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FLORENÇA -  A Meca da Toscana -  Itália  -  1/3 

 

As informações e recomendações inseridas neste texto, objetiva facilitar seu programa de viagem para visitar esta histórica e encantadora cidade considerada capital da Toscana. Escolha o que pretende conhecer e monte seu roteiro para melhor aproveitar sua passagem por aqui... 

Havia quem afirmasse que Florença era uma cidade com tantos trabalhos de arte, deixados por tantos gênios da arquitetura, pintura e escultura, que era impossível conhecê-la sem se emocionar. O certo era que em poucos lugares do mundo, estavam reunidas tantas obras, trabalhos, esculturas, pinturas, afrescos, executadas por alguns dos maiores gênios que a humanidade já conhecera. Por um capricho dos deuses, diversos deles passaram por esta cidade, durante um mesmo período da história, e nos deixaram um legado imortal, um exemplo do melhor que até então a humanidade pode produzir.

 

Comece os passeios pela Piazzale Michelangelo, cruzando o rio no rumo do centro, passando pela Galeria degli Uffizi onde estavam diversos exemplos da arte Fiorentina, como O Nascimento de Vênus, (de Botticelli), a Vênus de Urbino (Ticiano), e a Sagrada Família (Michelangelo). Inclua a Santa Croce, igreja que guardava 276 sepulturas com nomes de imortais das artes como Michelangelo, Machiavelli, Ghiberti, Dante e Galileo. A igreja já era uma obra de arte, tendo suas capelas projetadas por Brunelleschi, Giotto e Della Robbia. Florença era uma cidade que merecia, no mínimo, uns três dias dedicados a visitação de seus inúmeros museus e principais atrações. Use sapatos confortáveis,  porque irá caminhar muito. Se puder, evite a alta temporada, quando a cidade era invadida por multidões de turistas. Também servia de ponto de partida para um giro pela Toscana, e se estiver interessado, acesse as dicas de roteiros de viagem, deste site, que encontrará sugestões para passear pela região. Florença, era banhada pelo Rio Arno.

Basílica de Santa Cruz  - Piazza de Santa Croce, 16 -

Era muito mais do que uma igreja, era uma das mais antigas e maiores basílicas franciscanas do mundo. Alguns dos artistas mais influentes da história da arte deixaram aqui sua marca,  desde afrescos de Giotto e Agnolo Gaddi até as obras de arte de Brunelleschi e Donatello. Era onde estava o maior número de túmulos de mestres do Renascimento na Itália. Ela se diferenciava das outras porque não abrigava somente as obras de arte desses gênios: aqui também estavam os restos mortais de grande parte dos destacados artistas do Renascimento, mas também da literatura, música, entre outros, por isso  era chamada de O Templo das Glórias Italianas. A fachada atual fora criada entre 1853 e 1863, projetada por Niccolò Matas e logo criticada por seu estilo neogótico artificial.

 

As obras foram financiadas por um rico protestante inglês, chamado Sloane. A estrela de David inserida no tímpano da fachada, embora não fosse desconhecida como um símbolo cristão, era imaginada como uma alusão à fé religiosa do arquiteto. A torre Campanária também era recente, construída em 1847 por Gaetano Baccani  e o material utilizado foram os tijolos típicos de pedra calcária florentina, de cor amarelada. O monumento a Dante, que se encontrava à esquerda da Basílica, fora colocado apenas no final da celebração dedicada a ele, em 1865, por ocasião do aniversário de 600 anos do poeta. A estátua fora inaugurada no centro da praça, mas fora movida depois para permitir   as partidas de futebol florentino.

As dez capelas existentes, foram destinadas a funerais de doadores e receberam extensas decorações realizadas pelas mãos dos maiores mestres da época. As paredes da Basílica foram decoradas com afrescos, que retratavam as Histórias de São Francisco, de Giotto, e seus alunos. Donatello também deixara na igreja um testemunho da sua passagem, esculpindo um belo crucifixo e uma Anunciação. Dedicada à Santa Cruz, a Capela Maior recebera os afrescos que hoje ostentava, por volta de 1380, por Agnolo Gaddi – filho de Taddeo, um dos discípulos de Giotto. As histórias contadas seguiam o texto da lenda dourada de Jacopo da Voragine e se desenvolviam a partir de cima para baixo, em primeiro lugar na parede à direita e depois na parte da frente, traduzindo-se em uma imagem a história complexa e antiga da madeira da Cruz de Cristo. A parte  mais surpreendente do Complexo, era formada pelo antigo refeitório, com o Cenáculo, e fora transformada em museu, em 1900, onde já havia um depósito de obras de arte. O museu fora sendo ampliado e em 1959 passara a ser chamado Museu da Ópera de Santa Cruz, e com a terrível inundação de Florença, em 1986, quando a água alcançara 4,88m em Santa Croce, fora necessário fechar o museu por um bom tempo, para realizar as restaurações. Fora reaberto somente em 1995 e um ano mais tarde, o Crucifixo Cimabue, muito danificado pela água, já era mostrado no museu.

