top of page

FLORENÇA - Os Museus  - Toscana - Itália - parte 2/3

FLORENÇA.2.jpg

Museu da Ópera do Duomo -  Piazza del Duomo, 9 -

Inaugurado em 1891, estava localizado atrás da Catedra e abrigava obras de arte originalmente destinadas ao Duomo, ao Batistério e ao Campanário, que por conta das constantes mudanças nos projetos foram sendo guardadas, bem como inúmeras peças retiradas dos monumentos para restauração e preservação, sendo substituídas por réplicas. Grande parte das esculturas de Arnolfo di Cambio, por exemplo, destinava-se a um antigo projeto de fachada, que nunca fora executado. Havia também salas com projetos de Brunelles­chi, maquetes e ferramentas empregadas na época da construção do Duomo, que permitiam ao visitante entender as técnicas então utilizadas.

 

O visitante não teria o trabalho de procurar a famosa Pietà inacabada, de Michelângelo, porque ela se encontrava ao final da escadaria. Para conhecer a Madalena, de Donatello, suba até o primeiro andar. Quem já visitara o Batistério e vira as réplicas dos painéis de Ghiberti agora poderia, neste museu, conhecer os originais. Dê uma olhada também na famosa Cantorie (a tribuna dos cantores, que fora retirada da Catedral ), de autoria de Luca della Robbia e de Donatello, obra-prima da escultura renascentista.  

Museu da Pedra Dura -Via de Alfani, 78 –

O nome italiano deste museu se traduzia literalmente como Oficina de pedras semipreciosas A arte da incrustação de mármore, existia muito antes de 1588, quando o Grão-Duque Ferdinando I de Medici, estabelecera um laboratório financiado pela Corte, especializado em trabalhos e incrustações de mosaicos semipreciosos. Esse trabalho fora exaltado durante a decoração da  Capela dos Príncipes, na Basílica de São Lourenço, em Florença e que servia de abrigo final da família Medici. A sua especialidade ia desde tapeçaria e tapetes, achados arqueológicos, peças e esculturas de bronze, armas, mobiliário pintado, materiais de papel e pergaminho, pedra, ouro, esculturas em madeira, terracota, têxteis e a conservação de mosaicos e pedras semi preciosas.

Museu da Porcelana –

Estava localizado no Casino del Cavaliere, um dos pontos mais altos do Jardim de Boboli, no Palácio Pitti. Embora tenha sido  inaugurado em 1973, a coleção de porcelana era muito antiga, com peças cedidas pelo Grand Dukes e outros governantes europeus. O núcleo da coleção era em  grande parte formada pela família Savoy,  no Palácio Pitti. Em particular, esta coleção devia muito às porcelanas do Palácio Ducal, de Parma. Os itens em exibição incluiam exemplos dos principais produtores europeus. Entre os fabricantes de origem em exposição eram: a Real Fábrica de Nápoles (Capodimonte); o toscano Carlo Ginori, em Sesto Florentino francês; fabricantes de Sèvres e de Vincennes, em Paris; porcelana Vienense, em grande parte coletados por Fernando III, da Toscana; da fábrica de porcelana alemã, de Meissen. Com mais de 2.000 peças, a coleção refletia as vicissitudes dos governantes de Florença durante um período de cerca de 250 anos, desde os últimos dias do governo Médici até a Unificação da Itália.

​Museu das Carruagens

​Aqui estavam expostas algumas das esplêndidas carruagens e outros meios de transporte pertencentes à Corte dos Granducas e dos Reis da Itália, que datavam dos séculos XVIII e XIX. As carruagens ainda estavam perfeitamente decoradas, com esculturas maravilhosas, douraduras e painéis pintados com paisagens típicas da moda da época. Algumas das suas peças mais importantes, eram os carros fúnebres da Corte Vienense, a carruagem utilizada pela Imperatriz Sissi, o minúsculo carro de crianças, do filho de Napoleão e um automóvel Imperial, que datava de 1914.

