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LISBOA -   A gastronomia - Portugal - parte 2/3

Bondinho Vermelho

Rotonda

Castelo de São Jorge

  

Gastronomia lusitana

A Casa do Bacalhau - Rua do Grilo 54, 1 – 

Fica um pouco longe do centro e fora do circuito turístico, mas tem o bacalhau como especialidade máxima: são mais de 20 receitas fantásticas. Tem também raridades, como língua, caras, empada… e mais todas as receitas famosas da cozinha lusitana. Ocupa as antigas cavalariças, de um palacete do século 18, no Beato, com duas salas elegantes de tetos abobadados.

A Cocheira Alentejana – Rua Diário de Notícias,  74 -

É um belo e acolhedor restaurante onde a saborosa comida alentejana é preparada com muito capricho e sabor. Oferece uma boa carta de vinhos.

Adega da Tia Matilde -  Rua da Beneficência, 77

Começou a funcionar em 1926, servindo comidas do mediterrâneo, européia e com destaque para as especialidades portuguesas. O atendimento é espetacular! A fachada é simples, mas nada a ver com o que lhe aguarda.... O famoso jogador português Eusébio, era cliente cativo. A qualidade é tanta, que orgulhosamente ostenta duas estrelas do Guide Michelin, mas os preços são normais.

Adega das Gravatas -  Travessa do. Pregoeiro, 1 – bairro do Carnide. 

É uma tasca tipicamente portuguesa, barulhenta, com comida farta e barata. Fica numa espécie de vila de casas, que dá todo o charme ao lugar. As mais de 3.000 gravatas penduradas remetem a história do Gravatas, inaugurado em 1908. Os clientes pediam para deixar as gravatas autografadas, o que acabou virando uma tradição. As especialidades: polvo na grelha a lagareiro, posta de salmão grelhada, Naco na pedra e Robalote grelhado escaldado. O Naco na Pedra, é uma generosa porção de carne servida sobre uma pedra quente, para que o cliente a prepare a seu gosto. As sobremesas são de comer ajoelhado.

Adega Machado - Rua do Norte, 91 - 

É composta pelo salão principal, a Sala da Fadistagem e o  terraço dentro do ambiente do Bairro Alto. No salão principal, serve jantares à la carte, com sessões de fado até às duas da manhã. Na Cave, fica a Sala de Fadistagem, com degustação de petiscos e, como o nome indica, com o acompanhamento de fadistas, em alguns momentos da noite. Ao final do dia, no terraço da Adega Machado, se pode tomar um copo de vinho, degustar os petiscos do chef Alexis Gregório, e ainda contar com eventuais apresentações de fado. No terraço não tem consumo obrigatório e também não obriga a consumo nos espaços interiores.

As Salgaderas – Rua das Salgadeiras, 18 –

É um restaurante requintado, instalado numa velha padaria no coração do Bairro Alto. Um dos fornos de padeiro deu lugar ao recanto mais agradável da sala de refeições. A cozinha serve excelentes iguarias regionais de todo o país. Tem várias opções de sobremesas. Aberto de segunda a sextas das 19.30 as 22.30h.

​A Severa - Rua das Gáveas, 51 a 61 - bairro Alto -

Lisboa é a capital desse movimento cultural, que é o Fado. São várias as propostas que existem para almoçar, jantar ouvindo Fado ou simplesmente para apreciá-lo, saboreando um vinho.  A Severa fica no Bairro Alto, um dos bairros mais típicos de Lisboa. Ao chegar, alguns turistas brasileiros se assustam com a fachada “simples” do local, em uma rua estreita. No Brasil, não seria um cenário convidativo, mas aqui a realidade é outra. Como todas as construções históricas são preservadas, não há o luxo na parte externa. ​Ao cruzar a porta de entrada, será brindado com um ambiente bonito e  acolhedor, propondo que a noite será especial. O visitante pisa em solo de muita tradição. A Severa, foi fundada em 1955, pelo casal Júlio de Barros Evangelista e Maria José de Barros Evangelista,  sendo a casa de Fado mais antiga de Lisboa, que permanece sob administração da mesma família. Já são três gerações administrando o local.