Desde os anos 2000 passaram a cobrar ingresso para a entrada no Complexo de Santa Croce, o que reduzia o impacto do turismo de massa, sobre os tesouros da Basílica. Em Novembro de 2006, dezenove obras voltaram ao seu lugar, após uma meticulosa e complexa restauração. Entre as pinturas do século XIII que retornaram: Madonna con il bambino e i santi” de Nardo di Cione; a Coroação da Virgem, de Lorenzo di Niccolò; uma Deposição da Cruz, da época do Renascimento, de Francesco Salviati (que passara por uma recuperação quase milagrosa depois que ela fora encontrada rasgada em pedaços) e muitas outras.  Havia também no refeitório dos frades, um importante ciclo de afrescos da árvore da vida, realizado por Taddeo Gaddi. Havia uma estátua de São Luís de Tolosa, criada por Donatello e originalmente destinada a Orsanmichele.

Era de Michelangelo a primeira tumba que surgia na entrada da Basílica. Perto das tumbas de Michelangelo e Galileu, havia uma homenagem a Dante Alighieri. Os restos do maior poeta da Itália, não se encontravam ali, mas foram enterrados em Ravenna, cidade onde morrera, pois ele fora exilado em Florença por causa de suas atividades políticas em 1302 e não fora autorizado a retornar. No meio caminho da nave,  estava o túmulo de Maquiavel, o teórico político cuja filosofia brutalmente pragmática influenciara tanto os Medici. O monumento de Maquiavel era uma estrutura de mármore criada por Spinazzi, com a inscrição Tanto nomini nullum par eulogium. O túmulo de Lorenzo Ghiberti, criador das portas de bronze do Batistério da Catedral de Florença, que Michelangelo chamava de Portas do Paraíso, era muito mais simples do que o de seus contemporâneos. Os restos de Ghiberti eram marcados pelo emblema de uma águia, no chão da Basílica. A entrada para visitantes ficava no Largo Bargellini, no lado esquerdo da Basílica e também onde estava a bilheteria. Ficava aberta de segunda a sábado, das 9.30 as 17.00h e nos domingos e nos feriados de 6 de janeiro, de 15 de agosto, de 1º de novembro e de 8 de dezembro, abre das 14.00 as 17.00h.

Batistério de São Giovani - Piazza de San Giovanni -

Fazia parte do Complexo do Duomo de Florença e fora consagrado pelo Papa Nicolau II em 1059, quando recebera o nome de São João Batista, o patrono de Florença. A construção começara por volta do século IV, sobre as ruínas de uma habitação romana. A igreja convertera-se oficialmente no Batistério de Florença em 1128, e nas décadas que se seguiram procedera-se à construção da cobertura de mármore, do pavimento de mármore incrustado e da cúpula que fora concluída em meados do século XIII. Mais tarde incluíram-se os mosaicos da abside e os elaborados mosaicos da cúpula, com a participação de Coppo di Marcovaldo e Cimabue. Nos anos trinta do século XIV, iniciava-se a construção da primeira das portas de bronze de Andrea Pisano, encomendada pela poderosa Arte de Calimala ( Corporação dos Mercadores, especializada na importação de tecidos finos), e cuja função era proteger o Batistério. A segunda porta fora construída por Lorenzo Ghiberti, nas primeiras décadas do século XV porque fora o vencedor do Concurso, no qual participaram artistas como Filippo Brunelleschi. A terceira porta, denominada Porta do Paraíso, era toda dourada e fora criada por Ghiberti, entre 1425 e 1452. A Porta original estava preservada atualmente no Museu da Ópera do Domo. Para a construção das duas portas do Batistério, Lorenzo Ghiberti criara uma oficina especialmente dedicada esse feito e teve como auxiliares aprendizes Donatello e Michelozzo.

A iconografia das três portas de bronze representava, como uma gigantesca Bíblia ilustrada, as Histórias do Antigo Testamento (Porta Leste), as histórias de São João Batista (Porta Sul) e as Histórias de Cristo ou do Novo Testamento (Porta Norte). As portas do Batistério, especialmente a Porta do Paraíso, apresentavam um trabalho de escultura moderno e vigoroso com soluções de perspectiva impressionantes e tornaram-se um símbolo da renascença florentina. A Fonte Batismal datava de 1371 e estava decorada com seis baixos-relevos em mármore, representando as gotas do batismo e a autoria era de um discípulo de Andrea Pisano. Estava acompanhada por um candelabro e um par de fontes góticas, cuja autoria era atribuída a um seguidor de Arnolfo di Cambio. Em frente ao altar havia uma grelha que mostrava as caves onde se encontravam as ruínas do antigo prédio romano, com pavimento em mosaicos geométricos.

 

As ruínas foram descobertas durante uma série de escavações realizadas no início do século XX. Dentro do Batistério se poderia encontrar dois sarcófagos romanos e alguns monumentos funerários, incluindo um dedicado ao Antipapa João XXIII, nascido Baldassarre Cossa, concebido por Donatello e Michelozzo, nos anos vinte do século XV. Outras obras de arte realizadas originalmente para o Batistério, como a Madalena Penitente, feita em madeira por Donatello, o altar de prata e o Parato de San Giovanni painéis bordados com seda policromada e fio de ouro, concebidos por Antonio del Pollaiuoloo) encontravam-se atualmente no Museu da Ópera do Duomo.