Museu de Arqueologia – Piazza da Santissima Annunziata, 9b -

Inaugurado em 1818, pelo Rei Victor Emmanuel II, nos prédios do Cenacolo di Fuligno e na época, abrigava artefatos romanos e etruscos. À medida que a coleção crescia, fora transferido de Via Faenza para sua localização atual, no ano de 1880. O museu nascera das coleções pessoais dos Medici e dos Lorena, tendo passado por  várias realocações dos Uffizi. A coleção egípcia fora criada aos meados dos séculos XVIII e XX e incluia o Museu Topográfico Etrusco, destruído nas enchentes de 1966. Reunia artefatos etruscos muito importantes, como a Quimera, uma estátua de bronze votiva, encontrada em Arezzo, em 1553, uma criatura que era parte leão, parte cabra e parte cobra. Fora especialmente estimada por Cosimo I, como um símbolo de poder. Entre os destaques, as estátuas de Arringatore (Orador), Minerva, as urnas de terracota e travertino de Volterra, e os vasos de cerâmica gregos, com figuras negras. O museu também era muito importante por sua Coleção Egípcia, apenas em segundo lugar na Itália, depois da coleção de Turim.

Museu de Historia Natural – Via Giorgi La Pira, 4 – Universidade

Era um museu fantástico, bem Curado e muito rico. Chamava a atenção dos visitantes, a história da baleia encontrada no centro da Toscana. Como ela foi parar lá ninguém sabia ou se sabia não contava para  ninguém. Era recomendado para quem gostasse de animais e arqueologia.

Museu de Leonardo da Vinci – Via do Castellacio, 1 –

Em 2004 instalou-se na Via Cavour, depois mudou-se para a sua nova sede por um ano. As máquinas interativas em exibição eram modelos de trabalho que foram feitos à mão a partir dos esboços originais de Leonardo. Este ofício formara uma parte rica da tradição artesanal da Toscana, desde a década de 1960.  Para a visita, havia guias e rótulos em italiano, inglês, francês, alemão, espanhol, português e japonês. A oficina educativa W Leonardo! era dedicada a entender a física e a mecânica de uma maneira divertida e de fácil compreensão.

Museu de Medici – Via do Servi, 12 –

Era onde a história dos Médici era preservada e transmitida através de exposições permanentes e temporárias, de obras originais, documentos e relíquias ligadas à grande Dinastia. O museu estava instalado no antigo Palácio de Sforza Almeni, então ministro de Cosme I de Médici. Era pequeno e relativamente novo e em cerca de 30 minutos dava para visitá-lo.

Museu de Santa Maria Nova – Piazza de Santa Maria Novella, 18 –

A Basílica era um dos prédios religiosos mais importantes da cidade e era o primeiro a receber os visitantes que chegavam à cidade pela Estação Ferroviária de Santa Maria Novella, em homenagem à bela igreja. O Complexo era formado por belos espaços externos: o Claustro verde, com os afrescos a terra verde (fonte de inspiração para o nome do Claustro), de Paolo Uccello; o Cappellone degli Spagnoli e o Claustro dos Mortos; o refeitório, que era um verdadeiro ambiente expositivo, que conservava pinturas e paramentos sagrados, ourivesaria, relíquias e vestuários litúrgicos. A Basílica estava conectada à Farmácia de Santa Maria Novella, a mais antiga da Europa, aberta continuamente havia mais de quatro séculos.

Museu Diocesano de Cortona – Piazza del Duomo, 1 -

Fundado em 1945 estava instalado na antiga Igreja de Jesus, em Cortona e  sua coleção de arte,  apresentava uma série de objetos e obras de arte das igrejas da região e das propriedade da Diocese. Abrigava importantes obras de Pietro Lorenzetti, Fra Angélico, Bartolomeo della Gatta, Sassetta e de Luca Signorelli, além de ornamentos sagrados de grande valor. Expunha destacadamente duas obras de Fra Angelico: a Anunciação de Cortona e o Tríptico de Cortona.

Museu do Bigallo -  Piazza de São Giovani, 1 –

A Loggia de Bigallo, construída em meados do século XIV para a Compagnia della Misericordia juntamente com o Oratório vizinho, tornara-se em 1425 a sede da Compagnia del Bigallo, nomeada em homenagem ao hospital que dirigia a Santa Maria, a Fonteviva, que era conhecido como Hospital de BigalloAs obras adquiridas diretamente pela Irmandade ou doadas a ela, foram reunidas neste museu em 1904. A coleção, reorganizada em 1976, era composta por obras religiosas e históricas que ofereciam evidências sobre a vida da Irmandade, entre os séculos XIV e XVI. As peças mais notáveis ​​eram o Crucifixo do Mestre de Bigallo, as obras de Bernardo Daddi e seus alunos e as de Niccolò di Pietro Gerini. Além das pinturas, a coleção apresentava também algumas esculturas importantes como as de Alberto Arnoldi.

