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HELSINKI  -  terra de Jean Sibelius e Havis Amanda  - Finlândia - parte 1/2

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As informações e recomendações inseridas neste texto, objetiva facilitar seu programa de viagem para visitar esta agradável e encantadora cidade finlandesa. Escolha o que pretende conhecer e monte seu roteiro para melhor aproveitar sua passagem por aqui...

ETIAS 2025 - Autorização para entrar na Europa

​Anunciado em 2016, o  European Travel Information and Authorization System (ETIAS) — Sistema Europeu de Informação e Autorização — está cada vez mais próximo de ser concretizado. A nova regra de entrada de estrangeiros na Europa se baseia no sistema americano, com maior segurança e será válido, a partir de 2025 mas ainda sem data para início do procedimento. ​O sistema verificará as credenciais de segurança e cobrará uma taxa (atualmente divulgada como sete euros) dos viajantes que visitam os países-membros do Tratado de Schengen, para fins de negócios, turismo, médicos ou de trânsito. Os viajantes, que atualmente visitam a Europa sem Visto, podem entrar na UE e nos países-membros de Schengen, gratuitamente e sem qualquer triagem de segurança digital antes de sua chegada à Europa. Vale lembrar que o ETIAS não será um Visto, mas uma autorização de viagem para viajantes que não precisam de Visto Consular para visitar a Europa.

A Finlândia, conhecida por ser a terra da sauna e também da vodka, é um país repleto de belezas naturais, em razão de sua geografia. O país está em uma península de litoral recortado e com milhares de ilhas, com vários pequenos e médios lagos e florestas típicas de altas latitudes, além de pântanos e rios.

Em fevereiro de 2023 a FinLãndia foi eleita pela sexta vez consecutiva o país mais feliz do mundo, em pesquisa promovida pela World Happiness Report, que buscava informações em 100 países anualmente. A Finlândia ficou à frente de Dinamarca, Suiça e Islândia. Ainda que tenha uma população de comportamento pouco expressivo, sejam muito solitários e tenham um alto padrão de vida, os finlandeses eram felizes e se destacavam pelos atos de solidariedade e pelo combate a desigualdade e a pobreza. 

Com mais de um terço de seu território no Círculo Polar Ártico, a Finlândia era o país mais setentrional do mundo e um dos mais frios. As principais cidades da Finlândia estavam concentradas no litoral sul do país, onde as temperaturas eram mais suportáveis. Os dois maiores centros urbanos eram a capital, Helsinki – moderna, e que conservava prédios antigos lindos, e Turkku – cidade histórica, com um Castelo e uma Catedral do século XIV. Ao norte da Finlândia era onde viviam os lapões, um povo seminômade que sobrevivia da criação de Renas. Na região da Lapônia, segundo a lenda, morava o Papai Noel e suas Renas. A melhor época para desfrutar da capital finlandesa,  era no verão, quando ocorria  um maior número de horas de sol que permitiam desfrutar dos seus muitos mercados e terraços.

Helsinki é a capital e também a maior cidade da Finlândia com cerca de 650 mil habitantes. Foi fundada em 1550 pelo Rei Gustavo I, da Suécia. No início do século XIX, a Rússia derrotou a Suécia na Guerra Finlandesa, anexando a Finlândia ao seu território. Como conseqüência, em 1809, criou o Grande Ducado Autônomo da Finlândia. Foi a partir desse momento que a cidade começou a se desenvolver. Em 1812, o Imperador russo Alexandre I mudou a capital finlandesa de Turkku para Helsinki para tentar reduzir a influência sueca na Finlândia e aproximar a capital do Império Russo. O centro da cidade foi reconstruído em estilo neoclássico para se assemelhar à cidade de São Petersburgo.

Apesar da natureza tumultuada da história finlandesa, durante a primeira metade do século XX, a cidade de Helsinki continuava seu desenvolvimento constante. Um evento que foi marcante,  foram os Jogos Olímpicos de 1952, que ajudaram a aquecer a economia e auxiliaram no seu desenvolvimento na segunda metade do século. Atualmente, mais de 80% das principais empresas finlandesas possuiam sede em Helsinki. A cidade era considerada uma das melhores do mundo para morar, em termos de qualidade de vida de sua população, que possuia acesso à excelente educação, segurança e ótima saúde pública.