​Em seguida, escolha o seu prato. A cozinha da casa é fantástica. Quer saborear bacalhau? O bacalhau servido aqui é um dos melhores, não apenas de Lisboa, mas de todo Portugal. Enfim, chega o momento mais esperado da noite: o show. Entram em cena os fadistas da casa. São artistas de alto nível, que  cantam  juntinho a sua mesa. Abre todas as noites, exceto às quartas-feiras. O show começa às 21.00h e avança até as 2.00h, com intervalo. A cozinha fecha às 23h. A partir disso, eles servem apenas bebidas. A casa lota todas as noites. É essencial reservar mesa.

Cantinho do Avillez -  Rua Duques de Bragança, 7 – Chiado -

O chef onipresente José Avillez, comanda mais de uma dezena de endereços em Portugal, inclusive o Belcanto, restaurante que durante anos, foi o único duas estrelas Michelin da cidade, (posto que agora divide com o Alma, de Henrique Sá Pessoa ). Aqui a proposta é a comfort food. O bacalhau é muito bem representado com a sua versão em lascas do lombo confitadas, servidas com migas de pão de Mafra, ovo cozido a baixas temperaturas e as famosas esferas de azeitonas. Para encerrar, peça o copinho de avelãs.

Cervejaria Trindade - Rua Nova da Trindade, 20-C - Metrô Baixa-Chiado - 

A história do prédio, começou há oito séculos, quando em 1294,  ali foi erguido o Convento da Santíssima Trindade dos Frades Trinos da Redenção dos Cativos. O nome surgiu da vocação dos Frades, em resgatar prisioneiros cristãos das mãos dos mouros. Ao longo dos anos, a construção passou por momentos marcantes. Em 1704, foi quase toda consumida por um terrível incêndio. Em 1755, sofreu com o terrivel terremoto que castigou Portugal. E 1756, após sua reconstrução, foi cenário de novo incêndio. O fim do Convento, foi decretado em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, em Portugal.

​Em 1836, o prédio foi para as mãos de um particular, que ali fundou a primeira fábrica de cerveja em Portugal — a Fábrica de Cerveja da Trindade. A partir daí, foi um salto para surgir no local a primeira cervejaria, composta por quatro salas e um pátio, que no passado servia de local ao Claustro do Convento. As duas primeiras alas, foram decoradas por volta de 1860. Na primeira ala, está o bar, com balcão e algumas mesas. A área é dedicada a quem deseja apenas beber. Observe os tetos abobadados e vários painéis de azulejos que representam símbolos maçônicos.

​A partir dessa área, os espaços, cheios de antigas mesas de castanho maciço, ficam reservados a quem deseja uma refeição.  Por se tratar de uma cervejaria, seu clima é muito animado, com atendimento simpático e alguns garçons que se apresentam trajados de frades. A ala logo após o bar, era onde funcionava o refeitório do Convento. Os painéis de azulejos nas paredes representam, em um lado, os quatro elementos da natureza; no outro, as estações do ano. A parte que cabia ao inverno, foi destruída no século 19, durante a reabertura de uma antiga porta que ligava ao Claustro. Um pouco mais ao fundo, está a Sala dos Arcos e o que restou da galeria do primeiro Claustro. Resumindo: mesmo que não seja apreciador da cerveja, não deixe de visitá-lo e apreciar algo de seu enorme cardápio. A azulejaria,  é um espetáculo que merece uma apreciação detalhada.  A Cervejaria Trindade abre todos os dias, das 10h.00 à 1.00h da madrugada.

Mercado da Ribeira -  Avenida 24 de Julho, 49 - Cais do Sodré – 

Desde que foi renovado, com curadoria da revista Time Out, o Mercado da Ribeira se tornou parada quase obrigatória para quem visita Lisboa. Realmente, a possibilidade de sentar num só lugar e provar tudo o que a cozinha portuguesa pode oferecer, é irresistível. Funciona de domingo a quarta, das 10.00 as 24.00h, e de quinta a sábado das 10.00 às 02:00 horas. 

Padaria São Roque – Rua Dom Pedro V, 57 -

Tinha muitas estórias pra contar, pois  era uma das padarias mais antiga da cidade. Instalada num prédio antigo e com um ambiente charmoso oferecia uma variedade de bolos, tortas, sonhos, filhoses, rabanadas e o tradicional Tronco de Natal. Fazia parte de um grupo que reunia 7 padarias espalhadas pela cidade. Abria das 7.00 até as 22.00h.