 

Museu do Cenáculo de Andrea de Sarto – Via de São Salvi, 16 –

Desde 1817, o Cenáculo com seu famoso afresco de Andrea del Sarto, abrigava uma coleção de obras de arte de igrejas e Mosteiros suprimidos da cidade de Florença e das coleções confiscadas pela Academia. O grande afresco com a representação da Última Ceia, instalado na  parede dos fundos do refeitório, fora encomendado pelo Abade Ilario Panichi a Andrea del Sarto, em 1511 e concluído em 1527. Andrea del Sarto, que se inspirara no famoso Cenáculo, de Leonardo da Vinci, em Milão, apresentava os apóstolos no momento em que Jesus anunciava que um deles o trairia e acrescentava uma pequena e original cena no topo de dois personagens, debruçados em um terraço.

 

Na visita ao museu preparada nas salas do Convento (o corredor, a cozinha, o lavabo, o refeitório) estavam expostas pinturas do século XVI, que documentavam com excelentes exemplos a pintura florentina da época. Entre essas obras destacavam-se as de Pontormo (particularmente Fé e Caridade, no lado oposto do refeitório, acima da entrada), Franciabigio, Raffaellino del Garbo, Bachiacca, Carlo Portelli, Bernardino Poccetti e um conjunto de pinturas de Plautilla Nelli,  uma das raras artistas de que Giorgio Vasari falava nas apresentações, e hoje conhecida por ter sido a primeira pintora de Florença.

Museu do Cenáculo de Fuligno – Via Faenza, 42 –

O Complexo agostiniano de Santo Espírito era um dos grandes monumentos religiosos e artísticos de Florença, adquirido pela Câmara Municipal em 1868. O Museu tinha sua sede no antigo Cenáculo do Convento, decorado com um afresco de Andrea Orcagna, representando a Crucificação e A Última Ceia. No amplo salão foram colocadas as esculturas doadas em 1946 pelo colecionador e antiquário napolitano Salvatore Romano. Era uma pequena e seleta coleção que ia da idade pré-românica até o século XV. O conjunto de esculturas romanas era um dos raros exemplares da arte deste período em Florença. Entre as obras mais importantes estavam la Cariatide e o Angelo Adorante, de Tino di Camaino, la Madonna con Bambino, de Jacopo della Quercia e dois baixo-relevos de Donatello, com São Prosdócimo e São Massimo, provenientes da Basilica do Santo, em Pádova. Abria em dias úteis e feriados das 9.00 às 14.00h - Fechava às segundas-feiras.

Museu do Ciclismo Gino Bartalli – Via Chiantigiana, 177 -  

Era homenagem a Gino Bartalli, uma lenda do ciclismo europeu, que foi muito mais do que um extraordinário ciclista: usava sua fama como atleta para salvar judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A maioria dos relatos detalhava como fazia para transportar documentos falsos que ajudavam os judeus a fugirem, mas Bartali fora além: ele chegava a levar judeus escondidos em uma estrutura ligada a sua bicicleta. Como já era um ciclista famoso na Itália, país onde o esporte era tradicional, Bartali rebocava uma espécie de vagão ligado a sua bicicleta. Aos patrulheiros da estrada, afirmava que carregava seu equipamento de treino. Foi assim que ele saia da Itália e pedalava até a Suíça levando alguns judeus escondidos, sendo puxados pela força de suas pernas no pedal.

Museu do Claustro de Scalzo – Via Camillo Cavour, 69 –

Para ver obras de arte menos conhecidas de Florença, venha a este prédio e descubra jóias escondidas. O Claustro servia de entrada para a capela da Confraria de São João Baptista, no século XIV. Valia visitar este lugar pelos lindos afrescos que retratavam a vida de São João Baptista.

Museu do Futebol – Via Aldo Palazzeschi 20 – Coverciano - Florença

Inaugurado em 2000,  ficava em uma área de mais de 800 metros quadrados, onde a seleção italiana de futebol realizava seus treinamentos. Dispunha de camisetas, fotos, vídeos, taças e medalhas, revivendo o tempo, os sucessos e as façanhas da seleção “Azzurri” italiana.