 

Helsinki  era ótima para longas caminhadas, tanto que era possível conhecê-la quase toda à pé, com um pouco de disposição. Havia bonitas igrejas para serem visitadas, como a Catedral Luterana de Helsinki e a de Uspenski. A primeira era, talvez, o maior símbolo do país – sua fachada neoclássica e seu interior clean, sem imagens ou mosaicos, era bem diferente das igrejas que conhecemos mundo à fora. A Catedral de Uspenski era o maior templo da Igreja Ortodoxa Russa, fora da Rússia, e era justamente a influência arquitetônica e cultural da ex-nação soviética que fazia ela valer tanto   ser visitada. A bicicleta era o melhor meio de transporte para passear e visitar algumas de suas atrações como a Fortaleza Soumenlinna, a Catedral Uspenski e a Igreja Temppeliaukio. 

 

A  capital da Finlândia era a cidade mais populosa do país, muito organizada, arborizada, segura e encantadora, Helsinki era aquele tipo de lugar que todos deveriam conhecer. Era considerada a cidade mais atraente do mundo para as famílias, segundo o Best Cities for Families 2020,  relatório global sobre o tema, elaborado pela empresa alemã Movinga. Das dez primeiras colocadas no comparativo, nada menos que seis ficavam na Escandinávia: além das capitais dos países da região – Oslo (Noruega), Copenhague (Dinamarca), Estocolmo (Suécia) e Reykjavik (Islândia) apareceram em terceiro, quinto, sexto e sétimo lugares, respectivamente-, Gotemburgo, a segunda maior cidade sueca, figurou na décima colocação.

Para elaborar o estudo, a Movinga selecionou 150 metrópoles de todo o mundo que já tinham reputação de serem bons locais para uma família viver. Feito esse recorte, a empresa então analisou os números de 13 diferentes indicadores. Essa lista tinha custo de vida, qualidade do ar e opções de passeios infantis, além de pesquisas feitas com os habitantes de cada local. O que fez Helsinki se destacar entre cidades que já tinham fama de serem bons lugares para uma família morar, foram pontuação máxima em três dos indicadores analisados: a taxa de desemprego, licença parental remunerada e inclusão familiar (que avalia os direitos de casais formados de pessoas do mesmo sexo; nesse item, todas as cidades escandinavas tiveram nota máxima). Segundo a revista britânica Monocle, que publicava anualmente uma pesquisa com as 25 melhores cidades do mundo, de acordo com a qualidade de vida,  um dos fatores pelos quais a revista deu a Helsinki o título de cidade mais habitável, era também o tamanho reduzido de sua população. Com 600 mil habitantes, era uma comunidade unida, onde as pessoas pareciam conectadas e não havia trânsito complicado e nem multidões. A cidade também era elogiada por incentivar seus negócios e produtores locais, de excelente qualidade, o que tinha um efeito muito positivo na economia.

Banheiros públicos

Pesquisa feita em 2021 pelo app Booking junto aos clientes que acessavam para reservas de hotéis e informações turísticas apurou, entre outras indicações,  quais as cidades cujos banheiros públicos eram considerados limpos ou sujos. A capital Helsinque ficou em primeiro lugar no item limpeza em sanitários de uso público.  

 

Do Aeroporto ao Centro

​O Aeroporto de Helsinki estava localizado na  cidade de Vantaa, a 20 km do centro da capital e por isso seu nome oficial era Aeroporto Helsinki-Vantaa. Uma das vantagens da Finlândia era que, diferente dos seus amigos escandinavos que possuiam moedas próprias, a Finlândia utilizava o Euro como moeda oficial.

 

​Táxi e Uber

Para quem estava cheio de malas, chegava de madrugada ao Aeroporto ou não queria abrir mão de algo mais conveniente, era possível pegar um táxi ou Uber para fazer o trajeto até o seu hotel. O  trajeto completo levava, em média, de 25 a 30 minutos. O preço da corrida até o centro da cidade ficava em torno de €45 e €50.

 

​Ônibus da Finnair

A companhia aérea do país disponibilizava o  Finnair City Bus, que  fazia o trajeto do aeroporto até a Estação Ferroviária Central. Os ônibus da Finnair eram operados pela Pohjolan Liikenne e saiam do Aeroporto e do centro da cidade a cada 20 minuto, para um trajeto que  levava de 30 a 35 minutos. Os tickets podiam ser adquiridos online com antecedência ou diretamente com o motorista, com pagamento em dinheiro ou  com cartão de crédito. Se estiver no Terminal 1 do Aeroporto, pegue o ônibus na plataforma 11; se estiver no Terminal 2, pegue no ponto número 10.  Os preços eram os seguintes: Online –  ida: €6.60 | ida e volta: €12.10. Direto com o motorista – ida: €6.70 | ida e volta: €12.20 – Havia desconto para quem tinha o Helsinki Card (€4).

