Bernini. Também era possível visitar os apartamentos privados da Princesa Doria, em combinação com o ingresso para a Galeria, assim como sua bonita capela. 

Galeria Lapidaria - Cidade do Vaticano -

Estava instalada em uma Galeria que foi escavada abaixo da Praça do Capitólio e interligava os palácios do Museu. No espaço estavam expostos milhares de epígrafes gregas e latinas que remetiam ao cotidiano de Roma, nos tempos antigos. Havia também diversos objetos da antiguidade expostos ao longo da Galeria.

 

Galeria Nacional de Arte Antiga – Via das Quatro Fontes, 13 -

Estava localizada em dois espaços: no Palazzo Barberini e no Palazzo Corsini. O Palácio Barberini  era um belo prédio barroco que abrigava parte da Galeria Nacional de Arte Antiga. Construído sob as ordens do Papa Urbano VIII,  foi capaz de superar as residências mais luxuosas que pertenciam à nobreza romana da época. Em 1623, Maffeo Barbeni, depois de ter sido nomeado Papa Urbano VIII, ordenou a construção de um grande palácio ao arquiteto Carlo Maderno, anteriormente encarregado da construção da fachada da Basílica de São Pedro. Os trabalhos começaram em 1625 e  finalizaram em 1633. Em 1949 o Estado italiano adquiriu o palácio para utilizá-lo como sede da Galeria Nacional de Arte Antiga, formada a partir das doações das coleções de algumas famílias nobres. 

A coleção continha mais de 1.400 obras de grandes artistas dos séculos XIII ao XVIII, entre os quais se destacavam Tiziano, El Greco, Caravaggio, Tintoretto e Rafael, com sua célebre obra La Fornarina. Entre as diversas salas decoradas suntuosamente, uma das que mais se destacava era o grande salão central, que abrangia toda a altura do prédio. No teto havia um incrível fresco de Pietro da Cortona, uma das melhores obras do ilusionismo barroco. 

 

Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea - Viale delle Belle Arti, 131-

Foi criada em 1883 e concluída entre 1911 e 1915 para representar a arte do novo Estado Unitário. Sua primeira sede era no Palácio das Exposições, no centro de Roma, na Via Nazionale. Pouco tempo depois, o espaço foi sendo disputado entre a coleção da Galeria, que não parava de crescer e as exposições temporárias que o Palácio recebia. Dessa forma, por causa da Exposição Internacional de 1911 a Galeria mudou-se para o prédio onde permanecia. A fachada apresentava frisos arquitetônicos pelos escultores Ermenegildo Luppi, Adolfo Laurenti e Giovanni Prini, com quatro figuras de Fame, que guardavam grinaldas de bronze, esculpidas por Adolfo Pantaresi e Albino Candoni.

 

O Museu foi ampliado por Bazzani, em 1934 e novamente em 2000 pelos arquitetos Diener & Diener.Seu acervo incluia obras-primas de Giacomo Balla, Giorgio de Chirico, Alexander Calder, Paul Cézanne, Marcel Duchamp, Alberto Giacometti, Georges Braque, Edgar Degas, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian, Claude Monet, Jackson Pollock, Auguste Rodin, Vincent van Gogh e Yves Klein, entre outros mestres. O local estava dividido em 55 salas de exposição, nas quais havia 1.100 obras, mas todo o restante do acervo ficava nos depósitos do museu, que também eram abertos ao público.

Galeria Spada - Piazza Capo di Ferro, 13 – entre o Campo di Fiori e o Trastevere -

Era uma coleção privada criada pelos cardeais Bernadino e Fabrizio Spada, reunindo pinturas barrocas do século XVI e XVII. A Galeria foi oficialmente aberta em 1927 um ano depois da sua aquisição por Bernadino Spada, em 1632 e aberta ao público somente em 1927, quando se tornou parte do Estado. Manteve-se fechada nos anos 40 e aberta novamente em 1951 quando Federico Zero, responsável pelo Museu, reunira obras dispersas no período da guerra. A Galeria era composta por apenas 4 salas. As paredes eram forradas de quadros e a sala cheia de detalhes: pinturas no teto, estátuas, além de móveis da época. Para entender e identificar melhor as obras, a Galeria disponibilizava Guias em cada sala, em várias línguas.  Aqui poderia ver a famosa Colonnata (1653), também conhecida como Perspectiva, criada por Francesco Borromini para o Cardeal Bernadino Spada. A obra desafiava as aparências criando uma falsa perspectiva, a partir de um ponto de fuga. Abria diariamente das 8.30 até 19.30h, menos nas segundas-feiras e dias 1º de maio e 25 de dezembro.