Restaurante Tavares - Rua da Misericórdia, 37 - Chiado

É frequentado por celebridades portuguesas e internacionais, no passado e no presente, e exibe com orgulho os títulos de restaurante mais antigo de Portugal e o quarto mais antigo do mundo. Sua história começou em 1784, mas foi apenas em 1861 que o ambiente ganhou o extremo requinte que ostenta. O luxo, o requinte e extremo bom gosto, surgem logo ao cruzarmos a porta de entrada, com a decoração em estilo palaciano, com inúmeros detalhes pintados em ouro. No espaço principal, há um relógio acima de um aparador e espelho, que a princípio, parece ser mais um relógio. Entretanto, ele foi citado no romance Os Maias, de Eça de Queiroz, e por conta disso faz parte da estória do restaurante.

 

​Além de Eça de Queiroz, passaram pelo Tavares o escritor Camilo Castelo Branco, a fadista Mariza, o Rei Abdullah II (Jordânia), o ator americano Gary Grant, o escritor Ernest Hemingway, a cantora Madonna, a fadista Amália Rodrigues, o Primeiro-ministro de Portugal Sá Carneiro e o estilista Jean Paul Gaultier, dentre os vários outros nomes que enobrecem o livro de visitas do restaurante. As mesas são marcadas em homenagem a essas e outras celebridades que passaram por aqui. Por isso, ao fazer uma reserva, você pode escolher, de acordo com uma dessas pessoas que admire. Com um nível desses, o atendimento só pode ser primoroso. Seus profissionais são extremamente atenciosos, simpáticos, educados, dedicados. O Tavares abre de segunda-feira a sábado, das 19.30 as 23.00h. Se pode afirmar que é um cinco estrelas!

​Diferentes restaurantes de Lisboa

​Os melhores restaurantes secretos de Lisboa são um conjunto de estabelecimentos individuais e privados que continuam a funcionar da mesma forma como foram concebidos há 50, 60, 70 ou mais anos atrás. Estes restaurantes fornecem uma experiência da melhor gastronomia portuguesa, que a cidade tem para oferecer, longe das multidões e onde a única base de dados, é a dos vizinhos. Esqueça o Tripadvisor, a pontuação do Yelp e os sites em inglês. Estes lugares são aqueles que se deve aconselhar aos amigos que venham visitar Lisboa, pois mais ninguém fornece comida portuguesa tão autêntica. 

​O turismo de Lisboa continua crescente, apesar da pandemia do Corona virus. Desde 2010, Portugal passou de uma escolha secundária (ou terciária), a destino prioritário e mais cool da Europa para os viajantes. É a cidade da luz, o sonho dos prédios pintados de branco, das ruas estreitas, dos incontáveis mirantes, com música a tocar em cada esquina e uma linha de horizonte que coloca Roma e Florença no chinelo. Este boom de viajantes, com destino a Lisboa tem levado a um aumento e a uma diversificação substancial da oferta turística. No entanto, algumas coisas mantêm-se na mesma. E ainda bem...

A Baiuca - Rua de São Miguel, 20 - Alfama - ​

Se quiser conhecer Lisboa, na sua pureza gastronômica absoluta, este é o lugar. Este pequeno restaurante (só tem 7 mesas), gerido e administrado por uma mesma família, há 40 anos e sua decoração mantém-se a mesma desde então. A comida é simples e despretensiosa, com pratos como o guisado de tamboril e peixe grelhado na brasa. A sua característica mais atraente é o Fado, protagonizado por uma senhora, com dois ou três guitarristas como acompanhantes.

A Floresta do Salitre Rua do Salitre, 42-D

Serve excelentes filés e ótimos grelhados. É um ambiente descontraído e acolhedor, preço bom e com um serviço impecável. Experimente a Garrafeira!

Bota Feijão - Rua Conselheiro Lopo Vaz, 5 -

Está localizado no bairro de Moscavide, muito próximo da Ponte Vasco da Gama, a especialidade é o leitão à moda da Bairrada, considerada uma da 7 Maravilhas da Cozinha Portuguesa. Temperado com uma pasta de sal e pimenta, o bichinho é assado em um forno à lenha, durante pelo menos umas duas horas. Dizem que é outro de se comer ajoelhado!

​Cantinho Lusitano Rua dos Prazeres, 52 -

Situado na confusão do bairro hippie-chic do Príncipe Real e a um passo da Assembleia da República, situa-se o Cantinho Lusitano, a epifania lisboeta dos petiscos típicos portugueses e do bom vinho. É um espaço sóbrio e bem iluminado, com lugar para 20 pessoas sentadas, sendo obrigatório reservar. Peça os pratos do dia e experimente uma seleção de queijos e embutidos, salada de favas com cominho, pataniscas com arrozinho de feijão e muitas outras delícias portuguesas. Para a sobremesa experimente o queijo com doce de abóbora.