A cúpula e a abside estavam decorados, com belos mosaicos dourados. A abside estava decorada com imagens de Cristo, da Virgem Maria, dos Apóstolos, Profetas e Anjos acompanhados por imagens de folhas de plantas. Os mosaicos da cúpula, dispostos em círculos concêntricos, representavam as hierarquias angelicais, as histórias do Gênesis, a história de José, as histórias da Virgem Maria e de Cristo e, finalmente, as histórias de São João Batista e o famoso Julgamento Final, criação de Coppo di Marcovaldo. O mosaico do Julgamento Final  era dominado por um Cristo, em majestade. À direita de Cristo encontravam-se as recompensas dos bem-aventurados, que abandonavam seus túmulos alegremente, e à esquerda de Cristo estavam representados os castigos dos condenados. As cenas do Inferno eram muito pitorescas e apresentavam um Satanás grande, acompanhado de muitos demônios atormentados.

Cenáculo de Santo Espírito – Praça do Santo Espírito, 29 -

O Complexo Agostiniano de Santo Espírito, era um dos grandes monumentos religiosos e artísticos de Florença, adquirido pela Câmara Municipal em 1868. O Museu tinha sua sede no antigo Cenáculo do Convento, decorado com um grandioso afresco, feitos por Andrea Orcagna representando a Crucificação e A Última Ceia. No amplo salão foram colocadas as esculturas doadas em 1946 pelo colecionador e antiquário napolitano Salvatore Romano. O conjunto de esculturas romanas era um dos raros exemplares da arte deste período em Florença. Entre as obras mais importantes estavam A a Cariatide e o Angelo adorante, de Tino di Camaino, A Madonna con Bambino, de Jacopo della Quercia e dois baixo-relevos de Donatello, com São Prosdócimo e São Massimo, provenientes da Basilica do Santo, em Padova.

Duomo de Santa Maria del Fiore - Piazza del Duomo - 

Era o prédio mais alto da cidade, e um dos maiores templos católicos existentes. A Catedral fora construída com a intenção de ser a maior igreja do mundo, capaz de abrigar todo o povo toscano à seu redor. Os florentinos não deixavam por menos e sua cúpula ultrafamosa, era projeto de Brunelleschi. Outro personagem  associado à história de Florença, era o poeta e escritor Dante Aligheri, eternizado graças à sua obra prima, A Divina Comédia. Visite o Museu Casa di Dante, na Via Dante Alighieri, para  conhecer um pouco de sua vida e de seu relacionamento com a cidade. E como esquecer Leonardo da Vinci, que chegava a Florença ainda criança, em 1469, conduzido por seu pai, que tendo percebido a precoce genialidade do garoto, decidira trazê-lo na esperança que os ares iluminados da cidade dos artistas, pudessem desenvolver ainda mais os dons da da pequena criatura. Sábia decisão! Hoje podemos apreciar sua obra em vários locais, como Il San Girolano (Pinacoteca do Vaticano), Adorazione de’ Magi (Galeria Uffizi) e a mais conhecida de todas, o quadro A Mona Lisa, que estava no Museu do Louvre, em Paris.

Fundação Roberto Capucci -  Costa San Giorgio, 2 –

Fora instalada nas dependências da Villa Bardini, graças à disponibilidade da Fundação Bardini e Peyron da Ente Cassa di Risparmio di Firenze, à qual se devia uma contribuição econômica específica, e  abria oficialmente com uma primeira exposição intitulada: Roberto Capucci: Retorno às Origens, em homenagem a Florença. Com a primeira exposição, fora lançado o projeto geral da Fundação Capucci, que visava dar a conhecer e valorizar a obra de Roberto Capucci através da organização de uma série de exposições temáticas focadas nas diferentes vertentes do percurso criativo do Mestre. O grande patrimônio da Fundação - representado por quatrocentas criações de alta costura e vestidos-escultura, trezentas ilustrações, vinte e dois mil esboços, vinte cadernos, cento e cinquenta audiovisuais, cinquenta mil artigos de imprensa, quarenta mil fotografias - tornara-se o patrimônio da cidade de Florença graças ao Ente Cassa di Risparmio di Firenze e era exibido em rotação também recriando as exposições que Roberto Capucci criara nos últimos anos, em museus de todo o mundo. 

Museus e Galerias de Arte

O que não faltava por aqui eram museus e Galerias de Arte. Como toda grande e importante cidade, esta não poderia ser diferente no quesito culto a arte. Eram vários e escolhemos alguns que eram considerados melhores ou mais importantes.