 

MAXXI  - Museu Nacional de Arte do Século XXI –  Via Guido Reni, 4-A -

Era um museu nacional de arte e arquitetura contemporânea, instalado no bairro de Flaminio. O prédio foi projetado por Zaha Hadid e por sua concepção ganhou o Prêmio Stirling, do Instituto Real de Arquitetos Britânicos em 2010. 

 

Mercado de Trajano - Via Quattro Novembre, 94 -

Era o nome moderno de um Complexo de prédios da época romana na cidade, estava localizado na encosta do Monte Quirinal. Desde 2007, a estrutura abrigava o Museu dos Fóruns Imperiais.  Constava que teria sido construído entre os anos 100/110, por Apolodoro de Damasco, um arquiteto que seguia Trajano em suas aventuras e a quem Trajano confiara o planejamento de seu Fórum, que foi inaugurado no ano 113. Durante a Idade Média, o Complexo foi transformado pela adição mais andares, ainda hoje visíveis, e elementos defensivos como a Torre da Milícia, construída em 1200. Um novo museu italiano: Museo dei Fori Imperiali, abrigava uma riqueza de artefatos de todos os antigos Fóruns de Roma.

 

As entradas modernas para Mercado de Trajano estavam na Via Quattro Novembre, 94, e Piazza Madonna di Loreto. Inicialmente o visitante acessaria por uma área comercial, dispostas em dois lados diferentes, onde o trigo grátis era distribuído para o povo de Roma. No final desse corredor, uma grande Varanda oferece uma bela vista dos mercados: o Fórum de Trajano, e o Vittoriano. Na parte inferior há também dois grandes salões que provavelmente eram usados para audições e concertos. A loja do mercado era conhecida como uma taberna. O museu fechava às segundas-feiras.

 

Museu Bonaparte - Praça da Ponte Umberto, I -

Em 1927, o Conde Giuseppe Primoli, filho do Conde Pietro Primoli e da Princesa Carlotta Bonaparte, doou à cidade de Roma sua importante coleção de obras de arte, relíquias napoleônicas, memórias de família, alojadas nas salas do térreo de seu palácio. A coleção, que em parte fundira com a de seu irmão Luigi, nascera não tanto do desejo de oferecer um testemunho do esplendor imperial, mas do desejo de documentar as intensas relações que ligavam os Bonapartes a Roma. Essas ligações foram estabelecidas pela força das armas em 1808, após a ocupação francesa de Roma. A cidade tornou-se em 1811, cidade livre e imperial, destinada a ser governada pelo filho de Napoleão, a quem foi conferido, ainda antes de seu nascimento, o título de Rei de Roma.

Mais tarde, após a queda do Império, quase todos os membros da família Bonaparte pediram asilo ao Papa Pio VII e se estabeleceram em Roma: a mãe Letizia Ramolino no Palazzo Rinuccini, os irmãos Luigi e Girolamo respectivamente no Palazzo Mancini Salviati e Palazzo Nuñez e sua irmã Paolina em sua Villa, no Nomentana. O verdadeiro iniciador do ramo romano dos Bonapartes, do qual descendia o Conde Primoli, foi o irmão "rebelde" do Imperador Luciano, que em 1804, em franco desacordo com Napoleão, se mudou para Roma. A mãe do Conde Primoli, Carlotta Bonaparte, nasceu, do casamento de um dos filhos de Luciano, Carlo Luciano, com sua prima Zenaide, filha de Giuseppe Bonaparte. Carlotta casou-se com o Conde Pietro Prímoli, em 1848 e, imediatamente após a proclamação do Segundo Império, mudou-se com a família para a Corte de Napoleão III. Em Paris, portanto, ocorreu a formação do Conde Giuseppe Primoli que se completou, mesmo após a queda do Império, nos salões literários das tias Matilde Bonaparte e Giulia Bonaparte, Marquesa de Roccagiovine.