Casa dos Ovos Moles - Calçada da Estrela, 142 -

A confeitaria merece uma visita. Está situada na Calçada da Estrela (perto do jardim e da Basílica), e promete fazer as delícias dos mais gulosos, numa loja inteiramente dedicada aos doces conventuais. Ovos moles de Aveiro, pão de ló, queijadas, Dom Rodrigos, barrigas de freira... Se leva ovos e açúcar e se a receita tem muitos anos de existência, provavelmente encontrará aqui. Vinhos e licores também estão à disposição na elegante confeitaria.

​​​Laurentina - Rei do Bacalhau - Avenida Conde Valbon, 71-A -

Enquanto aguarda pela refeição, aproxime-se do bar e inície os trabalhos. Tem dois salões com ar condicionado e capacidade para 80 e 100 pessoas, respectivamente.  Pelo nome dá para imaginar que esta casa que abriu em 1976, oferece todos os tipos de pratos de bacalhau. Aos fins de semana, o pessoal da terrinha invade o Laurentina, que agora é administrado por um dos filhos do proprietário. O estacionamento fica por conta da casa e, deve ser feito nos Parques Valbom ou Berna. Ao pagar a conta, recebe um voucher para o estacionamento. Às quintas-feiras tinha Fado ao vivo. 

Marisqueira Nunes - Rua Bartolomeu Dias,  120 - Belém -

Esqueça a multidão e as filas de duas horas da Cervejaria Ramiro. O novo hostspot em Lisboa para comer marisco, é a Marisqueira Nunes. Esta marisqueira encontra-se no coração de Belém, o foco cultural de Lisboa e preenche todos os requisitos. Os mariscos e os pescados são do mais fresco que há, o Chef está concentrado em cozinhar pratos portugueses da mais elevada qualidade, a cerveja de pressão é gelada e não há filas à porta. É também um dos poucos lugares em Lisboa, onde se vendem lapas e bruxas (uma lagosta que só há, normalmente, na costa dos Açores). Gambas gigantes ao alho é obrigatório, e o arroz de lagosta é também uma boa escolha.

Merendinha do Arco  Rua dos Sapateiros, 230 -

Fica junto ao Arco do Rossio, e é, de alguns anos para cá, uma das tascas preferidas dos turistas. É famosa por ter o melhor peixe-espada, grelhado no carvão, servido acompanhado de um reconfortante arroz de feijão. É um espaço pequeno e que  apenas conta com os objetos que o dono tem colecionado ao longo dos 20 anos de atuação à frente do negócio, servindo de decoração ambiental. Tem lugar sentado para 30 pessoas, divididas por 3 mesas comuns, que estão sempre cheias de locais, e por isso, às vezes não há muito espaço para mexer os braços nas horas de almoço. Veja quais são os pratos do dia, que normalmente incluem bacalhau com grão, guisado de vitela e legumes, bochechas de porco preto, e vinho verde da casa para acompanhar a sua refeição. No final, todos têm direito a um shot de licor envelhecido, de uva destilada.

O Faia – Rua da Barroca, 54 -

É uma Casa de fados confortável e ampla, com decoração típica, onde se poderá apreciar o fado enquanto aprecia pratos tradicionais portugueses, sempre muito bem preparados.

Restaurante João do Grão -  Rua dos Correeiros 222 - 

O bacalhau é sua especialidade, e ganhou a lealdade dos lisboetas não só pelo prato costumeiro e bem elaborado, mas por ter sido porto de abrigo para uma boêmia que desaguava na Baixa. Ficava aberto durante as 24 horas. Não fechava nem esmorecia. O próprio João do Grão, um galego, é uma figura envolta em lendas e estórias populares. No rótulo do vinho branco e vinho tinto da casa, lê-se restaurante centenário, mas o que se sabe é que a passagem para o atual endereço, só teria acontecido no início do século passado. Os pratos são vários e quase todos são variações maravilhosas do bacalhau. Altamente recomendado!

