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GRENOBLE   -   As Bolhas, os museus e as Universidades   -  França 

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ETIAS 2025 - Autorização para entrar na Europa

​Anunciado em 2016, o  European Travel Information and Authorization System (ETIAS) — Sistema Europeu de Informação e Autorização — está cada vez mais próximo de ser concretizado. A nova regra de entrada de estrangeiros na Europa se baseia no sistema americano, com maior segurança e será válido, a partir de 2025 mas ainda sem data para início do procedimento. ​O sistema verificará as credenciais de segurança e cobrará uma taxa (atualmente divulgada como sete euros) dos viajantes que visitam os países-membros do Tratado de Schengen, para fins de negócios, turismo, médicos ou de trânsito. Os viajantes, que atualmente visitam a Europa sem Visto, podem entrar na UE e nos países-membros de Schengen, gratuitamente e sem qualquer triagem de segurança digital antes de sua chegada à Europa. Vale lembrar que o ETIAS não será um Visto, mas uma autorização de viagem para viajantes que não precisam de Visto Consular para visitar a Europa.

As informações e recomendações inseridas neste texto, objetiva facilitar seu programa de viagem para visitar esta bonita e agradável cidade francesa. Escolha o que pretende conhecer e monte seu roteiro para melhor aproveitar sua passagem por aqui... 

Grenoble era uma das cidades mais aprazíveis da França, relativamente de tamanho médio, estava situada próximo aos Alpes franceses, banhada pelo Rio Isére, com belos prédios, trânsito civilizado e de astral positivo, pois como sediava uma das mais tradicionais Uiversidades do país, era um lugar repleto de gente jovem e alegre. 

Considerada a porta de entrada dos Alpes Franceses, a região de Rhône-Alpes atraia não somente estudantes, mas também turistas. Estava  a 560 km de Paris e 280 km de Marselha. Aqui foram disputados os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968, e contava com cerca de vinte centros de esportes de inverno em seu entorno, sendo que os mais próximos estavam apenas a meia hora de carro.

Grenoble ainda conservava características de cidade interiorana. Na margem sul do rio, visite a região em torno do Jardin de Ville, Place Grenette, Place Victor Hugo, Église St. Louis e Église St. Andre, onde ficava a chamada Cidade Velha. O contorno da cidade tinha avenidas largas e arborizadas, e caminhando pela cidade antiga, encontravam-se ainda áreas exclusivas de pedestres e um comércio bem diversificado.

Como uma cidade universitária, alguns de seus prédios de maior destaque eram de suas Faculdades. Dentre as mais famosas, estava a Université Joseph Fourier, dedicada ao estudo de ciência, tecnologia e medicina; a Université Pierre Mendès France, especializada em Ciências Sociais; a Université Stendhal, famosa pelos cursos de línguas e literatura, e ainda o renomado Institut National Polytechnique de Grenoble, uma das melhores escolas francesa, de Engenharia.

O filósofo Stendhal dizia que em Grenoble, no fim de cada rua, existia uma montanha, e elas eram realmente uma presença constante na cidade. Algumas chegavam a dois mil metros de altura e constituiam um convite irresistível a diversos tipos de atividades esportivas, como montanhismo, caminhadas e passeios de bicicleta, sendo que no inverno os esportes praticados na neve e gelo se destacavam.

Os museus

Grenoble tinha ótimos museus, com destaque para o Musée de Grenoble, Musée Dauphinois e Musée de Peinture et Sculpture. Outros pontos que não poderiam ser esquecidos numa visita, eram as fortificações históricas do Fort de la Bastille, o Jardin et Palais des Dauphins, a Igreja de Saint Laurent  e sua cripta (situados na margem norte do Rio Isére), o magnífico Palácio do Bispo e a Catedral de Notre Dame, próxima à Place Grenette, repleta de restaurantes com mesinhas nas calçadas.

Antigo Museu de Pintura – Place Du Verdun, 9 -

O antigo museu de pintura era um prédio construído no século XVIII, formado por duas alas. Uma abrigava A Plataforma, o centro de informações sobre projetos urbanos. A outra, que abrigava a antiga Biblioteca Monumental, reunia em suas paredes exposições temporárias organizadas pelo Departamento de Assuntos Culturais em conjunto com a rede de parceiros e associações culturais da cidade.