Museu Boncompagni Ludovisi - Via Boncompagni, 18 -

Era o Museu de Artes Decorativas, da Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea de Roma. Era dedicado principalmente à moda e às artes decorativas e sua evolução nos séculos XIX e XX. A casa, construída em 1901, era residência do Príncipe Andrea Boncompagni e de sua esposa Blanceflor de Bild. Foi doado ao Estado italiano em 1972 e transformado em museu. O conteúdo do museu contava com mobíliario, tapeçaria, vestidos e acessórios de moda da belle epoque, período até a Primeira Guerra Mundial. A art nouveau fazia com que os objetos comuns do cotidiano ganhassem um valor estético. O museu propunha destacar o valor histórico e estético de objetos do uso pessoal e cotidiano, onde se percebia também evolução da moda e do gosto ao se vestir das mulheres dessa época e dos anos posteriores. O museu tinha dois andares: o primeiro mais dedicado aos objetos pessoais da família Ludovisi e o segundo, voltado mais à moda, incluindo modelos de estilistas italianos daquela época. 

 

Museus Capitolinos – Praça do Campidoglio, 1 -

Era um conjunto de palácios romanos, que abrigavam uma vasta e importantíssima coleção de obras de arte. Foram inaugurados em 1734, mas sua coleção já havia sido iniciada com o Papa Sisto IV, no século XV, que doou ao povo romano estátuas de bronze que foram achadas em Roma e levadas à Basílica de São João Latrão. Com o tempo, outras obras foram incorporadas à coleção, que hoje era uma das mais significativas do mundo.

Museu Chiaramonti -

Fazia parte dos Museus do Vaticano e levava o nome do Papa Pio VII (também conhecido como Barnaba Chiaramonti), que o fundou, no início do século XIX. Foi criado e encomendado por Antonio Canova e era composto por três galerias: a Galeria Chiaramonti, onde estavam expostas inúmeras esculturas, sarcófagos e frisos; a nova ala, chamada Braccio Nuovo, construída por Raffaele Stern, que abrigava estátuas famosas; e a Galeria lapidar, que continha mais de 3.000 peças de inscrições, epígrafes e monumentos, que representavam a maior coleção deste tipo de artefatos do mundo. No entanto, estava aberto aos visitantes apenas mediante solicitação, geralmente para fins de estudo.

Museu da Civilização Romana - Praça Giovanni Agnelli, 10 -

Era dedicado aos aspectos da civilização da Roma Antiga, foi projetado pelos arquitetos Pietro Aschieri, D. Bernardini e Cesare Pascoletti.  Era um museu educativo, de um tipo muito raro na Itália: na realidade, consistia em grande parte do material de uma exposição da década de 1930 sobre a civilização romana, portanto, da era fascista. O projeto era tendencioso: marcar a continuidade entre a Roma dos Césares e a do Duque. O prédio Eur que aparecia era incrível, especialmente quando se saia, as arcadas eram realmente perturbadoras,  evocando os trágicos anos próximos à guerra, quase parecia ver Mussolini e Hitler, aparecendo honrados por um delírio louco.

Museu da Muralha Aureliana - Via di Porta San Sebastiano, 18 – Muralha Aureliana -

Englobava todas as Sete Colinas de Roma, o Campo de Marte e o Distrito do Trastevere. Eram 19 Km. de extensão, cercando uma área de 13,7 Km², e seus muros foram construídos de concreto com tijolo, com dimensões de 3,5 metros de espessura por 8 metros de altura. Somente durante o período de Honório, em 401 Dc., que a muralha e os portões receberam fortificações. As reformas incorporaram a Tumba de Adriano e dobraram a altura da muralha, sendo que a construção passou a contar com 383 torres, 7.020 almenaras, 18 portões principais, 5 poternas, 116 latrinas e 2.066 janelas externas.