Solar dos Presuntos -  Junto ao Elevador do Lavra, R. das Portas de Santo Antão, 150 -  

É um tradicional restaurante da Baixa Lisboeta, abriu as portas em 1974 e segue sendo um clássico da Rua das Portas de Santo Antão. Para abrir os trabalhos, peça pastéis de bacalhau e uma boa versão de pataniscas (lascas fritas com uma massinha de farinha e ovos), acompanhadas de arroz de feijão. A grande especialidade da casa é o bacalhau assado à portuguesa.

Tasco do Vigário Rua do Vigário, 18 - Santo Estevão -

Uma pequena tasca, com quatro ou cinco pratos do dia a preços imbatíveis. É um bom lugar para ir quando estiver visitando o bairro de Alfama. Fica muito perto do da Feira da Ladra, do Panteão e da bonita Rua dos Remédios. Se chegar depois do meio-dia encontrará uma e norme fila, por isso não se atrase! Trata-se de uma bela imersão na vida lisboeta. Boa comida e gente simpática. As doses são extremamente generosas e a carne é tenra e saborosa. Tem um cozido à portuguesa surpreendente. O preço médio de uma refeição com vinho, era de dez euros por pessoa.

Tasquinha do Lagarto - Campolide, 273 -

Fica fora do centro turístico, mas é o máximo da cozinha portuguesa feita com seriedade, no seio de uma capital cheia de conceitos gastronômicos insípidos e que estão na moda. A falta de menção turística, não parece incomodar os clientes, que até agradecem por poderem usufruir de um espaço exclusivo. Um dos pratos mais saborosos é vitela assada com batatas e brócolis. Outro recomendado, é arroz de garoupa. Os donos são oriundos do Norte de Portugal, por isso recebem com uma calorosa boas-vindas e uma taça de vinho verde.

​Zé dos Cornos - Beco dos Surradores, 5 -

O nome curioso deste local, vem de um caso extraconjugal, que o pai do atual dono teve em tempos idos. O lugar está tão escondido, que só alguns locais o conhecem. O menu, consiste basicamente em carne e peixe grelhados no carvão, sendo que a recomendação vai para o bacalhau e as costeletas de porco. Mas o que marca mesmo este lugar é a bifana. Na versão gastronômica portuguesa, este lombo de porco braseado no pão, é comido religiosamente com mostarda e encontrado pelo país à fora. O vinho da casa vem das uvas do Senhor João, o dono, por isso prepare-se para descobrir alguns sabores vínicos do Portugal tradicional.

Varina da Madragoa - Rua das Madres, 34 -

É conhecida por servir as melhores pataniscas - e são mesmo!. O peixe também é uma boa opção, especialmente o bacalhau, que vem grelhado na perfeição: pele crocante comestível com um recheio translúcido, junto ao osso. Se estiver perto do Museu de Arte Antiga ou ao quarteirão da Madragoa, não perca este local, pois é charmoso, tem comida típica e uma cozinha séria e autentica, a um preço acessível.

​Zé da Mouraria - Rua João do Outeiro, 24 -

Não irá encontrar uma seta indicando este restaurante, mas verá uma fila de espera. Então, procure chegar antes do meio-dia. É um pequeno restaurante, que fica ao virar da esquina da primeira paragem do Elétrico nº 28. É um dos favoritos entre os taxistas portugueses, por isso sabe-se que a comida é boa, havendo muita variedade e quase nenhum turista. Não se surpreenda ao entrar e ver pessoas  comendo lulas e batatas, numa taça metálica gigante. Uma dose alimenta quatro pessoas. As lulas são tão tenras e o seu sabor é mesmo irreal! 

Alguns pratos típicos de Portugal

Açorda de marisco -

É outra das sopas mais pedidas nos restaurantes lisboetas. Reúne basicamente os seguintes ingredientes: mariscos, pão e alho.

Bacalhau com grãos

Conheça um dos pratos mais apreciados da gastronomia lisboeta. O bacalhau é o rei nesta iguaria reconfortante, deliciosa e servida em quase todos os restaurantes da cidade. A meia desfeita de bacalhau, é um prato tradicionalmente lisboeta. Suas origens são nebulosas, ao contrário do consumo do peixe mais icônico em Portugal. Já pescado na  Dinamarca, desde o século XIV, tornou-se o alimento nacional do regime português no séc. XX. Aqui, o bacalhau, lascado mistura-se com o grão de bico cozido e são acompanhados com cebola, salsa e alho picados e, finalmente, polvilhados com colorau e regados com um molho de azeite, vinagre e pimenta.