Museu Arqueológico Saint Laurent – Place Saint Laurent -

Era um importante sítio arqueológico (escavado de 1978 a 1995) localizado em um dos bairros mais antigos,  oferecendo uma viagem por quase dois mil anos de história. Da necrópole do século IV à igreja do século XIX, Saint-Laurent atravessara o tempo preservando, como em um grande livro aberto, os traços adicionados da história desde as origens do cristianismo. O visitante mergulhava no coração de um local funerário e religioso famoso, por seu monumento dos séculos VI-VII: a cripta de Saint-Oyand. A memória deste local e de quem lá vivera, era encenada através de meios digitais, que reforçavam o poder evocativo dos restos mortais, testemunhas da evolução das práticas, crenças e mentalidades funerárias.

Museu da Resistência e Deportação de Isére – Rue Hebert, 14 -

Durante a Segunda Guerra Mundial, Grenoble fazia parte da Zona Franca até novembro de 1942, quando fora ocupada, primeiro pelos italianos até novembro de 1943, depois pelos alemães até sua libertação em agosto de 1944. O Isère era um dos departamentos franceses onde movimentos, redes e os maquis subterrâneos da Resistência, eram muito ativos. A partir de 1940, iniciativas individuais se uniram para formar movimentos e redes mais estruturadas. Perto de Grenoble, amplos Vales cercados por montanhas e florestas eram uma localização geográfica favorável para o crescimento dos maquis. Originalmente os refúgios de maquis logo se tornariam maquis combatentes. O mais proeminente, o maquis de Vercors, não eclipsara os outros, em Oisans, Chartreuse, Belledonne e Grésivaudan. Os homens e mulheres que enfrentaram os ocupantes pagaram um alto preço por seu corajoso engajamento, e muitos deles encontraram o trágico destino da deportação.

Devido ao grande número e eficácia das amplas operações conduzidas contra o inimigo, Grenoble foi a segunda das cinco cidades homenageadas com o título de Compagnon de la Libération, no decreto do General De Gaulle, de 4 de maio de 1944. Sob a tutela do Conselho Departamental de Isère, desde a celebração do cinqüentenário da Libertação, o Museu da Resistência e da Deportação destacava a especificidade da Resistência neste departamento da França. Além das exposições temporárias e eventos especiais que eram organizados de tempos em tempos, o Museu abrigava uma exposição permanente que oferecia ao visitante uma apresentação cronológica dos eventos. A visita era baseada em cinco temas: o início da Resistência, o maquis, a repressão, a restauração da República e os valores da Resistência.

 

Eram mais de cinco mil itens, objetos e documentos do arquivo que ilustravam o cotidiano e a luta contra os ocupantes, reconstituindo lugares e ambiências. O visitante era convidado a concluir esta viagem com um momento de reflexão sobre os valores da Resistência. O centro de documentação do museu estava aberto a consultores e estudantes, bem como ao público em geral. O inventário informatizado de coleções levaria ao desenvolvimento de uma biblioteca com mais de mil obras, arquivos sonoros, fototeca e cinematografia. 

Museu das Tropas de Montanha -  Jardim de Dauphins – Forte da Bastilha –

Localizado nas salas de casamatas do Fort de la Bastille, propunha fazer as pessoas descobrirem a fascinante história e a rica herança das tropas alpinas. Criado em Fevereiro de 1988, por decisão do Chefe do Estado Maior do Exército, na efervescência comemorativa do Centenário das Tropas de Montanha. Fora enriquecido por mais de 30 anos por inúmeras aquisições e doações feitas por antigos alpinos e suas famílias.  Reconstruções em escala real de cenas emblemáticas como a de uma trincheira da Grande Guerra, cenários, luzes e sons, uniformes e objetos devolviam aos visitantes a experiência vivida pelos demônios azuis da Primeira Guerra Mundial, ou mesmo pelos soldados do Exército invicto de 1940. Abria de terças a domingos de fevereiro a dezembro. No verão, acessível das 9.00 as 19.00h e no período de inverno das 11.00 às 18.00h. Chegava-se pelo teleférico,  à pé pelas trilhas ou de carro. Era acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Para quem não quizesse subir a montanha, nas famosas Bolhas de Grenoble, havia uma alternativa: O ciclismo sempre fora um dos esportes favoritos dos franceses e para isto, havia ótimas opções. Eram diversas trilhas montanha acima, com destaque para as subidas do Col Luitel (muito inclinada), Balcon de Belledonne (com diversas curvas), Col de la Croix de Fer, Col de la Madeleine e Col du Galibier, sendo estas últimas indicadas apenas para quem tivesse muita boa  resistência  física. 