 

Museu da Repúbblica Romana e da Memória Garibaldina -  Largo da Porta São Pancrazio –

Durante os dramáticos eventos da primavera e início do verão de 1849, quando as tropas francesas atacaram militarmente a República Romana, colocando a cidade sob cerco por um mês, a Porta San Pancrazio desempenhou um papel importante na desesperada defesa de Roma, liderada por Giuseppe Garibaldi. Em memória da resistência heróica, pela qual sacrificaram suas vidas, homens como Emilio Dandolo, Luciano Manara, Goffredo Mameli, em comemoração ao 150º aniversário da unificação italiana, a Porta San Pancrazio tornou-se sede de um museu dedicado à República Romana, em 1849, e à tradição de Garibaldi.

 

No lugar fortemente evocativo dos fatos, a porta era também um ponto privilegiado de leitura dos monumentos históricos do Janículo, e da dura batalha para manter a memória monumental. O atual portão situado no alto do Janículo, no perímetro das muralhas urbanas, foi construído em 1854-57 pelo arquiteto Virginio Vespignani, sobre as ruínas do portão construído por Marcantonio de Rossi em 1648 e parcialmente destruído durante os acontecimentos de guerra de 1849. O Museu foi aberto ao público em 1976, com duas seções: a primeira sobre o Risorgimento de Garibaldi da História e a segunda sobre a história do partidário da Divisão Italiana de Garibaldi.

Museu da Soah – ( Aniquilação ) – Via do Pórtico de Ottavia, 29 –

Ficava no bairro do Gheto, em Roma, um dos mais antigos da Europa. Era o lugar onde os judeus foram obrigados a viver isoladamente, de 1550 até 1870, ano da unificação da Itália e continuava sendo o coração da comunidade judaica em Roma. A Fundação Museu Shoah contribui para manter viva e presente na sociedade civil a memória da tragédia da Shoah. Para chegar desde a Stazione Termini, pegue o ônibus N ° 40, e desça na parada Argentina. A partir daqui  pode pegar o linha 8 e descer na parada Arenula-Min. G. Justiça, bem na frente do Sinagoga, cuja entrada era na Lungotevere Cenci, em frente a Ilha Tiberina.

 

Museu de Ara Pacis - Lungotevere in Augusta -

Os registros afirmam que o Senado romano, em XIII AC, decidira construir um altar em gratidão ao Imperador Augusto. O Ara Pacis Augustae ou o Altar da Paz de Augusto, foi aberto 4 anos depois, em 9 aC. Um monumento esplêndido dedicado à paz e à prosperidade que o Reino do Imperador Cesare Augusto trouxe para Roma. Este monumento feito de mármore celebrava a paz na área do Mediterrâneo, estabelecida pelo Imperador após suas campanhas vitoriosas em Hispania e Galia. Estava localizado no Campo Marzio, uma vasta área fora das muralhas da cidade, de onde se poderia entrar em Roma a partir do norte pela Via Flaminia, atualmente Via del Corso. Era o local onde legiões romanas praticavam os rituais de purificação quando voltaram de uma batalha. A partir do século II dC, este monumento foi esquecido. Estava coberto pela lama que o Rio Tibre carregava à medida que crescia, e as transformações urbanas causavam sua perda definitiva. No século XX, este monumento histórico foi salvo das fundações de um prédio renascentista e foi transferido de Campo Marzio para as margens do Rio Tibre e situado em frente ao Mausoléu de Augusto, onde ainda hoje se encontrava.

 

Museu de Arte Contemporânea de Roma - Piazza Orazio Giustiniani, 4 -

Existiam dois espaços MACRO: o maior na Via Nizza, era a antiga Cervejaria Peroni, cercada por elegantes prédios de apartamentos do século XIX,  restaurados pelo arquiteto francês Odile Decq. A coleção permanente se concentrava em arte moderna, incluindo escultura, fotografia e instalações de 1960 até os dias atuais. O estacionamento subterrâneo do museu guardava os restos de uma antiga casa romana, descoberta durante a reforma da Cervejaria. O segundo local, MACRO Testaccio - também conhecido como Il Mattatoio - ficava em um Matadouro reformado, e era uma sala de exposições que abria apenas para eventos temporários.

 

Este espaço era uma parada interessante, em qualquer passeio a pé pelo bairro Testaccio, antes um bairro da classe trabalhadora e agora um dos bairros mais modernos de Roma. As obras de arte do MACRO e os dois prédios eram destaques dos tours de arte contemporânea e arquitetura de Roma. O principal local do MACRO estava localizado na Via Nizza, no bairro Salario-Nomentano. Os ônibus 38, 80,60, 62, 82, 89 e 90 paravam nas proximidades. O salão de exposições MACRO Testaccio estava localizado na Piazza Orazio Giustiniani, no bairro Testaccio. O bonde 3 e os ônibus 719, 170 e 781 paravam nas proximidades.