Bifana no pão

O Fast food português era a bifana no pão. Não é nada elaborado: um bife de carne de porco frita, dentro do pão com um molho apetitoso, e mais nada. Cada lugar tem o seu segredinho, para deixar esse sanduba mais saboroso.

 

Broa

Era outra comida típica de Portugal, trata-se de um pão de milho e centeio. Normalmente é servido como entrada das refeições ou então pode ir ralado em cima de peixes como o bacalhau.

Caldo Verde

Feito à base de couve galega (também conhecida como couve portuguesa), purê de batata e azeite, o caldo verde é uma das sopas mais populares do país. Criada na região norte, a receita também leva algumas rodelas de chouriço, que garantem um sabor especial. Além de ser perfeito para deixar as noites de inverno ainda mais agradáveis – principalmente quando consumido com um bom vinho –, o prato figura entre as comidas típicas de grandes celebrações culturais, como as festas juninas lusitanas. Também é muito usado como entrada.

 

Carne de porco à Alentejo

A carne de porco era  muito consumida por todo o país, mas um dos pratos mais famosos é a carne de porco à alentejana. É preparada com amêijoas (um tipo comum de molusco em Portugal), carne de porco, colorau, louro, vinho e alho, entre outros temperos. A carne é frita e servidaa misturada com as amêijoas já cozidas. O prato final pode ainda ser polvilhado com coentro, acompanhado de batatas fritas cortadas em cubos e limão em fatias ou suco. Um restaurante recomendado para provar este prato é a Tasca Primavera.  

Cavacas de Resende

É um prato oriundo do norte de Portugal, mais precisamente da terra das cerejas. Levam apenas 3 ingredientes: ovos, açúcar e farinha. Mas não se deixe enganar, a simplicidade da mistura leva um segredo que só o pessoal da região conhece. O certo é que fica muito delicioso ao final.

Cozido à portuguesa

Apesar de ser encontrado nos restaurantes portugueses a qualquer época do ano, o cozido à portuguesa é o prato oficial do Domingo Gordo, que antecede a terça-feira de Carnaval. A receita consiste na mistura de diferentes tipos de carnes (boi, porco e frango) e embutidos, como chouriços e morcelas. Antes de serem cortadas em rodelas e pedaços pequenos, elas são cozidas em uma panela com água, que também leva ingredientes como cenoura, nabo, batata, couve, cebola e feijão. Alguns restaurantes aproveitam o caldo da receita para cozinhar o arroz branco que a acompanha.

Choco  frito de Setubal

É um dos melhores pratos típicos da região de Lisboa. Experimente o choco frito, motivo de romaria a Setúbal, onde esta especialidade gastronômica foi criada. Conheça o tradicional choco frito, servido com batatas fritas e salada, para dar ainda mais sabor aos dias de praia, na Arrábida e aos passeios no rio Sado. Mas a verdade é que nesta terra de sobreviventes a ocupações e disputas, o choco tem muitas vezes de ser importado. Os chocos locais são demasiado pequenos e não chegam para os milhares de pessoas que, diariamente, procuram este prato singular. O choco é envolto numa polme fina e regada com suco de limão, é uma das especialidades regionais que não pode deixar de provar quando visitar esta cidade pesqueira única, na Arrábida.

Cozido à Portuguesa

Muitos portugueses consideram este o grande prato tradicional do país, e não o bacalhau. Há muitas maneiras de se preparar a receita ao longo do país, e entre os ingredientes estão: feijão, batata, couve, cenoura, nabo, frango, partes de porco e de boi, chouriço de carne e morcilha, entre outros. É um cozido de legumes, carnes e embutidos, é um prato forte e de sabor intenso e, quase sempre, é servido somente no almoço! O Solar dos Nunes, é um restaurante que prepara muito bem este cozido.

Favas do Alentejo

É mais uma  das especialidades da culinária alentejana: as favas fresquinhas. A cada garfada, uma sensação diferente. São temperadas com hortelã, coentro e colorau, o que mostra bem a influência da culinária árabe nesta região.

Francesinha

É composta por duas fatias de pão de forma, cobertas com queijo e recheadas com carne (de porco ou de gado), linguiça, salsicha e mais queijo um molho picante de pimenta Piri-piri. Atualmente, existem várias adaptações da francesinha, que pode ser servida sozinha, com batatas fritas, ovos fritos ou mariscos.