O museu abrangia todas as principais etapas da história do futebol italiano:

  • Copa do Mundo de 1934 (Itália), ao de 1938 (França);

  • Jogos Olímpicos de Berlim,  de 1936;

  • Taça dos Campeões Europeus, a  Coppa Europa em 1968, realizada em Roma;

  • Copa do Mundo, de 1982;

  • Os triunfos-21, que por três anos consecutivos (1992, 1994, 1996) da Coppa Europa;

  • As vitórias nos jogos das  Copa do Mundo, no México (1970), Argentina (1978), Itália (1990) e EUA (1994); e a Copa Europa, em 2000.

 

Como chegar:  Pela Estação de Santa Maria Novella, no centro da cidade, pegue o ônibus número 10 ou um táxi que levaria cerca de 20 minutos até o museu. 

 

Museu do Ícone Russo – Galerias Ufizzi -

Era a coleção mais antiga deste tipo fora da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Com exceção de alguns exemplares que pertenceram aos Médici e que datavam dos séculos XVI-XVII, os ícones chegaram à coleção dos Grão-duques da Toscana, com a Dinastia Habsburgo-Lorena, em 1761. A coleção estava exposta no térreo do Palazzo Pitti nos quartos que faziam parte do apartamento de verão, decorados para o futuro Grão-Duque Cosimo III e sua esposa Marguerite Louise d'Orleans, por ocasião do casamento celebrado em 1661. O fulcro do apartamento era o grande salão central, que em 1766 o Grão-Duque Pietro Leopoldo Habsburgo Lorena queria transformar em Capela Palatina.

Museu do Palácio Davanzati -  Via Porta Rossa, 13 –

O Palácio adotavau o nome de família de um dos proprietários ( Davanzati ) e era uma típica residência nobre florentina do século XIV, conservada quase intacta após as últimas alterações datadas de 1838. Em 1904 fora restaurada e mobiliada ao estilo do século XIV pelo último proprietário, e em 1910 fora aberta ao público como museu da típica casa florentina. No período de um desgoverno, o museu acabara por ser desmantelado e o mobíliário vendido. O Estado Italiano adquirira o Palazzo Davanzati em 1951, e o transformara finalmente numa típica casa florentina.

 

O conjunto era impressionante, a começar pelo pátio interno, que apresentava um poço de água, um autêntico luxo para uma residência privada naquela época. Os quartos estavam ricamente decorados com frescos coloridos e grotescos e os mais famosos eram: a Sala dos Papagaios  e a Sala dos Pavões, onde se encontrava a Madonna com o Bambino, recentemente atribuído ao jovem Filippo Brunelleschi e a Virgem da Misericórdia, proveniente do atelier de Della Robbia. Todas as salas do museu estavam recheadas com mobiliário datado do século XIV ao século XIX e eram majoritariamente de manufatura florentina ou toscana. Destaque também para a árvore genealógica da família Davanzati e sua valiosa coleção de rendas, provenientes da tradição artesanal toscana.

Museu do Palacio Vecchio – Piazza da Signoria –

Em 1299 os florentinos decidiram construir um prédio para abrigar os organismos do Governo da República, e que fosse uma construção representativa do poder da República e da cidade. Arnolfo di Cambio, o arquiteto do Duomo de Florença e da Igreja de Santa Croce, começara a construção sobre as ruínas do Palazzo dei Fanti e do Palazzo dell’Essecuttore di Giustizia, na Piazza della Signoria. Como ocorria com as grandes construções desse período, foram necessárias várias gerações para concluir o trabalho, que sofrera mudanças e ampliações. Cosimo I de Medici ordenara que o prédio fosse reformado e redecorado, durante o século XVI, para transformá-lo em sua residência. Assim, adquirira a sua atual aparência e tornara-se o Palácio Ducal.

 

Mais tarde, Cosimo I passara sua residência para o Palazzo Pitti e o Palácio Ducal recebia o nome de Palazzo Vecchio, tornando-se a sede dos escritórios governamentais e o lugar onde objetos de valor eram guardados. Cosimo I ordenarau a construção de um corredor que ligasse o Palazzo Pitti com os escritórios administrativos ( atualmente a Galeria Uffizi e o Palazzo Vecchio ) para poder passar de um lugar a outro com mais conforto e privacidade. Este corredor era chamado Corredor de Vasari ou Corredor Vasariano.