 

​Ônibus regular

Havia duas linhas que ligavam o Aeroporto ao centro. As tarifas variaam de acordo com a forma de compra. Se comprar o Mobile Ticket, SMS Ticket ou de uma máquina de venda de tickets, o valor era de €5 ( ticket regional ). Pegue os ônibus no ponto número 12 no Terminal 1 ou no ponto número 25, no Terminal 2;

 

​Linha 615 - Rautatientori-Kartanonkoski-Airport - fazia o trajeto entre o Aeroporto  e a Estação Central de Trens de Helsinki;

 

Linha 617 - Hakaniemi-Airport - Operava o rota entre o Aeroporto e o Hakaniemi Market Square (não passava na Estação Central de Trens) e rodava somente nos horários de pico de segunda a sexta-feira;

 

​De Trem

Ao chegar no Aeroporto,  siga as placas que indicavam a Estação de Trem localizada no Aeroporto. Existiam algumas máquinas para compras de tickets durante o caminho, mas também era possível comprar em máquinas localizadas nas plataformas. Para evitar filas, uma dica era comprar o Mobile ticket, diretamente do celular. O serviço de trem até o centro da cidade demorava cerca de 30 minutos e custava €5. Existiam duas linhas que faziam do trajeto: a Linha I e a Linha P. Ambas as linhas paravam na Estação Central de trem de Helsinki. Para a volta ao Aeroporto, a Linha I costumava partir das plataformas 1 a 3 e a Linha P das plataformas 16 a 18.

 

Antigo Mercado Central  - Eteläranta, 125 -

Ficava na região portuária e era um ótimo lugar para saborear frutos do mar, salmão defumado, sopa de salmão ou as carnes exóticas finlandesas. Desde 1888, produtores e vendedores locais comercializavam pães, doces e chocolates artesanais, pescados, dentre outros produtos. Também tinha alguns pequenos restaurantes e cafésbre diariamente das 8h às 18h, mas fecha aos domingos!. 

Capela do Silêncio - Simonkatu, 7 -

Construída em 2012, era um lugar totalmente inovador. Localizada em uma das áreas mais movimentadas da cidade, a Capela tinha a proposta de ser um local calmo, onde era possível ter um momento de silêncio e fazer suas orações. Independente da religião ou crença, não deixe de visitar a  Kamppi Kappeli. Foi construída buscando representar a busca da qualidade de vida dos finlandeses, que valorizam momentos de paz e silêncio, mesmo ao redor de uma área central e movimentada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Capela do Silêncio -  Kamppi Kappeli

Catedral de Helsinki  - Unioninkatu, 29 -

Era o atraente cartão-postal da cidade – a imensa igreja branca em estilo neoclássico, era a grande construção da Praça do Senado. Originalmente, foi construída em homenagem ao Czar russo Nicolau I – já que a Finlândia fazia parte do Império Russo até sua completa Independência em 1917. A Catedral abria todos os dias das 9.00 as 18.00h e, durante o verão, entre junho e agosto, os horários de visitação podiam ser estendidos até a meia noite.

Catedral Ortodoxa Uspenski  - Kanavakatu, 1 -

Inicialmente a Catedral seria construída em homenagem ao Czar Nicolau I, da Rússia. Até 1917, o templo era conhecido como Igreja de São Nicolau. Nomenclatura que durou até a Independência da Finlândia,  quando passou a ser chamada de Catedral de Helsinki. Entretanto, a obra só foi concluída em 1952. Hoje, era uma das atrações mais visitadas.  Localizada no norte da Praça do Senado, chamava a atenção pela grande cúpula verde, cercada por quatro outras cúpulas menores.

Café Regatta  - Merikannontie, 8 -

Logo depois da Igreja de Pedra, numa breve caminhada, chegava-se ao tradicional Café Regatta, reduto dos jovens locais e de turistas. Instalado num prédinho charmoso de cor vermelha, à beira mar, com mesinhas no lado externo e uma grelha para assar peixes que podiam ser comprados alí mesmo.

Estação Central 

Além de conectar a destinos nacionais, internacionais e ao Aeroporto, era também ponto turístico: era um prédio em estilo Art-Nouveau, com uma bonita torre do relógio. Em sua entrada principal, o destaque ficava para as quatro estátuas de homens gigantes, segurando lanternas em formato de globo. A Estação de Trens aparecia inclusive na lista da BBC, das 10 estações de trens mais bonitas do mundo!