Leitão 

Quem gosta de carne de porco se dá bem quando vem a Portugal. As receitas de leitão mais populares prestam homenagem ao nome das regiões onde foram criadas: Alentejo e Bairrada. O leitão à moda alentejana é servido em cubos, com batatas, cebola e um molho de vinho branco e pimentão com mariscos. O leitão à bairrada, tradição entre os portugueses desde o século XVIII, é temperado com alho, sal, pimenta, azeite, manteiga e louro, é colocado num espeto e assado numa churrasqueira, ou nos típicos fornos a lenha bairradinos. Alguns restaurantes  desfiam a carne de leitão e usá-la no recheio de deliciosos bolinhos fritos.

Pastel de Belém (ou de nata)

Em 1837, os monges do Mosteiro dos Jerônimos, no bairro de Belém, começaram a produzirr o pastel de nata, doce mais famoso de Portugal. O objetivo era vender a sobremesa em uma loja local e usar os lucros como forma de sustento, já que os Conventos e Mosteiros do país passavam por uma situação crítica, após a Revolução Liberal de 1820. Até hoje, a Antiga Confeitaria de Belém, única a possuir a receita secreta do tradicional pastel, acumula filas de clientes todos os dias. Em todas as outras confeitarias e cafés pelo país, a iguaria é chamada de pastel de nata. As principais sobremesas portuguesas levam gemas de ovos, como o Travesseiro de Periquita, ovos moles, fios de ovos e Brisa-do-lis. As receitas surgiram nas cozinhas dos Conventos e  segundo os registros, as freiras usavam as claras para engomar roupas e aproveitavam as gemas para fazer doces.

Pataniscas e Pastéis de Bacalhau

Também tendo o bacalhau como ingrediente principal, são duas formas diferentes de comer este peixe, seja como aperitivo, lanche ou prato principal.

Polvo a Lagareiro

Os moluscos estão muito presentes na culinária portuguesa. Assim como o bacalhau, também pode ser preparado de diversas formas, mas à Lagareiro é certamente o mais apreciado. Os tentáculos são assados no forno com bastante azeite, alho, cebola, folha de louro e sal. para acompanhar, umas batatas ao murro.

 

Punheta de Bacalhau

É como se fosse um ceviche de bacalhau. É servida como entrada e acompanhado de pão. É feita com o bacalhau cru, cebolas, alho, azeite e salsinha. Entre as pratos típicos de Portugal mais populares, estão o bacalhau à Zé do Pipo (com cebolas, leite, maionese, azeite, louro e purê de batata), à Bras (com batata, ovos, cebola, azeite, pimenta e salsa) e à Gomes de Sá (com azeitonas pretas, ovos cozidos, alho, cebola, azeite e salsa). Outra pedida popular é o bacalhau à Lagareiro, mergulhado no azeite com batatas, cebola e alho.

Queijadas de Sintra
Confeitaria Piriquita, que fica no coração de Sintra, tem as melhores e mais tradicionais queijadas do país. O doce é uma tortinha feita com ovo e requeijão, uma mistura que não parece muito sugestiva à primeira vista, mas o resultado final é incrível.

 

Queijo Serra da Estrela

Feito com leite de ovelha, este queijo é outra iguaria de Portugal, que é cultivado na Serra da Estrela. Envolto de uma casquinha fina, é cremoso por dentro. É perfeito para passar em pães e torradas para acompanhar  cafezinho quente. É encontrado por todo o país mas se quiser experimentá-lo na região de origem, vá até Covilhã e Guarda, que ficam ao  leste da Serra da Estrela.

Queijo de Azeitão

Esse queijo é tradicional da região de Azeitão, no Distrito de Setúbal ( sul do país ). É um queijo com denominação de origem protegida e feito com leite de ovelha.

Sardinhas assadas

As sardinhas na brasa, é um dos mais representativos pratos da culinária portuguesa, e é incrível como algo tão simples ganhou adeptos no mundo inteiro. Saboreadas sobre uma fatia de pão, ou com pimentos grelhados e batatas cozidas como acompanhamento, não há mês no Verão em que o seu cheiro delicioso não seja sentido pelas ruas de Lisboa. As sardinhas mais famosas são as de Setúbal, mas é nas ruas da capital que se saboreiam a qualquer momento, principalmente durante as Festas dos Santos Populares. Os vários bairros tradicionais, colocam assadores nas ruas e quem passeia e ouve música, pode beber um copo, cantar uma música e comer  uma sardinha, para entrar no espírito local. No prato ou no pão, vale a pena provar esta especialidade única, que representa para muitos, os dias de verão. O restaurante O Carvoeiro, é um  dos que melhor preparam as sardinhas na brasa.