 

Museu do Pinocchio e Dante – Via Ricasoli, 44 – Duomo –-

As esplêndidas salas do Palazzo Gerini, a poucos passos do Duomo, abrigavam o Pinóquio e o Museu de Dante. O roteiro em três salas oferecia uma experiência multimídia com um vídeo que mergulhava o visitante dentro do livro. A Dante Experience, em vez disso, mergulhava o visitante na floresta escura do Inferno. O Museu Interativo de Pinóquio (Mip) era um projeto multimídia inspirado nos episódios mais célebres, criados por Carlo Collodi, como a oficina de Geppetto, o bosque perto do vilarejo que vivia a Fada azul, o campo dos milagres e a barriga do tubarão. O percurso da exposição fora criado pela Fundação Nacional Carlo Collodi poucos meses depois que Florença inaugurara o Museu Multimídia de Pinóquio e Dante, e em meio à estréia da nova adaptação do clássico nos cinemas. O ingresso custava entre 10 e 20 Euros.

Museu do Símbolo Maçônico –  MUSMA - Via  do Horto, 7- Oltrano –

Inaugurado em março de 2012, e onde a visita era organizada em três andares, era onde existiam mais de dez mil itens entre documentos históricos e objetos relacionados com a Maçonaria, como livros, selos, fotografias, documentos e formulários de inscrição. Fora criado com o compromisso e o desejo de transmitir aos irmãos, as diferenças de costumes e tradições que se transformaram ao longo do tempo, e para dar ao público profano um primeiro ponto de interesse e curiosidade para a ideologia Maçônica e um aprofundamento do conhecimento dessa filosofia e ética através da representação de símbolos, que eram a base do trabalho ritual e filosófico.

Museu do Tesouro de Granduchi – Palácio Pitti –

O Tesouro dos Grão-Duques (anteriormente conhecido como Museu da Prata), estava localizado no piso térreo e mezanino do Palazzo Pitti, ocupando os quartos do que serviam como apartamento de verão da família Medici. As paredes, inteiramente afrescadas, por ocasião do casamento entre Ferdinando II de Medici e Vittoria della Rovere (1637), eram um dos primeiros exemplos do quadraturismo e do sfondato presentes em Florença. O precioso Tesouro Medici era preservado aqui: vasos em pedras semipreciosas, cristais de rocha, âmbar e marfim. A prataria vinha do chamado Tesouro de Salzburgo, que era das coleções dos bispos de Salzburgo trazidas para Florença por Fernando III de Lorena. Abrigava uma importante coleção de jóias criadas entre os séculos XVII e XX e uma interessantea seção dedicada à joalheria contemporânea.

Museu Florentino da Pré-História Paolo Graziosi – Via Santo Egidio, 21 –

O Museu Florentino e o Instituto de Pré-história Paolo Graziosi, foram criados em 1946, tendo como sede o Palácio Oblatas, com o objetivo de reunir, preservar e classificar as coleções pré-históricas existentes nesta cidade.  As coleções abrangiam um período desde o início da Idade da Pedra até o limiar da idade histórica, e representavam as manifestações da atividade humana baseada,  primeiro em uma economia improdutiva de caça e coleta, e depois em uma economia produtiva de ovinocultura e metalurgia. Os documentos eram constituídos por instrumentos de pedra e osso, por objetos de cerâmicas, armas de cobre e bronze;  testemunhos artísticos (moldes, fotos e originais), acompanhados dos respectivos tipos humanos, fauna e restos botânicos.

 

Eram provenientes  de escavações e pesquisas italianas e estrangeiras realizadas na Europa, África, Ásia e América, desde o início da pesquisa pré-histórica no século XIX, e constituiam as coleções históricas.  De particular interesse eram as coleções européias das primeiras descobertas no campo da pré-história, depois as prestigiosas coleções africanas e asiáticas. No que dizia respeito à América, valia destacar o material etnográfico argentino e o material lítico da pré-história tardia norte-americana.