Museu Dauphinois - Rue Maurice-Gignoux, 30 -

Instalado nas encostas da Bastilha, no Convento de Sainte-Marie d'en-Haut, inscrevia a sua ação na estreita relação que mantinha com os habitantes originários e adotivos dos Alpes Dauphiné. Era um local de investigação de todos os períodos da história alpina e também um espaço de reflexão sobre o nosso tempo. Anualmente duas a três exposições, sempre enriquecidas por publicações, conferências e debates, exploravam sucessivamente os domínios da arqueologia, do patrimônio regional, rural e industrial.

Apresentava uma variedade de exposições sobre o patrimônio regional, de ontem para hoje, incluindo Gens de l'alpe, uma apresentação da vida rural nas montanhas no século XIX. Criado em 1906 por iniciativa de Hippolyte Müller, seu primeiro Curador, com o objetivo de conectar os primeiros ocupantes de um país aos que ainda viviam nele,  este Complexo fora fundado no início do século XVII por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal. Depois de uma história turbulenta, que o vira sucessivamente servir de prisão, internato religioso, quartel e depois habitação, o prédio fora restaurado para os Jogos Olímpicos de Grenoble, em 1968.  Verdadeiro museu regional do homem, o Musée Dauphinois estava focadado em todas as áreas e as disciplinas do patrimônio da antiga Província de Dauphiné e, mais amplamente, dos Alpes franceses: arqueologia pré-histórica e histórica, etnologia, patrimônio industrial e artes decorativas.

Museu de Grenoble -  Place de Lavalette, 5 –

Figurando entre os principais museus de arte franceses, exibia uma das melhores coleções de cerca de 900 obras de arte antiga, moderna e contemporânea. Originalmente instalado num antigo Convento Franciscano, que datava do século XIII e inaugurado em 1798, oferecia ao público uma retrospectiva completa da pintura ocidental, a partir do XIII ao XXI francês, flamengo, holandês, italiano e espanhol. Um panorama das principais tendências da arte contemporânea desde 1945, e uma coleção de antiguidades egípcias documentada por Champollion completavam a oferta do museu.

O museu atual, reaberto em 1994 cuja arquitetura fora completamente revisada, ficava nas imediações dos bairros antigos e acessível a partir da Praça Notre-Dame. Corria ao longo do Rio Isère, incluindo o Parque Albert Michallon, que estava diretamente ligado a ele e que se tornara um parque de esculturas. Havia um espaço de 7.500 m² dedicados a coleções permanentes e temporárias, que eram distribuídos pelos quartos projetados em ambos os lados de uma grande Galeria, como uma rua coberta à luz do dia. Rigor, simplicidade e clareza, geometria muito pura com linhas suaves, contribuiam para a notoriedade da arquitetura do Museu.

Museu do Antigo Bispo –  Rue Très Cloîtres, 2 -

Localizado no coração do centro histórico e nas imediações da Catedral, o Musée de l'Ancien Évêché estava instalado no antigo Palácio dos Bispos, prédio tombado como Monumento Histórico. O sítio apresentava na sua cave vestígios arqueológicos de primordial importância, testemunhas da história religiosa da cidade: o Batistério, que datava dos primeiros tempos cristãos. Os pisos do palácio, transformado em museu, albergavam a exposição L'Isère en histoire, que convidava a uma viagem cronológica à descoberta de um território, da sua história e das suas gentes.  Para acompanhar a visita auto guiada, o museu oferecia um guia interativo em um tablet touchscreen, composto por livretos multimídia e um guia de áudio. Tratava-se do Batistério, da exposição permanente L'Isère en histoire e também do Palácio dos Bispos. Era entregue gratuitamente ao visitante em troca de um documento de identidade. Dois idiomas eram oferecidos: francês e inglês.

 

Museu Stendhal – Grand Rue, 20  –

O apartamento do doutor Gagnon, avô de Stendhal, estava localizado no centro antigo de Grenoble. Era um espaço museológico, com exposição permanente reunindo as principais obras do acervo. Seu novo projeto arquitetônico e sua museografia davam vida ao grande público. O apartamento incluia:

- uma ampla sala de estar em estilo italiano para a qual se abria a entrada do apartamento;

- um gabinete de história natural, característico dos apartamentos da burguesia esclarecida

  dos  XVIII e XIX;

- uma sala de verão  e de trabalho, uma pequena sala com a mesma superfície ao lado da sala de história natural;

- um terraço com pérgula com vista para o Jardin de Ville;

- um quarto chamado Romain Gagnon.