Alguns doces portugueses para não deixar de experimentar!

Pastéis de Belém -

Conhecidos também como pastéis de nata. Se for a Lisboa, não deixe de ir ao Belém, saborear um, dois ou três. É uma especialidade da região. Estes pastéis têm uma história muito interessante já que a sua receita tem mais de 200 anos, mas apenas é conhecida por um número bastante escasso de pessoas. Esta sobremesa consiste numa capa folhada recheada de um creme de nata. São decorados com açúcar e canela em pó.

  • Clarinhas de Esposende

  • Ovos moles do Aveiro

  • Pudim de Abade 

  • Siricaia

  • Torta de Azeitão

  • Toucinho do Céu

 

Onde se hospedar 

 

A capital de Portugal é uma das cidades melhores cidades para se conhecer na Europa, não somente  para os brasileiros, mas  também para  os europeus. Lisboa  passou  por  uma  grande  reformulação, tornando-se  uma  cidade  atrativa  em  todos os   aspectos: pontos turísticos, compras, lazer, negócios e festas. A cidade  dispõe  de  alguns dos  melhores  hotéis  do mundo, e todos com preço justo. Os melhores hotéis, ficam exatamente  nos  regiões  para  quem quer ficar perto dos pontos turísticos, museus e lojas. Veja as dicas de regiões e bairros da capital portuguesa e seus pontos positivos e negativos.

 

Centro -

A melhor região para ficar em Lisboa era o centro, pois está perto dos principais pontos turísticos e de bairros como o Bairro Alto e o Cais do Sodré, que está localizado às margens do Tejo. O centro de Lisboa abriga uma boa parte dos hotéis da cidade, e as opções são enormes e vão desde hostels até hotéis cinco estrelas.

Chiado -

Outro bairro interessante para hospedagem é o histórico Chiado, considerado junto com o Bairro Alto, o bairro boêmio da capital portuguesa. O Chiado é cheio de bares, restaurantes, cafés, lugares históricos e belos prédios. Está localizado entre os bairros da Baixa Pombalina e Bairro Alto, bem no coração de Lisboa. É uma das regiões mais visitadas pelos turistas, que buscam conhecer famosos pontos de interesse do bairro como a ancestral Livraria Bertrand, aberta desde 1732; o centenário Café  A Brasileira; a Praça Luis de Camões; além de ótimos passeios que podem ser feitos nas ruelas do bairro.

 

O Chiado abriga diversas lojas que são um paraíso para compras. Há lojas como a Zara e a famosa marca portuguesa Ana Salazar. Não deixe de passar nos Armazéns do Chiado, um espaço, com três andares, cheio de lojas para todos os gostos. O único ponto negativo, é que por vezes, no bairro, a hospedagem é de extremos, ou muitos hostels e pensões baratas ou hotéis de luxo e caros.

Baixa Pombalina -

Para quem quer gastar pouco, a dica é ficar hospedado no bairro da Baixa Lisboeta, também chamada de Baixa Pombalina, e que nada mais é do que a região do Rossio. É uma localização ótima, já que está próxima de praças importantes e de grande movimento, como a Praça do Comércio, a Praça dos Restauradores e a própria Praça do Rossio, que é a Praça Dom Pedro IV. É uma região que também é bem servida de transportes, lojas, bares, restaurantes e onde tudo pode ser feito a pé. 

 

Belém -

É onde ficam as atrações mais conhecidas, como a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerônimos. Por esse motivo, muitos turistas pensam que é um bairro perfeito para se hospedar, por ser perto das atrações. O bairro é muito agradável para passear e visitar os lugares históricos, mas fica afastado de todas as outras áreas de Lisboa, o que acaba sendo uma desvantagem. Mesmo que o transporte público seja muito bom, e ligue todas as partes da cidade, é sempre mais rentável ficar em uma região mais perto do centro e não tão afastada. 

Marquês do Pombal -

É uma área famosa e uma das melhores regiões de Lisboa, com relação ao transporte público. Além de ser perto de todas as regiões turísticas, tanto a pé quanto em transportes, os hotéis são mais em conta e de boa qualidade, comparando com as regiões mais centrais e badaladas, como Chiado, Bairro Alto ou Rossio. Este é um bairro bom, porém mais distante  do centro do que os outros. 

 

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