Estádio Olímpico de Helsinque - Paavo Nurmen tié, 1 -

O estádio esteve fechado desde 2016, em meio a obras de renovação, financiadas pelo Governo finlandês e pela cidade. A reforma respeitou a arquitetura original, com escolhas sustentáveis​. Autoridades locais dizem que o estádio foi ampliado com a adição de um nível de instalações subterrâneas, que atenderia aos requisitos de eventos nacionais e internacionais e aos residentes e visitantes da cidade de forma mais abrangente, durante todo o ano. Os estandes tinham capacidade para 36.200 pessoas, com lotação máxima de 50.000 espectadores em concertos. O novo telhado era feito com três milhões de quilos de aço e recebeu o Prêmio Construção de Aço, em 2019.

Estátua dos Três Ferreiros - Kolmensepänaukio -

Apresentava três trabalhadores nus, martelando uma bigorna. A obra simbolizava o trabalho humano e a colaboração entre os cidadãos para o crescimento de sua comunidade e do país. Bem em frente estava a loja de departamento Stockmann, na intersecção entre duas das mais importantes ruas do centro: Aleksanterinkatu e Mannerheimintie. Se quiser fazer compras em lojas de rede, tipo H&M, essa região era uma das mais indicadas.

Esplanadi  - Pohjoisesplanadi  -

Logo depois da estátua da Havis Amanda ficava o Esplanadi, um pequeno e agradável parque ladeado por ruas com lojas sofisticadas. Aqui ficava o  Café Kappeli, que além de charmoso era um dos restaurantes mais antigos da Finlândia, aberto em 1867.

Fortaleza de Suomenlinna - 

Era do porto que saiam os barcos para quem desejasse conhecer a Fortaleza de Suomenlinna. Tombada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1991, era um Forte construído em meados do século XVIII, quando a Finlândia ainda pertencia aos suecos. Para visitar o ideal era separar uma tarde inteira,  porque a Fortaleza contava com vários museus, prédios históricos, cafés e restaurantes. Poderia ser acessada de ferry HSL a partir da Praça do Mercado. No verão, também operavam os Water Bus da JT-line. Havia museus, eventos especiais e restaurantes no local, que ofereiae infraestrutura completa para o turista. Os tours eram oferecidos em vários idiomas, menos em português  e duravam 1.00h.

Gastronomia

As comidas típicas fugiam da zona de conforto do brasileiro, já que era comum encontrar carnes como de rena, alce e até mesmo de Urso. Alguns pratos típicos que se poderia experimentar para conhecer a culinária local eram as sopas, maksalaatikko (arroz de forno), perunamussi (almôndega com purê de batata) e poronkäristys (carne de rena com batata).

Havis Amanda -

Junto da Praça do Mercado havia uma estátua de uma mulher nua, no meio de uma fonte com focas ao redor. Seu nome eraHavis Amanda, um símbolo do renascimento de Helsinki.  A escultura foi construída em 1906 e gerou discordância por ter sido considerada muito sensual e inapropriada. Manifestações de grupos feministas viam a disposição dos elementos na obra como uma exploração do corpo feminino, porque a mulher nua estava  num pedestal e as focas suspirando em sua volta.

Heureka – Tiedepuisto, 1 - Vantaa –

Era o Centro de Ciências Finlandês que apresentava ao público a ciência e a tecnologia de uma forma envolvente e interativa. Os visitantes podiam experimentar a alegria da descoberta através de exposições, filmes de planetário, programas educacionais e eventos. Localizada na área de Tikkurila de Vantaa, Heureka abria suas portas ao público pela primeira vez em 1989. Era um dos centros recreativos mais populares da Finlândia, atraindo uma média de quase 300.000 visitantes por ano. As raízes do Heureka, remontavam à Universidade de Helsinki e aos cientistas, que se familiarizaram com diferentes centros de ciências localizados ao redor do mundo.  Tudo começou com a exposição Physics 82 realizada na House of the Estates, em Helsinki, de 20 a 26 de maio de 1982. No outono do mesmo ano, o projeto do Centro de Ciências foi lançado com o apoio inicial da Academia da Finlândia, do Ministério da Educação, e de várias Fundações. O projeto levou ao estabelecimento da Fundação do Centro de Ciência Finlandês, durante 1983-1984. 