Galeria da Academia  -  Via Ricasoli, 58  -

Fundada em 1794, pelo Grão-Duque Pietro Leopoldo, para servir como local de estudo para os estudantes da Academia de Belas Artes, a primeira Academia de Desenho, da Europa, a Galeria da Academia tinha em seu acervo, algumas das mais belas obras de Miguelangelo. Em seu acervo destacava-se o David (1501), símbolo de Florença perante o mundo e obra de gênio da Renascença, que fora deslocado para este local, em 1873, para protegê-lo das condições meteorológicas adversas. Com a sua beleza e força, o David representava o poder e a liberdade da República Florentina, encarnados pelo Palazzo Vecchio, na frente do qual a estátua fora originalmente colocada. Para além da estátua de David, a Galeria da Academia apresentava ainda as famosas esculturas de Miguelangelo, conhecidas como Prisioneiros, colocada originalmente nos Jardins Boboli próximos do Palácio Pitti, o São Mateus e a Pietá Palestrina.

Outras obras de obras de Miguelangelo: a Capela dos Médici, ao lado da Basílica de San Lorenzo, que alojava algumas belas esculturas pertencentes a monumentos funerários da família Médici e o Museu degli Uffizi, que apresentava alguns dos seus mais importantes quadros. Entre as muitas obras de arte presentes na Galeria da Academia, destacava-se também O Rapto das Sabinas, de Giambologna, a Madonna e o Bambino, e Madonna do Mar,  de Botticelli e ainda alguns quadros de Perugino, Filippino Lippi, Pontormo e Bronzino. O Museu da Academia apresentava igualmente, uma esplêndida coleção de quadros sob fundo dourado, de mestres florentinos do período compreendido entre os séculos XIII e XVI. A coleção de ícones russos, que pertenciam à família Lorena e a coleção de quadros pertencente ao Grão-Duque Leopoldo. O Palácio da Academia também incluia o Museu de Instrumentos Musicais, recentemente adquirido e que guardava um violino Stradivarius, e o mais antigo piano vertical, muito bem preservado.

Gabinete do Desenho e Estampa  - Piazza dos Oficios, 6 -

Instalado nos ambientes obtidos do antigo Teatro dos Médici, no andar principal da Galeria dos Ofícios, abrigava uma extraordinária coleção de quase 150.000 desenhos e estampas que iam desde o fim do século XIV ao século XX. Destacava-se os trabalhos de Michelangelo e Leonardo, dos quais seriam também conservados desenhos preparatórios ou cópias de obras infelizmente perdidas, como a Batalha de Anghiari e a Batalha de Cascina. A sala de exposição era aberta ao público e acessível com o mesmo bilhete de entrada na Galeria dos Uffizi, enquanto que o acesso à sala de estudos era sujeito ao regulamento de admissão. Abria as Segundas, Quartas e Sextas das 8.30 as 13.30h; e nas Terças e Quintas das 8.30 às 17.00h.

Galeria de Arte Moderna e Contemporânea – Via da Bela Arte, 131 -

Abrigava a maior coleção de arte contemporânea italiana. Além dos artistas italianos como Giorgio de Chirico, Umberto Boccioni, Giacomo Balla, também havia outros grandes nomes da arte dos séculos XIX e XX como Rodin, Degas, Klimt, Duchamp, Kandinsky, Van Gogh, Pollock entre outros tantos. Fora criada em 1883 para representar a arte do novo Estado Unitário. A primeira sede da Galeria fora no Palácio das Exposições,  no centro de Roma, na Via Nazionale. Depois, o espaço fora disputado entre a coleção da Galeria que não parava de crescer e as exposições temporárias que o Palácio recebia. Assim, por causa da Exposição Internacional de 1911, a Galeria mudara-se para o prédio atual.

Galleria dos Ofícios -  Piazzale dos Oficios, 6 -  

Era um museu e simplesmente um dos mais importantes museus italianos, com um fabuloso acervo de  coleções de pinturas dos principais mestres. Era uma visita imperdível!  Construído para abrigar a família Pitti, em 1457, o Palazzo Pitti fora edificado a partir de um projeto de Brunelleschi, sendo considerado o mais belo dos palácios florentinos e ostentava uma imponente fachada de três andares. A obra, caríssima, abalara as finanças dos Pitti, que tiveram que vender o prédio à família Medici, então sua rival. Hoje funcionavam museus, dos quais o mais importante era a Galleria Palatina. O Museo degli Argenti, estava instalado no andar térreo do Palazzo Pitti e possuia uma mostra de lindas peças de prata, com incrustações de marfim, de pedras preciosas e semipreciosas. Eram vasos, enfeites e outros objetos de grande qualidade artística, acumulados pelos Medici, a partir do século XVI, quando Cosme I iniciara a coleção, contando com artistas de alto gabarito, como Benvenuto Cellini.

Depois, suba a colina até o Forte di Belvedere, que antigamente protegia a cidade, para ­apreciar uma bela vista panorâmica. No jardim estava instalado o Museu das Porcelanas, com peças italianas, francesas, alemãs e austríacas. Relembrando: precisaria de uma manhã inteira para visitá-lo. O fim do século XIV e o começo do século XV, marcaram uma época trágica na Itália. A peste, dizimara boa parte da população e muito do avanço artístico da Toscana se perdera. Em 1401, nascera Tommaso Masaccio, que começara a recuperar os ensinamentos do século anterior e, embora sua técnica não chegasse aos pés do que viria a ser a pintura italiana, fora o primeiro renascentista de verdade que, inspirado em Giotto, dera um passo além.