 

Museu de Cera - Piazza dei Santi Apostoli, 68/A –

Foi inaugurado em 1958 a pedido de Fernando Canini, que queria dar à cidade de Roma um museu semelhante aos que visitara em Londres e Paris. A coleção era a primeira do gênero na Itália, devido à importância e número de figuras representadas no Museu depois de Madame Tussaud, nas outras duas capitais. Ficava no Palazzo Colonna , um dos maiores e mais antigos prédios privados de Roma. A sua construção começara no século XIV a mando da família Colonna, que ali vivia permanentemente há oito séculos. A família Colonna remontava ao século XII e vinha da cidade de Colonna, perto de Roma, de onde herdara o nome.

 

Museu de Roma - Piazza Navona, 2 -

Faz parte da rede de museus cívicos romanos, foi fundado na era fascista com o objetivo de documentar a história e as tradições locais da Roma antiga.  Possuia uma rica e extensa coleção formada por milhares de obras, entre quais estavam pinturas, esculturas, mobiliário, roupa, objetos de cerâmica, fotografias e inclusive alguns elementos arquitetônicos capazes de deixar marca na história e no estilo de vida da sociedade ao longo de diferentes épocas. No térreo eram exibidos os trabalhos procedentes da época do Papado de Pio VI, entre os quais se destacavam os retratos dos membros da Corte Papal, enquanto no segundo andar havia pinturas, esculturas e frescos procedentes das residências de diferentes famílias aristocráticas de Roma.

 

Museu do Palácio Veneza - Via do Plebiscito, 118 –

Na Piazza Venezia, estava também o primeiro prédio construído em estilo renascentista de Roma, o Palácio Veneza, que já servira como palácio papal entre os anos de 1564 e 1797. Era muito importante para a história italiana, pois era nele que Benito Mussolini fazia  seus discursos em uma das varandas, na época do fascismo. Hoje, o Palácio funcionava como o Museo del Palazzo di Venezia, que contava com um acervo com cerâmica, tapeçaria e estátuas do começo da era Cristã, até o começo do Renascimento.

 

Museu e Cripta dos Frades Capuchinhos - Via Vittorio Veneto, 27 -

A Ordem dos Capuchinhos tinha normas bem claras e uma delas era a proibição de sepulturas internas nas igrejas, em respeito ao Senhor. Mas o Frade Michele teve a seguinte idéia: construiu um cemitério subterrâneo, exatamente embaixo da igreja e era onde depositara os ossos trazidos do antigo Convento. Desde então, os frades que faleciam naquele Convento, até 1780, foram enterrados aqui. A Ordem já na época era multi-cultural, espalhada por todo o mundo. No cemitério estava presente uma grande variedade de nomes e ossos, símbolo desse multiculturalismo. Com o passar dos anos o cemitério ficou pequeno e a prática de exumar os corpos se tornou freqüente e resultando era a grande quantidade de ossos armazenados. A partir desse problema, chegaram a conclusão da necessidade de organização daqueles ossos. Estavam assim distribuídos:

Cripta da ressurreição a parede no fundo possuia diversos componentes do esqueleto que formava uma moldura. No centro uma pintura  de Jesus que ressuscita Lázaro;

Capela para a Missa – uma cripta onde não se via ossos, era usada para celebração de missa para os defuntos;

Cripta dos Crânios Na parede do fundo, esqueletos de Frades Capuchinhos que caminhavam. No alto, uma ampulheta alada, com as escapulas ( significando, que o tempo não parava );

Cripta das Bacias – Nas paredes laterais, havia dois capuchinhos descansando. Na parede aos fundos, alguns capuchinhos inclinados;

Cripta das Tíbias e dos Fêmures Nas paredes laterais, os Capuchinhos com as vestes tradicionais. No fundo, havia uma parede muito rica de decorações ( o brasão franciscano, cruzes molduras e etc );

Cripta dos Três Esqueletos dois pequenos esqueletos ( da família Bernini ) na parede em fundo seguravam com umas das mãos um crânio alado. No centro, um pequeno  esqueleto ( Princesa Barberini ) símbolo da vida nascente.