 Em 1984, a cidade de Vantaa se oferecia para ser a cidade anfitriã e financiadora parcial do Centro de Ciências, e também designou um lote de propriedade localizado no extremo sul de Tikkurila como o futuro local do centro. Um concurso de arquitetura, realizado em 1985, resultou em dois primeiros prêmios, dos quais foi selecionado o projeto vencedor; nomeadamente o design Heureka, apresentado por Mikko Heikkinen, Markku Komonen e Lauri Anttila.  A planta interna do Centro de Ciências foi concluída em 1986. A fundação do prédio foi lançada em outubro de 1987 e as obras foram concluídas um ano depois. A área total do prédio é de 8.200 m², dos quais 2.500 m² são espaço expositivo. 

 

 

 

Igreja Temppeliaukion - Lutherinkatu, 3 - 

Escavada diretamente em rocha sólida, a igreja estava situada no coração de Helsinki, no final de Fredrikinkatu. O salão da igreja era coberto por uma cúpula, forrada em cobre e apoiada nas paredes de pedra por vigas de concreto armado. As paredes interiores eram de rocha áspera e parede de entulho. Antes do meio-dia, a luz se espalhava da fileira de janelas que cercavam a periferia do telhado, até a parede do altar, onde uma fenda da era do gelo servia como retábulo. Devido à sua excelente acústica, a igreja era um local preferido para concertos.

Jardim Botânico Kaisaniemi  - Kaisaniemenranta, 2 - 

Para quem gosta de natureza, deveria ir ao Jardim Botânico Kaisaniemi. A área abrangia mais de 4 mil hectares, que contemplava diversas espécies de plantas, flores e estufas com roseirais. Durante o verão era ainda melhor visitá-la, quando o local ficava repleto de visitantes admirando o jardim central e a área aberta que possuia lagoas e flores, para enfeitar a paisagem.

Lightbringer - Kasarmitori -

Era um monumento diferente, que ficava a apenas poucos minutos de caminhada da região do Antigo Mercado e do porto. A bonita escultura estava em frente ao prédio do Ministério da Defesa e era uma homenagem aos mortos no conflito com a Rússia, em 1939/1940, na denominada Guerra do Gêlo.

Linnanmaki – Tivolikuja, 1 – Alpilla -

Era o parque de diversões mais antigo e popular da Finlândia. De propriedade da Children's Day Foundation, foi aberto ao público em 1950. Tinha mais de 40 brinquedos, muitos jogos diferentes, além de restaurantes e cafeterias. O passeio mais popular do parque de diversões era a Montanha-russa de madeira, que encantava os visitantes desde 1951. A Fundação do Dia da Criança mantinha e desenvolvia o parque de diversões, para arrecadar fundos para o trabalho de bem-estar infantil.  

Monumento a Sibelius  - Sibeliuksen puisto -  Mechelininkatu - 

Era uma estrutura que atraia a curiosidade de quem passava pelo Parque Sibelius. Este monumento abstracto de tom prateados, refletia a mudança de estação e a luz, assemelhando-se a uma onda sonora feita de aglomerados de tubos de órgão. Revelado em 7 de setembro de 1967, o fundamento por trás da obra homenageava o compositor finlandês Jean Sibelius. Foi escolhida em meio a muita polêmica, em uma competição organizada pela Sibelius Society, após a morte do compositor, que ocorreu em 1957. Seu escultor, a também finlandesa Eila Hiltunen, optou por criar uma série de mais de 600 tubos de aço inoxidáveis e vazados, soldados em um padrão ondulado. O monumento foi projetado para encarnar o espírito da música de Sibelius, mas sua natureza abstrata fazia com que muitos críticos da estátua observassem que ela não honrava diretamente o compositor. Para este fim, um grande busto de Sibelius foi adicionado ao pé do monumento, para que os espectadores não se confundissem. Ao moldar o rosto de Sibelius, a escultora optou por retratá-lo em sua era criativa, não como o homem idoso, mas sim com a imagem de seus tempos de glória, em que era tido com um símbolo nacional.

  • O monumento pesava cerca de 30 toneladas e mede 10,5m (comprimento), tendo 6,5m (profundidade) por 8,5m (altura);

  • Havia uma réplica deste monumento, localizado na sede da UNESCO em Paris;

  • A construção do monumento levou cerca de quatro anos, tendo sido feito no subúrbio de Lauttasaari, em Helsinki;

  • Os tubos do monumento foram soldados individualmente e texturizados, à mão, por Eila Hiltunen.