Museu Fundação Franco Zeffirelli Onius – Piazza  São Firenze, 5 –

O museu era imperdível para quem gostasse de Ópera e cinema, especialmente para os amantes das obras do Florentino Franco Zeffirelli. O lugar resgatava uma rica jornada sobre o teatro, Ópera, filmografia e alguns estudos e projetos nunca realizados de Zeffirelli. Era desejo do próprio cineasta que o museu mostrasse sua história aos fãs. O acervo contava com fotos, figurinos, desenhos, pôsteres, vídeos, fotografias tiradas em bastidores, entre outros objetos. Zeffirelli produziu 18 filmes, 31 apresentações de teatro e trouxe à vida mais de 100 obras de ópera, sendo conhecido pelos filmes como Chá com Mussolini, Hamlet, Jane Eyre e A Megera Domada, trabalhando com grandes nomes de Hollywood como Elizabeth Taylor, Richard Burton e Mel Gibson.

 

Sua versão de Romeu e Julieta, de 1968, ganhara uma indicação ao Oscar. Em sua carreira na Ópera, trabalhara com Maria Callas no palco, dirigindo a cantora pela primeira vez em 1955 no famoso Teatro La Scala, em Milão, passando a realizar superproduções de Puccini, Bellini, Verdi, Rossini e Donizetti.  Além do próprio acervo, a estrutura do museu também merecia uma atenção especial, pois era um palácio rico em detalhes, com abóbadas e afrescos. A exposição era apresentada em salas cronologicamente divididas: em Teatro di prosa, Opera in Musica e Cinema.

Museu Galileu - Piazza do Giudici, 1 –

Fundado em 1930 por iniciativa da Universidade de Florença, era conhecido também como Museu da História da Ciência e estava instalado no Palazzo Castellani,  reunindo uma grande coleção de instrumentos médicos, astronômicos, mecânicos de diversas épocas, capazes de entreter durante horas quem se interesasse por História da Ciência e ver os objetos que vieram das famílias Medici e Loorraine. Era repleto de importantes materiais científicos, utilizados em épocas passadas, alguns dos que mais se destacavam eram: o barômetro de mercúrio, inventado em 1634, e o telescópio de Galileu.  Havia também uma pequena coleção de relógios de bolso, com unidades do final do século XIV e os quatro globos do famoso cosmógrafo veneziano Vicenso Maria Coronelli, com um diâmetro entre 50 centímetros e um metro e mostravam o mundo como era conhecido naquela época. À parte dos telescópios e instrumentos utilizados nas grandes descobertas, o que chamava a atenção era um vidro em forma de ovo, que dentro contém o dedo médio de Galileu, separado do corpo em 1737, quando transferiram seus restos à cripta familiar. Abria de segunda a domingo das 9.30 às 18.00 e terça-feira das 9.30 às 13.00h.

Museu Nacional de Arqueologia – Piazza da Santissima Annunziata, 9 –

Estava localizado no Palazzo della Crocetta, antiga residência de Maria Madalena de Médici, e abrigava vários achados romanos, etruscos e gregos. Vittorio Emanuele II o inaugurara em 1870, mas somente dez anos mais tarde se integrava ao Museu Egípcio, no local em que se encontrava atualmente e fora ampliado com o tempo, com achados e obras provenientes dos períodos etrusco, grego e romano. No final de 1800, foa ampliado e restaurado por Emilio de Fabris, e outra importante parte do Museu fora inaugurada e dedicada ao Museu Topográfico. No primeiro andar estava a Zona etrusca onde ficava em exibição o bronze da Minera e a Quimera, de Arezzo. O Museu Egípcio estava instalado dentro do Museu Arqueológico e era o segundo mais importante depois de Turim, e nele encontravam-se múmias e sarcófagos, além de estátuas, vasos e floreiras. O terceiro andar era dedicado à arqueologia grega, com vasos e bronzes da Grécia Antiga e nesta sala havia uma pequena passagem secreta que levava diretamente à Igreja da Santíssima Annunziata.

O Palazzo della Crocetta fora construído por Giulio Parisi, era atualmente a sede do Museu Arqueológico de Florença. Era dividido em diversas partes, de acordo com a época a que se referia. No primeiro andar do prédio estava a seção etrusca, extensivamente restaurada após o grande dano sofrido com a enchente de 1966. Uma obra definitivamente importante desta seção era a Quimera de Arezzo, uma estátua de bronze que retratava a criatura mitológica e que fora restaurada por Benvenuto Cellini em 1500.