Não deixe de visitar a belíssima Igreja do Convento, onde estavam presentes algumas obras de arte de pintores importantes, como o Arcanjo Miguel, de Guido Reni.

 

Museu Giovanni Barracco - Corso Vittorio Emanuele II – 166A.

Era composto por uma prestigiosa coleção de esculturas antigas - arte assíria, egípcia, cipriota, fenícia, etrusca e greco-romana - que Giovanni Barracco, um rico cavalheiro calabrês, doou ao Município de Roma em 1904. O Barão Barracco  dedicara sua vida ao prédio neoclássico, especialmente  construído para abrigar sua coleção, que infelizmente foi destruída, com as obras de ampliação do Corso Vittorio Emanuele II. Somente a partir de 1948, a coleção pôde ser reorganizada no  Farnesina ai Baullari, um prédio erguido em 1516, com projeto de Antonio da Sangallo, o Jovem .

A arte egípcia era representada desde as dinastias mais antigas (3.000 aC) até a era romana. Da Mesopotâmia vieram as preciosas lajes assírias, ornamentos de parede dos palácios de Assurbanipal, em Nínive e Senaqueribe, em Nirmud, do século VII e VI d.C. Uma raridade para os museus italianos era a secção dedicada à arte cipriota, na qual estavam expostos alguns objetos de rara execução, como a carroça votiva policromada, e a cabeça de Héracles, datada dos séculos VII-VI. a.C. A arte grega possuia inúmeros originais, incluindo obras que compunhamm um quadro exaustivo do grande artista Polykleitos (século V aC) e sua escola. Para a arte romana, chamava a atenção a cabeça de uma criança da família Giulia, um belo exemplo de retrato privado do início da era Imperial (século I dC). A arte Provincial estava presente com três placas de Palmira, cidade caravana que teve seu máximo esplendor no século II. d.C. A visita se encerrava com o mosaico policromado da primeira Basílica de San Pietro, em Roma, datado do século XII. d.C.

 

Museu Judaico – Via Catalana –

Estava situado no porão da Grande Sinagoga de Roma e oferecia informações sobre a presença judaica aqui, desde o século II aC e uma grande coleção de obras de arte produzidas pela comunidade judaica.  Aproveite para conhecer a Sinagoga instalada logo acima do Museu. Ficava no bairro do Ghetto judaico e rememorava as atrocidades cometidas pelas tropas nazistas, que invadiam as casas em busca de famílias judias para levá-las aos Campos de Concentração.

 

Museu Leonardo da Vinci - Via da Conciliação, 19 –

Situado apenas a cinco minutos da Escadaria e da Villa Borghese, estava instalado na Basílica de Santa Maria del Popolo, uma das praças mais famosas da cidade. Descubra as máquinas interativas e em tamanho real, criadas por artesãos italianos, dos códices de Leonardo; estudos de sua mais famosa arte renascentista, esboços anatômicos, animações em grande escala de A Ceia e do Homem Vitruviano. Reunia 50 máquinas inéditas e 23 reproduções certificadas dos desenhos de Leonardo da Vinci. O espaço proporcionava uma imersão única no legado deixado pelo gênio, que nasceu em Florença. O espaço de 500 metros quadrados estava dividido em 5 áreas temáticas. Durante seu passeio conhecerá a história das principais obras do artista, como as telas Mona Lisa e A Última Ceia. As obras reproduzidas foram feitas em tamanho real, utilizando técnicas do Renascimento e com os mesmos materiais usados por Leonardo da Vinci, da época.

Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia – Pracinha de Villa Giulia, 9 -

Era um dos mais importantes museus dedicados à preservação da arte etrusca, em todo o mundo, instalado em uma antiga mansão a Villa Giulia.  A proposta de museu surgiu somente no final do século XIX e hoje era um dos museus mais representativos da história etrusca. O material exposto vinha das escavações feitas na área que era Etrúria, e que hoje em dia correspondiam às regiões de Lazio, Umbria e Toscana. O maior destaque das escavações da civilização Etrusca, era a arte funerária, então a maior parte do museu era dedicado a isso, com artefatos, sarcófagos, objetos diversos e até a reconstrução de tumbas. O percurso do museu era longo e tinha muita informação para absorver. A Villa Giulia era um exemplar de Villa renascentista do século XVI e fora residência do Papa Giulio III.

