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TAXCO  -  A prata e os artesanatos - Guerrero - México

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A cidade cujo nome completo era Taxco de Alarcón, ficava no Estado de Guerrero, no México, foi fundada em 1529,  era uma pequena cidade em estilo colonial, situada no sudoeste do México, a cerca de 270 km de Acapulco, era um dos pontos que recebia mais turistas no país. Estava encravada em uma região, repleta de morros e montanhas.Era famosa por ser considerada a capital mundial da prata. A cidade era o verdadeiro mapa da mina, na época em que o México pertencia a Coroa espanhola.

Inicialmente chamava-se de Taxco de Alarcón, em honra ao célebre dramaturgo novo hispano (natural da Nova Espanha, atualmente México) Juan Ruiz de Alarcón e Mendoza, que aqui nascera,  em 1581. A magia de Taxco, se estendia pelos lugares que a rodeavam, cheios de história e com muitos cantos para se descobrir. Era só chegar a Ixcateopan de Cuauhtémoc, para conhecer sua Igreja de Santa Maria da Assunção, edificada no século XVI, considerada monumento histórico. Era muito interessante sua Zona arqueológica, um importante centro cerimonial pré-hispânico, de culto e acampamento guerreiro.

Em 1522, os conquistadores espanhóis aprenderam que os habitantes da área em torno de Taxco, prestavam homenagem aos Aztecas, em prata, e começaram a conquistar a região e a criar minas. Na década de 1700, Don Jose de la Borda, francês de ascendência espanhola, chegava à área e tornara-se muito rico com a mineração da prata. Ele encomendou a igreja barroca de Santa Prisca, que era a peça central do Zócalo do Taxco. A indústria de prata da cidade, mais tarde experimentou uma calamidade, até a chegada de Willam Spratling, em 1929, que abriu uma oficina de prata. Seus projetos, baseados em arte pré-hispânica, se tornaram muito populares e treinara diversos artesãos e era considerado responsável pela reputação da Taxco, como a capital de prata do México.

Para explorar sua história, comece pelo Parque Nacional Grutas de Cacahuamilpa, que compreendia 2.700 hectares de áreas florestais e umas misteriosas cavernas, com maravilhosas formações de estalactites e estalagmites. O Parque Nacional Alejandro Humboldt, com suas florestas de pinheiro, que oferecia ambientes ideais para acampar, caminhar ou percorrer a cavalo. Destaque para a igreja dedicada a Santa Prisca, datada  do século XVIII, construida em estilo barroco, com ornamentos em ouro. 

Para passear e fazer compras, havia o Mercado dos Artesãos, na esquina da Calle Cuauhtémoc e Calle Miguel Hidalgo. Havia mirantes impressionantes, que mereciam ser visitados. A melhor opção para vislumbrar a beleza das suas ruas, praças e arredores era o teleférico, que oferecia um percurso a mais de 173 metros de altura. Havia duas estações, uma na parte de cima do monte, onde ficava o Hotel MonteTaxco e o De Cantera e o Plata Hotel. Eram 20 minutos de carro até o Cristo, e 10 minutos de carro até o centro histórico. Os melhores meses para visitar Taxco, eram abril, maio e junho, ambos quentes, mas suportável.

Como chegar

Estava distante cerca de 170 km da capital, e o percurso poderia ser feito em 3 horas, por estrada muito boa, passando pela cidade de Cuernavaca. Se for dirigir, use o Waze, que funciona muito bem por aqui. Uma opção, era ir de ônibus. As empresas Estrella Blanca e Estrella de Oro, ambas realizavam saídas diárias até Taxco e partiam tanto do Terminal del Sur, como da Estación del Norte, na Cidade do México. Quando chegar, pegue um táxi ( fusca branco ) que sabem bem como circular pelas ruelas da cidade.

As referências históricas e turísticas

A Mina da prata

Era um passeio imperdível! A mina ficava dentro de um bar,  anexo ao Hotel Posada de La Mision. Constava que  dono do bar estava reformando o piso, quando descobriu uma mina enorme no subsolo. A visitação durava cerca de 1 hora, com acompanhamento de um Guia, que contava toda a história da cidade, desde o século XV, como os pré hispânicos começaram a explorar os metais, quais eram os metais da época e os atuais, como identificá-los, e, ao final, tinha até uma simulação de como era o trabalho dos primeiros exploradores.

Centro Histórico

​Assim como todo centro histórico de cidades antigas, este não poderia ser diferente: era encantador e um ponto obrigatório para um começo de visitação. Aproveite para uma caminhada pelas ruelas laterais, e para sentir um pouco mais da vivência de sua gente.