 

As obras mais significativas de Masaccio, eram os afrescos da Cappella Brancacci, mas o lamentável fora que sua morte, aos 26 anos de idade, o impediria de continuar fazendo obras maravilhosas. Sua obra prima, a Capela, era toda decorada com afrescos que retratavam o Pecado Original e a História da Vida de São Pedro, obra de Masolino e Masaccio, completadas depois por Filippino Lippi. Os destaques ficavam por conta de Cacciata dal Paradiso e L’episodio del Pagamento del Tributo, que influenciaram toda uma geração de artistas toscanos, no século XV. Entre as centenas de obras que compunham a Galeria Uffizi, eram especialmente conhecidas as seguintes: O Nascimento de Vênus (Sandro Botticeli, 1484); Adoração dos Magos (Leonardo da Vinci, 1481 – Obra inacabada); A Anunciação (Leonardo da Vinci); Virgem do Pintassilgo (Rafael, 1506) e, a Vênus de Urbino (Tiziano, 1538). 

Gucci Museu - Piazza da Signoria, 10 -

Contava a história do italiano Guccio Gucci, que fora funcionário do Savoy Hotel, em Londres e apaixonado por moda, ele resolvera montar um workshop sobre o assunto quando voltara a Florença. O acervo do museu tinha peças feitas a partir de 1930, como artigos para viagens, os primeiros elaborados por Gucci, bolsas, roupas, sapatos, cintos, malas, necessaires, chapéus e vestidos de gala podiam ser vistos em uma linha de evolução que mantivera a originalidade da marca. O ponto alto da visita, era a sala onde estavam expostos belíssimos vestidos de gala usados por celebridades. Além dos três andares de exposição de peças, o museu contava com um Café e uma livraria. O ingresso custava 7 euros e às terças, o valor caia para 5 euros, com entrada após às 20.00h. O museu fechava as portas apenas em 15 de agosto, 25 de dezembro e 1º de janeiro.​​​

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Batistério, Campanile e Duomo -

Estes três prédios eram considerados símbolos da cidade: o Duomo, o  Campanile e o Battisterio, criações do genial arquiteto Brunelleschi. A igreja, revestida com mármore verde, rosa e branco, conhecida como Duomo, e que levara quase dois séculos para ser construída, era a principal e mais famosa construção da cidade, além de ser a quarta maior Catedral do mundo, em tamanho. Em seu interior estavam obras primas de grandes gênios da arte renascentista, como Zuccari, Donatello, Uccello e Ghibertti. Em sua parte superior, tinha-se uma das melhores vistas da cidade, pois nenhuma construção de Florença superava a altura do Duomo.

A Campanile, projetada por Giotto, constituia a torre do Duomo, uma construção à parte, bem ao lado da igreja. A terceira construção do conjunto, começara a ser construído em 1334, com base em um projeto de Giotto, de inspiração gótica. Com a morte do mestre, três anos depois, as obras prosseguiram sob a direção de Andrea Pisano e outros arquitetos, mas o prédio ficaria conhecido como Campanile di Giotto. Elegante e ricamente trabalhado, revestido de mármores coloridos, como a Catedral, tinha o mérito de não só ser belíssimo, mas também o de estar em pé até hoje, com seus 85 m de altura e 15 m de largura em uma base em formato quadrado.

Algumas das esculturas mais famosas que o adornavam, como os relevos de Andrea Pisano, foram substituídas por cópias, depois que os originais foram levados para o Museu da Ópera do Duomo. A vista do alto era espetacular, mas o programa era quase tão puxado quanto subir até a cúpula do Duomo, eram somente 414 degraus. Como pagãos não podiam entrar nas igrejas, nem para serem batizados, eles precisavam ser batizados num outro local, e para isto fora especialmente construído o Batistério. Aprecie na entrada, as portas de bronze, maravilha criada por Ghiberti, discípulo de Michelangelo. Conhecidas como as Portas do Paraíso, foram criadas entre 1424 e 1452, e representavam um dos mais belos trabalhos de arte do período renascentista. Observe também, logo atrás da Catedral, o Museu do Duomo onde estavam utensílios utilizados em sua construção, inclusive outros trabalhos de Michelangelo.

Museu Alessandro Dari  Gioieli – Via di San Niccolò, 115r -

O Atelier do Maestro Dari era  reconhecido como Museu da Joalheria pelo Departamento de Belas Artes de Roma, desde 2001 estava localizado no antigo Palácio Nasi-Quaratesi, que remontava ao século XV e onde foi encontrada a Madonna del Cardellino, de Raffaello Sanzio, há mais de dois séculos. Aqui poderá admirar as coleções do mestre Alessandro Dari e apreciar sua singularidade. Suas criações estavam colocadas nas vinte e duas vitrines, com particular atenção à configuração das próprias coleções. Uma parte da grande sala, às vezes do século XVI, era usada como laboratório de estudos com sete estações de trabalho para os alunos.