Na parte seguinte do Museu, dedicada ao período romano, conheça a estátua de bronze do Idolino de Pesaro, que inspirava muitos jovens artistas da época depois de ter sido doada por Francisco Maria II Della Rovere para o casamento de Vitória Della Rovere e Fernando II de Médici. Na parte grega do Museu era possível admirar uma grande coleção de cerâmicas dos séculos V e IV a.C e onde estava exposto o Vaso François,  com figuras da mitologia grega e que datavam aproximadamente de 565 a.C. Também era possível visitar a parte egípcia, com numerosas obras que contam o esplendor do Egito Antigo com papiros antigos e objetos de materiais diferentes bastante perecíveis como madeira, tecido e ossos. Abria as segundas e sextas-feiras das 8.30 a 14.00 e terças-feiras, quartas-feiras, quintas-feiras e sextas-feiras das 8.30 a 19.00h.

Museu Nacional de Bargello - Via del Proconsolo, 4 - 

Ficava em um palácio medieval de meados do século XIII, era o mais importante museu de escultura renascentista da Itália. No século XVI tornara-se residência do Chefe da Polícia – o Bargello – e também servia de cárcere, mas já havia testemunhado anteriormente muitos acontecimentos históricos. O prédio possuia um pátio interno, hoje decorado com estátuas que pertenciam a uma fonte do século XVI. Em uma delas, a água esguichava dos seios da deusa Terra. Em outra, saía de um vaso entre as pernas de um ser mitológico. No andar térreo estavam reunidas obras de grandes escultores do século XVI, entre elas o Baco, a sublime Madonna e il Bambino e o Davi, todos de Michelangelo, embora não fosse Davi, de Michelangelo que pertencia a Galleria dell’Accademia, mas era um  Davi retratado como o Deus Apolo. Veja que os personagens masculinos eram quase sempre esguios e delicados – como o Ganimedes, de Benvenuto Cellini, que retratava o jovem criado com quem Zeus tinha uma relação dúbia. 

Museu Nacional de San Marco - Piazza San Marco, 3 -

Funcionava em um antigo Convento Dominicano, cujas paredes eram em grande parte decoradas com afrescos do mestre Fra Angélico. Profundamente religioso, ele pintava apenas temas bíblicos (e colocava auréolas douradas na cabeça de todo mundo!), mas isso não o impedia de dar expressão aos personagens, introduzir nos quadros, elementos da natureza e usar bem as cores e a perspectiva, fazendo um contraponto entre a pintura medieval e a renascentista. O resultado era um conjunto de pinturas de grande delicadeza e beleza, que deixam transparecer a sinceridade e a devoção do mestre. Instalada junto a Piazza Madonna degli Aldobrandini, as Cappelle Medice, faziam parte do prédio da Igreja de San Lorenzo, cuja entrada ficava pela parte de atrás da igreja. O conjunto compreendia a Capella dei Principi, um mausoléu octogonal, onde estavam os túmulos de seis grão-duques da família Medici, e a Sagrestia Nuova, outra capela funerária, obra de Michelangelo como arquiteto e escultor. Nesta última, estavam os túmulos dos mais famosos Medici, adornados por esculturas de Michelangelo: o de Giuliano Medici, Duque de Nemours; o de Lorenzo II, Duque de Urbino, e o de Lorenzo I, o Magnífico, que repousava ao lado de seu irmão também chamado Giuliano.

 

Na década de 1970, foram encontrados sob a Sagrestia Nuova desenhos e manuscritos feitos por Michelangelo, provavelmente esboços das estátuas por ele executadas entre 1524 e 1533, alegorias do dia, da aurora, da noite, do pensamento e da ação, extremamente ricas em significados simbólicos relativos à vida e à morte. Outra das ­estátuas de Michelangelo, a que estava sobre o túmulo de Lorenzo, o Magnífico, representa a Virgem Maria com o Menino Jesus. Havia também estátuas de São Cosme e São Damião, de quem os Medici eram devotos, e que foram executadas por alunos de Michelangelo. Na Piazza di San Lorenzo, existia uma igreja do século IV. A atual, de linhas sóbrias, iniciada em 1419, tivera sua construção interrompida por mais de 20 anos, até  os trabalhos serem reiniciados, sob a direção de Brunelleschi. Diversas reformas e modificações foram introduzidas depois, por outros arquitetos, dentre os quais o próprio Michelangelo. Ao sul do Rio Arno encontrava-se outro lugar para visitar, o Palazzo Pitti, projetado por Brunelleschi para a família Piti, rival da família Médici. Em seu interior havia tesouros da autoria de mestres como Raphael, Filippo Lippi, Tintoretto, Veronese e Rubens. Próximo ao Palazzo Pitti, estavam os Giardino di Boboli, construídos com fontes, grutas, alamedas e lagos, formando um dos recantos mais bonitos da cidade. 