Cristo Monumental

Estava instalado sobre em dos montes mais altos, que rodeavam o povoado, o Cerro de Atachi. A vista era linda e valia a subida. Deveria ir de taxi, porque as ruas eram muito, muito estreitas mesmo, e os retrovisores do taxi-fusca passam quase rente as paredes  O Cristo Taxqueño, era uma estátua de 5 m de altura que, assim como nosso Cristo Redentor, estava de braços abertos para a cidade.

Grutas de Cacahuamilpa

Estavam localizadas a 31 km ao noroeste, pela Carretera 55. Suas enormes galerias subterrâneas, com fantásticas formações rochosas, pertenciam a um Parque Nacional, com abundante flora e fauna.

​​Os Atelier

Como a cidade era muito conhecida pela exploração de metais, principalmente a prata, havia vários designers e lojas oferecendo taller ao público. As maiores e mais recomendadas situava-se no centro e entre elas, estavam a Ballesteros, Hecho a Mano e a Plateria Virginia.

Paroquia de Santa Prisca y San Sebastián –

Construída em 1758 em pedra rosa, com contribuições de Don José de la Borda, um minerador de origem francesa – era uma das igrejas barrocas mais bonitas do México, não só pela fachada e suas torres altas, mas também pela harmonia do seu interior. O cedro dos doze retábulos, cobertos com folhas de ouro e o incrível órgão monumental espanhol, impressionavam o visitante. Tinha também magníficas obras do grande pintor Miguel Cabrera. Destaque também para as imagens da Virgem Maria, em várias passagens de sua vida

 

Onde e o que comer

 

Churrasco Chito

O churrasco de chito ou de cabra, era um dos pratos mais típicos e era habitual no café da manhã ou na hora do almoço. Tinha um sabor rico de carne macia, que normalmente era servido em pequenos cubos, banhadas em um molho vermelho, não picante, mas dava um bom sabor à carne. Poderia acompanhar os  tacos com consomê, que era o suco de onde ele fora preparado. A carnita e seus ingredientes, eram grão de bico, legumes, arroz e  também onde podiam colocar coentro, cebola, limão e salsa. O turista poderia saboreá-lo, na casa do Sr. Jaime Aguilar, que ficava aberta todos os dias das 8.00h até às 17.00, que ficava  na área de comidsa, dentro do Mercado Tetitlán, localizado  perto do Zocalo de Taxco, na Calle Luis Montes de Oca, Centro. Abria diariamente, das 7.00 às 21.00h.

Molho com sabor exótico

A Jumil era um pulgão, que era encontrada em grandes quantidades nas zonas húmidas de Guerrero e Taxco, e era muito comum come-lo vivo, torrado e moído com sal, para acompanhar um mezcal rico ou salsa. Em Taxco, celebrava-se o Dia de Jumil, na primeira segunda-feira, depois do Dia dos Mortos e a celebração acontecia no templo dedicado ao Jumil, na parte superior do Cerro Huixteco, quando toda a cidade comemorava. Segundo a tradição, era uma maneira do povo se vingar da praga, comendo-a nessa data e preferencialmente acompanhado de uma pimentinha chilli.

Em Abolengo, preparavam um molho Jumil, que tinha um sabor muito peculiar. Este tinha tomates verdes, chiles e jumiles, mas não se preocupe, não irá comê-los vivos. Seu sabor era um pouco ácido e rico em iodo, mas com o picosito do Chile,  era uma mistura muito saborosa. Havia uma certa estação especial  para comer Jumil, era antes das chuvas. O prato de porco, em molho jumil, também fazia parte das tradições da culinária mexicana. Onde encontrar: Abolengo – Calle Cuauhtémoc, 10 – Centro. Abria de segunda a sábado das 9.0 às 21.00h e aos domingos das 9.00 às 15.00h.

O melhor Pozole de Taxco

Em Guerrero, havia a quinta-feira tradicional em Pozolero e, como seu nome dizia, naquele dia a maioria das pessoas comiam somente esse prato delicioso. Essa tradição nascera desde antes, era costume de comer na quarta-feira, mas quando havia muito pozole, eles ofereciam no dia seguinte e assim nascia a tradição. O pozole era uma espécie de caldo, feito a partir de grãos de milho para o qual se podia adicionar carne de porco ou frango e os ingredientes de: abacate, torresmo, limão, alface, orégano, pimenta em pó, rabanetes, entre outros. Em Taxco, o pozole branco, vermelho e verde era servido nos principais restaurantes. A coloração depende do tipo de pimentão, que era usado em sua preparação.