 

Parque Esplanada - Pohjoisesplanadi

Carinhosamente chamado de Espa entre os locais, era o parque mais famoso da Finlândia e o coração verde da cidade. As pessoas vinham aqui para ver e serem vistas, para ouvir música e assistir a apresentações, e para desfrutar de piqueniques. O parque foi originalmente planejado pelo principal arquiteto Carl Ludvig Engel. Caracterizava-se por seu estilo arquitetônico, com as suas ruelas arborizadas e canteiros de flores. As fileiras de tílias em ambos os lados do parque, criavam um espaço semelhante a um corredor.

No final da Praça do Mercado do parque, ficava um dos restaurantes mais históricos de Helsinki, o Kappeli, construído em 1867 e projetado pelo arquiteto Hampus Dahlström. Em frente ao Kappeli, estava o Palco Espa, que oferecia shows durante todo o verão, do início de maio ao final de agosto. Em ambos os lados do palco havia uma piscina com esculturas de Viktor Jansson. No meio do parque estava a estátua de Johan Ludvig Runeberg, poeta nacional da Finlândia e autor do hino nacional finlandês. Esculpido pelo filho do poeta, Walter Runeberg, fora o primeiro monumento público erguido na cidade. Perto da estátua também estavam os quatro Quiosques históricos e decorativos de madeira do lado sul, que foram construídos em 1893 e 1909, enquanto os Quiosques funcionalistas do lado norte, foram projetados em 1928, pelo arquiteto municipal Gunnar Taucher. O Restaurante Teatteri e o Teatro Sueco dominavam a extremidade Mannerheimintie do parque. Dois Memoriais podiam ser encontrados aqui. O primeiro era ao autor, jornalista e historiador Zacharias Topelius. O segundoera ao grande poeta e jornalista finlandês Eino Leino.

 

Museus

Existiam vários museus e um dos mais destacados era o  Ateneum, que era a Galeria Nacional Finlandesa e abrigava uma das maiores coleções de arte clássica da Finlândia; o Kiasma, o Museu de Arte Contemporânea; e o Museu Nacional.

Museu ao Ar Livre de Seurasaari  -  Seurasaari –

Localizado na ilha de Seurasaari, propriedade da municipalidade de Helsinki, era um grande parque ao ar livre disponível para todos. O museu era formado por prédios históricos transferidos de vários lugares do país, o que facilitava ao visitante melhor compreender como era a vida do povo  finlandês no passado. As visitas guiadas exploravam a vida no campo finlandês, do século XIX, e a arquitetura tradicional finlandesa, e eram facilitadas diariamente de 15 de junho a 31 de agosto. Visitas guiadas nos finais de semana setembro. Havia uma Cafeteria à disposição dos visitantes.

Museu da Alfândega

Fundado em 1930 em Suomenlinna,era a única instalação ligada especificamente à Alfândega na Finlândia. Seu acervo apresentava informações sobre a história da profissão aduaneira no país, com muitos documentos, selos, carimbos, análise de mercadoria e diversas outros  itens importantes.

Museu da Arquitetura  Finlandesa – Kasarmikatu, 24 – Ullanlina -

Fundado em 1956, era o segundo museu mais antigo do gênero, depois do de Moscou. Foi criado a partir da coleção fotográfica da Associação dos Arquitetos Finlandeses, fundada em 1949. As principais atividades do museu eram: arquivo, manutenção de uma biblioteca, pesquisa, publicação e divulgação de informação. Também organizava exposições e apresentava arquitetura finlandesa no exterior e arquitetura estrangeira na Finlândia. O museu costumava abrigar duas exposições simultâneas. Ficava no mesmo terreno do Museu de Design.

Museu da Cidade - Aleksanterikatu, 16 -

O recentemente ampliado o Complexo principal do Museu da Cidade de Helsinki era mais do que apenas um museu: com um lobby projetado para ser uma sala de estar, onde o visitante era livre para sentar-se e utilizar seu notebook, tomar um café ou simplesmente relaxar num ambiente agradável. Este oásis estava localizado no coração histórico de Helsinki, na Praça do Senado, a poucos passos da residência oficial do Prefeito. O Complexo do museu englobava cinco prédios no mesmo bloco, que foram construídos entre 1750  e 1920.