Museu Bellini –  Lungarno Soderini, 5 -

Conhecida também como Galleria Luigi Bellini, era um museu privado que abrigava uma coleção de uma dinastia de antiquários do século XVIII, contendo objetos como mesas da Idade Média  pintadas a ouro, pequenos artefatos em bronzes, esculturas de madeira majólica, objetos de terracota vitrificada e móveis antigos.  Estava instalado em um prédio do início do século XX, com uma boa vista do Rio Arno. Entre as peças mais valiosas estava um afresco da escola de Giotto, uma Madonna, de terracota vitrificada, um busto de Donatello, um retrato de Tintoretto e uma estátua de bronze de Giambologna.

Museu da Casa Buonarroti – Via Ghibellina, 70 -

Era um lugar de memória e celebração do gênio de Michelangelo, e ao mesmo tempo um suntuoso aparato barroco e uma exposição das ricas coleções de arte da família, a Casa Buonarroti era uma das oportunidades mais únicas para se visitar entre os museus florentinos e oferecia, em primeiro lugar, a emoção de admirar dois famosos relevos de mármore, obras-primas da juventude de Michelangelo, a Madonna della Escalla, testemunho intenso do estudo apaixonado de Donatello, e a Batalha dos Centauros, um sinal eloqüente de um amor nunca adormecido pela arte clássica. Era oportuno conectar as obras de Michelangelo, com os acontecimentos seculares da família Buonarroti, que fazia o possível para ampliar a residência, embelezar para preservar o precioso patrimônio cultural, incluindo o importante Arquivo e a Biblioteca, para acolher coleções de arte raras: pinturas, esculturas, majólica, achados arqueológicos, hoje distribuídos pelos dois pisos do Museu.

Museu da Casa de Dante – Via Santa Margherita, 1  - 

A instalação em Florença de um museu dedicado ao Poeta Supremo fora, desde o início, um objetivo prioritário para a Unione Fiorentina, uma prestigiosa Associação Cultural fundada em Florença, em 1949. Seu propósito fundamental era o cuidado, conservação e gestão do Museu Casa de Dante e, hoje como na época de sua criação, difundir o conhecimento da vida e obra de Dante Alighieri e da Florença medieval em que ele vivera.

Museu da Casa Fiorentina Antiga – Palazzo Davanzati – Via Porta Rossa, 13 –

Conhecido também como Palazzo Davanzati, levava  o nome da família que adquirira o elegante prédio, em 1578. Era uma típica residência nobre florentina, preservada e quase intacta. Fora construído em meados do século XIV  e recebera o nome da família que o adquirira, em 1578, e enriquecera sua fachada com um grande brasão. Originalmente o palácio pertencera à uma rica família de comerciantes da arte da lã e banqueiros Davizzi, que juntarau as casas-torres de propriedade. O resultado era um elegante palácio de quatro andares, com imponente fachada, com  grande terraço aberto para o exterior e decorado com afrescos, e rico em detalhes.

No século XVI, fora adquirido pela família Davanzati, que substituira o último andar por um grande terraço aberto.  Eles viveram no palácio até 1838, o ano da morte trágica do último herdeiro, Carlo.  O palácio fora comprado em 1904, pelo antiquário Elia Volpi, que inaugurara em 1910 o Museu da Antiga Casa Florentina. O Governo o adquirira em 1951 e em 1956 reabrira para visitação pública. Abria das 8.15 às 13.50h. Permanecia fechado no  segundo e quarto domingo do mês e na primeira, terceira e quinta segunda-feira do mês.

Museu Casa Martelli – Via Ferdinando Zanetti, 8 – 

O Palazzo Martelli que agora era sede do Museu Casa Martelli, estava localizado a uma breve caminhada da Catedral de Florença, na via Zannetti. Entrando no Palazzo, que se distinguia por uma fachada simples e embelezada com lisas cornijas de cantaria rústica, encontrava-se uma ampla escada em pedra serena, com corrimão de ferro fundido. A família Martelli exibia suas jóias sob a abóbada, decorada com afrescos de Luigi Sabatelli, e reservando lugar de honra para o brasão de armas de David e da família, esculpidos por Donatello e agora preservados no Museu do Bargello. A coleção de pintura, construída ao longo dos séculos, incluia inúmeras obras-primas. O palácio também estava repleto de belos espaços, incluindo um grande salão de festas e salas decoradas, com grotescos e trompe-l'oeil, este último fazia os espaços parecerem maiores.

Museu Casa Rodolfo Siviero – Lungarno Serristori, 1 -

Rodolfo Siviero, fora um agente secreto italiano e historiador de arte, que se destacara por seu trabalho na recuperação de obras de arte roubadas da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.  Deixou sua casa e todos os bens nela contidos para a região da Toscana que, após oito anos de sua morte, a transformara neste museu. O primeiro andar estava aberto ao público, enquanto o segundo, que o próprio Siviero destinara a sua irmã, mas ainda não estava acessível.