 

Visite também o Palazzo Strozzi, em estilo renascentista,  o Palazzo Pazzi e o Museu Bargello, onde está uma das melhores coleções de esculturas medievais e renascentistas Italiana, dentre as quais Bacchus, de Michelangelo, David, de Donatello e Mercúrio, de Giambologna. Situado junto a Piazza della Signoria, o Palazzo Vecchio era um enorme palácio gótico que começara a ser construído no fim do século XII, a partir de um projeto de Arnolfo di Cambio, para ser sede do Governo florentino. Quando os Medici tomaram o poder, passaram a morar ali e mandaram reformar, ampliar e redecorar o Palácio, tarefa executada por Vasari. Com a mudança de Cosme I para o Palazzo Pitti, o prédio passara a ser chamado de Palazzo Vecchio.

 

Hoje, parte do prédio era ocupado pela Prefeitura de Florença. O leão sobre a pequena coluna na fachada, era uma cópia do Marzocco, de Donatello, símbolo da cidade. A torre, sóbria e maciça, com seus 94 metros de altura, construída em 1310, oferecia uma magnífica vista dos arredores. Ao visitar Florença, dedique uma manhã para conhecer e se encantar com os Jardins do Palácio Pitti. A Loggia dei Lanzi, que ficava quase em frente ao Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria, fora construída no século XIV como local de assembleias e cerimônias, depois servira para alojar os mercenários do Grão-duque Cosme I, denominados lanzi. Sob os arcos desse belo exemplar da arquitetura gótica florentina, estava exposto um interessante grupo de estátuas, com temas da mitologia greco-romana, como Rapto das Sabinas e Hércules lutando contra o Centauro, de Gianbologna, e o Perseu, de Cellini.

Palacio  Pitti -  Piazza de Pitti, 1 -

Era um Complexo arquitetônico maravilhoso, reunindo oito referências históricas, entre museus e galerias, numa área de 32 mil metros. O conjunto dos prédios era de extrema elegância, e na parte frontal está embelezado por uma praça de grandes dimensões. Contudo, a ânsia de competir com a família Médici e o infeliz destino político de Luca Pitti, levaram a família Pitti à falência e a conseqüente interrupção dos trabalhos de construção do Palácio, no decorrer do ano de 1464. Giorgio Vasari construira o famoso corredor Vasari, que ligava ainda hoje o Palácio Pitti ao Palazzo Vechio, através da Galeria dos Ofícios. Após a extinção da família Médici, o Palácio Pitti tornara-se residência da família Lorena, os novos Grão-Duques da Toscana, e mais tarde da família Sabóia, até 1871. Ao longo de todos esses anos, servia de residência para várias famílias reais, imperiais e outras nem tanto, além ter servido como palco para várias excentricidades imperiais e também para hospedagem de visitantes ilustres e salões para eventos de alto luxo.

Como obra única do renascimento florentino, tinha para oferecer, um Complexo de Museus incomparáveis. Na sua estrutura atual, havia áreas belíssimas e acessíveis, como a Gruta de Moisés, a Fontana del Carciofo, o Teatro del Rondò di Bacco, e a Fonte del Leone. O Palácio apresentava  surpresas, caminhos únicos entre uma série de obras de arte de todas as épocas: os Apartamentos monumentais, o Museu de Arte moderna, a Galleria Palatina, a Galleria do Costume, o Museu da Prata, o Museu da Porcelana, o Museu das Carruagens e os Jardins de Boboli. Ainda, com o ingresso do jardim era possível visitar outro jardim, o Bardini, que ficava ao lado do Palazzo Pitti e havia uma entrada por dentro do Boboli.A Galeria Palatina, era uma das mais importantes pinacotecas italianas e seu acervo era composto principalmente de quadros que pertenceram às famílias Medici e Lorena, possuia grandes nomes como Rafael, Tiziano, Caravaggio, Rubens, Van Dick e Filippo Lippi.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FLORENÇA 5.JPG
bottom of page