A viagem pela história de Helsinki começava no primeiro andar do museu, onde imagens capturadas pela fotógrafa Signe Brander, um século atrás, ganhavam vida em uma máquina do tempo. Usando óculos 3D, visitantes podiam descobrir o quanto a cidade mudou ao longo desses anos todos.  O museu tinha mais de um milhão de fotos da capital finlandesa, muitas delas tiradas mais de um século atrás. Fotos instantâneas obtidas a partir de álbuns de família e de diversos fotógrafos profissionais, compiladas nos arquivos de imagem. Uma versão online dos arquivos possuia mais de 40 mil imagens disponíveis para visualização. O quarto andar do museu era destinado a abrigar exposições temporárias. Em 2018 exibia a itinerante Museum of Broken Relationships ( Museu das Relações Fracassadas ), originário de Praga, que apresentava objetos pessoais doados por  pessoas da Finlândia e outros países, que eram mantidos como memórias de relações acabadas. Os objetos estavam expostos juntamente com as histórias dos personagens envolvidos, escritas pelos próprios doadores, pessoas que amaram e tiveram seus corações partidos.

Dentre as relíquias românticas da mostra, estavam alianças, bichos de pelúcia, um gorro de lã inacabado feito para um ex-namorado, várias roupas, mapas e, até mesmo, uma bicicleta ergométrica. A quantidade de objetos doados pelos ex-apaixonados finlandeses era tanta, que grande parte deles não podia compor a exposição. No entanto, alguns dos objetos e histórias que não puderam ser exibidos, ilustravam o website brokenships.fi. O Museum of Broken Relationships, foi idealizado primeiramente por dois artistas croatas, depois de terminarem seus relacionamentos de dez anos. A exposição já rodou 40 cidades em 30 países, mas esta era a primeira cidade dentre os países nórdicos a abrigar esta exposição itinerante.

Museu de Arte Ateneum -  Kaivokatu, 2 -

Quem gostasse de arte clássica deveria visitar o Museu Ateneum. O lugar possuia uma das maiores coleções de arte clássica da  Finlândia e impressionava também por apresentar as coleções de arte finlandesa Gustavianas, desde meados do século XVIII até os movimentos modernistas da década de 1950. O acervo era de mais de 4 mil obras, entre produções finlandesas e internacionais. Uma das pinturas mais famosas em exposição eraStreet in Auvers-sur-Oise, de 1890, de Van Gogh. Com essa pintura, o Ateneum tornava-se o primeiro museu do mundo a exibir uma obra do famoso pintor holandês.

Museu de Arte Contemporânea - Kiasma - Mannerheiminaukio, 2 -

Era mais conhecido como Kiasma, e resultado de um concurso internacional de design de arquitetura realizada no ano 1992. Inicialmente, a chamada para o concurso foi destinada a arquitetos nos Estados Bálticos e na Escandinávia para, posteriormente, serem acompanhados por cinco arquitetos de renome internacional. Steven Holl com sua proposta, Chiasma foi o vencedor dentre mais de 500 projetos apresentados. A construção de  12.000 m2  foi concluída no ano 1998 e inicialmente, sua principal função era ser a sede da Galeria Nacional da Finlândia e ser uma entidade que iria fortalecer a arte contemporânea do país. Estava localizado no coração da capital, em um lugar de importância vital, cercado por grandes referências da cultura finlandesa; a oeste fazia fronteira com o prédio do Parlamento; ao leste, com a Estação Ferroviária e ao norte Eliel Saarinen, com Alvar Aalto.

Museu de Arte HAM  - Eteläinen Rautatiekatu, 8  -

Abrigava uma coleção de arte que pertencia ao povo de Helsinque, que incluia mais de 9.000 obras de arte. A metade das obras estavam expostas em parques, ruas, escritórios, centros de saúde, escolas e bibliotecas, para alegrar o dia de todos locais e visitantes. A HAM chamava a atenção para a arte moderna e a arte contemporânea em suas exposições que aconteciam principalmente no Tênnis Pálace.

Museu do Design – Korkeavuorenkatu, 23  - Kaartinkaupunki -

Era dedicado à exposição de design finlandês e estrangeiro, incluindo design industrial, moda e design gráfico. Era um dos mais antigos do mundo, fundado em 1873, mas funcionava nas suas instalações atuais, uma antiga escola no estilo neo-gótico, projetada pelo arquiteto Gustaf Nyström, desde 1978. Em 2002,  mudou seu nome de Taideteollisuusmuseo para Designmuseo, porque o nome original era demasiado longo e complicado. Situado no mesmo quarteirão ficava o Museu da Arquitetura Finlandesa.

Museu Ehrensvärd – Suomenlinna, B40 -

Estava localizado no pátio da residência oficial dos Comandantes da Fortaleza, mostrando a história do período sueco da Fortaleza. O primeiro proprietário do prédio foi o fundador da Fortaleza, Augustin Ehrensvärd. A coleção do museu possuia vários retratos, miniaturas, armas, móveis Gustavian, bem como pinturas a óleo de Suomenlinna, que datavam da década de 1760. Abria diariamente durante a temporada de verão e nos fins de semana na primavera e no outono.