Museu Nacional Romano – Largo de Villa Peretti, 2 – ao lado da Estação Termini -

Inaugurado em 1889, era outro dos grandes museus italianos. Abrigava seções das coleções nacionais, fundadas depois da Unificação Italiana para consolidar e reunir tesouros dispersos em vários locais. Havia a possibilidade de visitar a Caixa Forte do museu, que continha uma coleção de moedas que se estendia do seu início até ao Euro.

Museu Pietro Canonica - Viale Pietro Canonica, 2 – Jardins da Villa Borghese -

Era o museu instalado na antiga casa do escultor italiano Pietro Canonica, que exibia mármores, bronzes e desenhos do artista, escondido na vegetação da Villa Borghese, era um exemplo importante do modelo de museus com base em casas do artista, e em sua integridade era um dos poucos exemplos na Itália. A coleção do museu consistia, principalmente, de obras de Pietro Canonica: mármores, bronzes e modelos originais, bem como um grande número de esboços, estudos e réplicas que proporcionavam uma viagem completa através da evolução dos trabalhos do artista. A ala do primeiro andar, onde ficava o apartamento do artista, abrigava uma coleção de mobiliário, objetos de arte, tapeçarias flamengas e até mesmo um terno de Samurai, armadura japonesa do século XVII, bem como extremamente importante coleção de pinturas que pertenceram ao escultor, particularmente telas piemonteses século XIX, incluindo obras de Enrico Gamba, Giovan Battista Quadrone, Antonio Fontanesi e Vittorio Cavalleri.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escadaria Espiral do Museu Vaticano

Villa Adriana  Largo Marguerite Yourcenar, 1 – Tívoli -

Era um antigo Complexo palaciano, construído no século II, para o Imperador Adriano, era um conjunto de prédios clássicos construídos no século II, sob as ordens do Imperador Adriano. Era uma pequena cidade composta de palácios, fontes e termas, além de outras construções que imitavam diferentes estilos arquitetônicos gregos e egípcios. Sua construção foi motivada porque Adriano não se sentia feliz no palácio do Monte Palatino  e decidiu construí-la como lugar de retiro. Depois da sua morte, foi utilizada por vários sucessores, e depois caiu em desuso e se transformou em ruínas que foram saqueadas.

 

Com uma área de 120 hectares, na qual havia reconstruções de prédios gregos e egípcios favoritos do Imperador, a Villa Adriana era um grande tesouro arquitetônico que exigia várias horas de visita. Uma das partes mais destacadas e conhecidas como Canopus, era a cópia do Santuário que estava perto de Alexandria. Tratava-se de uma enorme piscina rodeada por colunas e decorada com figuras das Cariátides. Entre as bibliotecas, banheiros, casas para convidados, jardins e fontes, onde se destacava uma estrutura conhecida como Teatro Marítimo, um estanque circular rodeado de colunas com uma ilha no meio onde havia uma pequena Villa romana.

Villa Farnesina - Via della Lungara, 230 -

Em 1506, uma Villa renascentista foi erguida no bairro Trastevere. Originalmente criada para um banqueiro de Siena, foi comprada pela família Farnese no final do século XVI, e desde então passou a se chamar Villa Farnesina. Embora a Villa fosse um projeto espetacular em forma de U, a verdadeira razão para uma visita era a arte que abrigava. Algumas das paredes do ambiente eram decoradas com afrescos pintados por Raphael, e uma exposição de Trompe-l’oeils era mostrada no salão. A maior parte do ambiente da Villa, incluindo a famosa Loggia, estava aberta ao público para visitas regulares.

 

Villa Medici - Viale della Trinità dei Monti, 1 -

A Academia da França, em Roma, era uma instituição de ensino superior de arte e temas correlatos, instalada na Villa Medici. Foi fundada em 1666 por Luís XIV, tendo como diretores Jean-Baptiste Colbert, Charles Le Brun e Gian Lorenzo Bernini. 

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