Museu Casa Vasari – Via XX de Setembro, 55 -

Este era um exemplo ilustre da casa da família de um artista, onde Giorgio Vasari celebrava seu pensamento e sua arte. Era ricamente decorado com afrescos e uma coleção inestimável de pinturas maneiristas, os interiores eram um testemunho da mais alta expressão da civilização artística do século XVI na Itália. Como ele mesmo escrevera em sua autobiografia, Vasari comprara esta casa em 1541, descrevendo-a como situada em Arezzo, com espaço para fazer belas hortas, no Borgo de San Vito, que tinha o ar mais puro da cidade.

Depois de concluir o trabalho arquitetônico, Vasari começara a se dedicar a decorá-la com suas pinturas, em 1542, embora não o tivesse concluído até algum tempo depois de 1568. Vasari afrescara as salas como forma de celebrar o papel desempenhado pelo artista, escolhendo cenas retiradas da Bíblia ou da mitologia e inúmeras alegorias, criando um testemunho exemplar da civilização quinhentista da qual fora um grande expoente. No início da década de 1950, uma importante coleção de pinturas também fora abrigada aqui, incluindo obras do próprio Vasari, de seus assistentes e de outros artistas toscanos, fazendo da casa um pequeno e inestimável museu dedicado ao maneirismo.

Museu Coleção de Roberto Casamonti – Piazza Santa Trinitá, 1 –

O primeiro museu de arte moderna e contemporânea de Florença, fora aberto em março de 2018, por iniciativa do colecionador italiano Roberto Casamonti. A instituição estava abrigada no Palazzo Bartolini Salimbeni, e recebera sua coleção pessoal de mais de 500 trabalhos, incluindo peças de Alberto Burri, Lucio Fontana, Piero Manzoni, Pablo Picasso e Andy Warhol, entre outros. 

 

 

Rio Arno e a Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio construída em 1345, era a ponte mais antiga de Florença, e por isso tinha esse nome e era típica da Idade Média, quando era costume construir casas ou lojas em cima de pontes. Talvez esse hábito fosse confortável para seus moradores, numa época em que não existia abastecimento de água nem esgotos, mas era incômodo para quem morava rio abaixo. Até o fim do século XVI, quando a ponte era ocupada por açougueiros, estes jogavam no Rio Arno todas as carniças e carcaças dos animais abatidos, até que o Duque Fernando mandara retira-los e reservara o local apenas para joalheiros e ourives.

Museu da Misericórdia – Piazza do Duomo, 20 –

A Venerável Arqui Confraria da Misericórdia de Florença, fundada em 1244, continuava a cumprir a sua missão de assistência aos doentes e necessitados. O prédio histórico abrigava um museu com uma rica coleção de objetos e fotos referentes aos 700 anos, sobre a história de uma das instituições mais antigas e atuantes da cidade. Entre eles, havia diversos objetos usados ​​para transportar doentes ao hospital, roupas e documentos antigos. Benedetto da Maiano, Giambologna, Della Robbia, Giovan Battista Naldini, eram apenas alguns dos artistas cujo trabalho  poderiam ser admirados no museu.

Museu da Ópera de Santa Cruz –  Piazza de Santa Cruz, 16 - 

Fazia parte de um Complexo de museus que incluia a Basílica, as capelas, o Claustro, o Campanário e a parte exclusivamente dedicada às exposições, assim como o antigo refeitório. Graças à sua índole artística e cultural, ainda apresentava os sinais da passagem dos personagens mais importantes da história florentina, durante a Baixa Idade Média e o Renascimento. Todo o espaço era um museu onde se destacavam obras-primas pictóricas de Giotto, Cimabue e Donatello, e túmulos de santos, cientistas, altos funcionários políticos e escritores. Além do prédio religioso, também se poderia caminhar pelo antigo Claustro. Em uma das paredes que davam para o Claustro,  se notava algumas placas de metal com datas registradas. Eram placas para recordar as várias enchentes que atingiram a cidade; cada placa  marcava o nível de água alcançado pelo Rio Arno, durante essas trágicas inundações.

Na Basílica estava o Cenotáfio de Dante Alighieri, pai da língua italiana e autor da famosa Divina Comédia. O Cenotáfio era um monumento fúnebre que não continham os restos mortais do falecido, e que repousavam em um mausoléu em Ravena, a cidade que acolhera o poeta após ser exiliado de Florença. Por diversas vezes a Prefeitura de Florença tentara recuperar os restos mortais de Dante, recebendo uma forte recusa da cidade da Emília-Romangna. O famoso Crucifixo de Cimabue, estava conservado dentro do Complexo, uma obra que sofrera graves danos durante a enchente de 1966 e fora quase totalmente destruída. Graças à paciência e ao talento de muitas pessoas, o Crocifisso conseguira recuperar parte do seu antigo esplendor e hoje servia de testemunho não só da arte de Cimabue, mas também da história da cidade.