A cidade era cercada por uma natureza privilegiada, e as regiões de Vercors, Belledonne e Chartreuse estavam entre as mais bonitas do país. A pouca distância ficavam ainda os parques naturais de Oisans e Trièves, e para quem dispunha de mais tempo para explorar a região, valia uma esticada até Maurienne, Ecrins e Tarentaise, que ficavam a cerca de 90 minutos de carro desde Grenoble. 

Um caminho interessante para chegar a Grenoble, por exemplo, era a partir de Chamonix em direção a Mégeve, e depois pegar a estrada para Grenoble. No retorno, pegue a estrada em direção a Annecy, e termine o percurso em Genebra. Com certeza, será um ótimo passeio.

Quando a fome apertar, almoce no restaurante Bistro Saint Christopher, situado na Place Saint Bruno. Depois faça uma caminhada para visitar os interessantes Musée de la Resistance (Rue Hébert 14) e Musée de la Resistance et Deportation (Rue J.J Rousseau 14). Os dois mostravam alguns aspectos da 2a Guerra, que influenciaram a vida da França na época.  À noite, conheça a Brasserie Les Trois Canards (Avenue Felix Vialet 2), ou o restaurante Au Petit Savoyard (Rue Génissieu 2), que servia uma grande variedade de queijos da região. Outra alternativa, era o Le Tonneau de Diogène (Place Notre Dame), ou Le Couche Tard (Rue du Palais), que eram dois dos barzinhos mais animados da cidade.

Onde comer

Outras opções para almoço ou jantar

Le Bel Air Café -  Cours Liberation General De Gaulle, 66 –

Servia pizzas e lanches que incluiam excelentes cafés e sucos.

Le Café du Marais – Avenue Felix Viallet, 1 –

O cardápio era à base de peixes,  carnes e saladas, elaborados sob receitas francesas tradicionais da região. Tinha uma boa carta de vinhos. O atendimento era muito bom e o restaurante era acolhedor e com a sofisticação tradicional francesa.

 

Mano a Mano – Rue Lakanal Village  Championett, 6 –

Servia excelentes pratos das cozinhas italiana e francesa, com destaque para as focaccia, para as quais o cliente poderia escolher o recheio.

 

Pizzeria Di Roma – Quai Perriéte, 50 –

Era bem recomendado. Servia ótimas pizzas e pratos de massas e pescados.

Onde dormir

Ibis Grenoble Centre Bastille - $$$ - Rue Miribel , 5 -

Todos os quartos eram para não fumantes,com ar-condicionado,   Wi-Fi gratuito, TV de HD a cabo, mesa auxiliar e um bom banheiro com secador de cabelo e produtos de banho de cortesia. Tinha quartos para famílias, estacionamento e equipes de Recepção atendendo em seis idiomas. Servia um excelente café da manhã.

Hotel Victoria - $$ -   Rue Thiers, 17 -

Situado numa área tranquila e próxima ao centro, oferece Wi-Fi gratuito em toda a propriedade e estacionamento privativo gratuito. Todos os quartos possuiam TV de HD com canais a cabo, e banheiro privativo. O hotel dispunha de quartos para famílias. Serviam um ótimo café da manhã.

Kyriad Direct Grenoble Centre - $$ - Avenue Félix Vialle, 45 -

Os quartos eram simples e confortáveis, dispondo de Wi-Fi gratuito, TV HD e mesinha auxiliar. O café da manhã continental (cobrado à parte) era servido no quarto ou em uma sala de jantar. O estacionamento tinha um custo adicional.

 

Residhotel Grenette - $$$ - Rue de Palanka, 12 -

Estava localizado no centro de Grenoble, a 3 minutos a pé da Praça Victor Hugo. Todos os quartos possuiam área de estar com mesa de trabalho e TV a cabo. A cozinha compacta, com de fogão elétricol, micro-ondas, frigobar e cafeteira. O café da manhã estava incluso na diária. As vagas de estacionamento eram limitadas e estavam disponíveis por um custo extra.

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