Museu Finlandês de História Natural - Pohjoinen Rautatiekatu, 13  -

Era uma instituição de pesquisa independente, que funcionava sob a orientação e administração da Universidade de Helsinki. Eraiatambém um dos três museus nacionais centrais da Finlândia e responsável pelas coleções nacionais na sua área. As coleções, que incluem espécimes botânicos, zoológicos, geológicos e paleontológicos de todo o mundo, serviam para pesquisas nas áreas de biologia e geologia, bem como para fins educacionais.

Museu Nacional - Mannerheimintie, 34 -

Apresentava a história finlandesa da Idade da Pedra até os dias atuais, através de objetos e história cultural. O prédio de estilo romântico nacional finlandês estava localizado no centro da cidade e operava em colaboração com o Conselho Nacional de Antiguidades uma associação relacionada com o Ministério da Educação do Governo. As exposições permanentes do Museu Nacional eram divididos em seis partes. O espaço Tesouro apresentava as coleções de moedas, medalhas, ordens e decorações, prata, jóias e armas. Pré-história da Finlândia era a maior exposição permanente arqueológica no país. O Reino apresentava o desenvolvimento da sociedade e da cultura finlandesa a partir do século 12 Idade Média ao início do século 20, durante o período de Reino da Suécia à época Império Russo. A Terra e seu povo apresentava cultura popular finlandesa, do XVIII ao XIX séculos, a vida no campo antes da industrialização. A exposição século 20 apresentava a independente Finlândia e sua unida e cultura internacional.

 

Museu Nacional da Aviação –

Está localizado em Vantaa – mesma cidade onde está o Aeroporto Internacional – ao norte de Helsinki. É fácil chegar ao museu, que fica bem próximo do Aeroporto e de vários hotéis. Há uma estação de trem  próxima, a Aviapolis. O museu tem uma coleção imensa de objetos. São 80 aeronaves, por volta de 9 mil itens referentes à aviação e a maior biblioteca sobre o tema na Finlândia com, aproximadamente 17 mil livros. Também tem um acervo grande de fotografias e cópias podem ser compradas.

 

Museu Suomenlinna -  Suomenlinna C74 –

É o principal museu da Fortaleza e está localizado no Centro Suomenlinna e permanece aberto durante todo o ano. A exposição permanente mostra a história da Fortaleza, abrangendo mais de 270 anos. Para melhor entender sobre a vida das pessoas que viveram e trabalharam em Suomenlinna, há livros ilustrados, operados por tela de toque. A exposição também apresenta utensílios, ferramentas, armas e munições que foram encontradas nas escavações e sótãos do lugar. O piso superior mostra o extenso trabalho de restauração realizado na Fortaleza. 

VINTTI -   História Fácil  

Era o mais novo departamento do Museu Nacional, era uma exposição interativa, onde os visitantes poderiam estudar a história da Finlândia e da sua cultura usando as mãos e cérebros. Era baseada na experimentação e experiência pessoal, e as tarefas e atribuições também apontava o caminho para explorar as exposições permanentes do museu. Estava localizado próximo a outras atrações, como a Igreja de Pedra, e o Kiasma - o Museu de Arte Contemporânea. O saguão principal do Museu Nacional chamava a atenção pelos afrescos do teto, iluminados pela luz que entrava através de uma bonita clarabóia. Os visitantes eram convidados a iniciar a visita, que seguia ordem cronológica.

 

Visitar o Museu Nacional da Finlândia permitia que se conhecesse a história do país desde a Idade Média até o século XIX. Cada sala expõe armas, objetos e muitos artigos, todos devidamente identificados e com fatos históricos contados em cartazes e totens. Apesar da Finlândia, ter se tornado independente somente em 1917, foi durante a dominação Russa, quando foi considerada um Grão Ducado, que era necessário aliar o sentimento nacionalista com as culturas próprias.  Na fase Romântica, quando emoção e imaginação contrastavam com o racional, foi dado espaço à mulher para interferir na decoração da casa e se expressar publicamente. As finlandesas foram as primeiras mulheres no mundo a adquirir plenos poderes políticos. Abria de Terças a domingos, das 11.00 as 18.00h - Os ingressos: Adultos - 10 Euros, grátis para menores de 18 anos e todas as sextas-feiras, das 16.00 as 18.00h.

 

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