Museu da Pagliazza – Piazza Santa Elizabeta, 3 –

Estava localizado no porão da torre mais antiga de Florença. Apresentava uma coleção histórica de cerâmicas italianas escavadas, algumas delas da época romana. O conceito desta identidade girava em torno dessas peças fragmentadas de cerâmica, combinada com a localização do museu – subsolo da torre, sob o Hotel Brunelleschi, proprietário deste museu. A marca era composta por um sistema de logotipo variável, onde cada unidade imita as formas de cacos de cerâmica quebrados.

 

Palácio Pitti abrigava galerias e museus de grande relevância:

 

Apartamentos Reais

Consistiam em 14 salas, os chamados  apartamentos Reais e 6 salas com os chamados apartamentos da tapeçaria, que compunham parte da residência dos Medici, embora ao longo do tempo o mobiliário tenha sido alterado pelos inquilinos que ocuparam os apartamentos, os Asburgo Lorena e os Savoy. Foi pelas mãos dos Savoy, e em particular do Umberto I e da Rainha Margherita, que a decoração atual, com quartos suntuosos, tapeçarias e mobiliário antigo, como as camas de dossel, a decoração e pintura das salas: do papagaio, da capela, o quarto da Rainha, o gabinete oval e a Sala do Trono foram mantidas. Ao lado, ficava a Sala Branca, criada pelos de irmãos Albertolli, e que serviu de local de nascimento da moda italiana. Era possível visitar com o mesmo ingresso, a Galleria Palatina, Galleria d’Arte Moderna,  Museu da Moda, Tesouro do Granduca  e os Apartamentos reais.

​Galeria de Arte moderna

​Possuia algumas das obras-primas da pintura italiana e escultura do final do século XVIII, ao fim da primeira guerra mundial, tendo assim peças que iam  do neoclassicismo, romantismo, ao período dos Macchiaioli, uma antecipação italiana do impressionismo.  Reunia nas suas quase 30 salas, autores como Antonio Canova, Giovanni Duprè, Francesco Hayez, dos artistas do período dos Macchiaioli, Fattori, Signorini e Lega e de artistas como  Boldini, Zandomeneghi, Podesti, Donghi, Morandi, Pisis, Balla e Marinetti.

Galeria do Costume – 

Fundada em 1983, abrigava mais de seis mil peças criadas entre os séculos XVIII e XXI, com vestidos de gala, vestuário informal, trajes de teatro e cinema e alta-costura. Dispostas em uma linha cronológica, as peças contavam a história da moda nos últimos séculos. Destaque para criações recentes de estilistas renomados, como Versace, Armani, Saint Laurent e Valentino, e para o traje fúnebre de Grão-Duque Cosimo I de Medici, de sua esposa Eleonora, e de Don Garzia.  Aqui viveram as importantes famílias Lorena, Bourbon-Parma e Sabóia, que deixaram objetos e mobiliários ainda expostos. A Galeria ficava fechada na primeira e na última segunda-feira de cada mês, 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro. O ingresso custava 7 Euros (bilhete acumulativo incluindo Jardim de Bóboli, Galeria do Costume, Museu da Prata e Museu da Porcelana).

Galleria Palatina - Piazza de Pitti, 1 -

Era uma das mais importantes Pinacotecas italianas, e seu acervo era composto principalmente, por quadros que pertenceram às famílias Medici e Lorena. Alí estavam obras de diferentes épocas e estilos, na maior parte de artistas de primeiríssima linha, como Tiziano, Rafael, Rubens, Van Dick, Caravaggio, Fra Bartolomeo e Filippo Lippi. A variedade e qualidade desses quadros, permitiam ao visitante conhecer e comparar os estilos de cada um – havia quadros para todos os gostos. Não deixe de ver, em especial, a mais bela e famosa das Madonnas, de Rafael: a Madonna della Seggiola. As salas do palácio, onde funcionava a Galeria, também eram um show à parte; repare nas chamadas salas dos planetas, decoradas com temas relativos a Saturno, Júpiter, Marte e Vênus. Uma visita aos Apartamentos Reais, se dava no mesmo horário e com o mesmo ingresso da Galleria Palatina. O Palazzo Pitti fora habitado pelos últimos Medici, passando depois para as mãos da família Lorena.

Durante o curto período em que Florença fora capital da Itália, na época da unificação, o Rei Vittorio Emanuele II também morara aqui. Certos tromp’oeils (engana-olhos), nos tetos das salas, eram perfeitos: na sala de música, dava para confundir o que era relevo e o que era apenas efeito da pintura. Dê uma olhada na sala de banho: uma banheira como aquela, na época, era um luxo reservado somente aos ricos. A antiga igreja franciscana de Santa Croce, em estilo gótico, era uma das mais importantes de Florença, não apenas por ser imensa, mas também por suas obras de arte, afrescos e belos vitrais. A fachada de mármore de Carrara e mármore verde, e o Campanário, também de inspiração gótica, datavam de meados do século XIX. No interior da igreja, as capelas Peruzzi e Bardi tinham preciosos afrescos de Giotto. Em Santa Croce, estavam os túmulos – verdadeiras obras de arte – de alguns florentinos famosos, entre eles Machiavel e Michelangelo.

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