Era um bonito prato de recheio, e o melhor e mais famoso se poderia comer no restaurante Tía Calladonde, onde serviam em diferentes tamanhos e nas 3 cores. Normalmente verde e vermelho só serviam na quinta-feira. Aqui não vendiam apenas pozole, mas também outros petiscos, como torradas, chalupas e enchiladas. Tia Calla - Plaza Borda, 1 - Centro. Funcionava diariamente das 13.30 às 22.30. Havia outro Tia Calla, logo na entrada e com uma bela vista da cidade.

Os taquitos de Roy

Outro prato recomendado, são os deliciosos taquitos de Roy, como os de costeleta à milanesa com um molho verde cru que lhe dá um sabor incomparável. Também os de chicharrón, com molho verde, que têm sabor muito bom e vem acompanhado de bolas de batatas cozidas.  Aceite apenas pagamento em dinheiro. Fica na Miguel Hidalgo, 2 – Centro. Funciona  todos os dias da semana, das 9.00 às 18.00hs.

Toupeira-de-rosa 

Havia um prato nativo em Taxco, com mais de 80 anos, que todos tinham que experimentá-lo. Recomendamos o Restaurante Rosa Mexicana, que oferecia pratos de excelente qualidade, apresentação e sabor, com destaque para a Toupeira Rosa de Taxco. Era uma toupeira, baseada em pétalas de rosas, pinhões, nozes, chocolate branco, beterraba e outros ingredientes. Podia-se experimentá-lo com apresentações diferentes, como enchiladas recheadas com peito de frango, acompanhado de arroz e legumes. A vista deste restaurante era maravilhosa, de onde se podia apreciar o Templo de Santa Prisca. Ficava na Calle Hidalgo, 30 - Centro - Abria diariamente das 8.00 às 22.30h e aos sábados, até às 23.00h.

Restaurantes recomendados

La Parroquia - Plazuela de Los Gallos, 2 - 

Ficava num terraço, com uma linda vista para a praça principal. Servia café da manhã, almoço e jantar, num ambiente muito agradável.

La Terraza - Guillermo Spratling, 4 - 

Tinha a melhor vista da Paroquia Santa Prisca, e era  o lugar mais agradável para um happy hour. Durante o dia, era pouco movimentado, mas à noite, era bem interessante. Ficava no terraço do Hotel Água Escondida.  O serviço era bom e o cardápio era bem completo.

Punto 925 - Camino a la Posada, 39 -

Era o restaurante do Hotel Decantera y Plaza. Para chegar, pegue o teleférico que ficava quase em frente ao hotel ou vá de taxi. Se estiver de carro, pode subir, porque aqui as ruelas são mais largas e menos sinuosas. A vista justificava a subida. Aos sábados, havia fogos de artifício, que fazem a noite ainda mais encantadora.

 

  • Del Angel Inn Restaurante

  • Hosteria e Bar El Adobe

  • La Caletilla

 

  • Rosa Mexicana

Onde dormir

Best Western -  Calle Carlos J. Nibbi, 2 - Centro -  

Ficava bem no meio do centro histórico e a vantagem era que se poderia sair à pé tranquilamente, tanto de dia como de noite.

Hotel Águas Escondidas – Calle Guillermo Spartling, 4 - Centro - 

Situado a 1 quarteirão da Paroquia de Santa Prisca, era um hotel de estilo colonial que dispunha de uma piscina ao ar livre e um terraço na cobertura com vista para a cidade, um Spa e uma loja de jóias. Os quartos espaçosos possuiam vista para a rua ou para o pátio do hotel. Contavam com TV a cabo, banheiro privativo com chuveiro e amenidades de banho.

Hotel Boutique Decantera y Plata –  Camino a la Posada, 39 - 

Era um elegante hotel situado em meio a jardins. Dispunha de piscina ao ar livre e restaurante com vista panorâmica da cidade. Todos os quartos tinham de ar-condicionado, Wi-Fi gratuito, TV HD via satélite e banheiro privativo com amenidades de banho gratuitas.

Hotel Montetaxco - $$$ Calle Alfredo Checa Curi s/n - Lomas de Taxco

Por situar-se num ponto alto, possibilitava uma excelente vista da cidade, principalmente à noite. Possuia uma ótima estrutura operacional, agradando ao mais exigente hóspede. Os quartos eram dotados de ar condicionado, frigobar, Wi Fi e TV HD e banho privativo. Dispunha de bar, restaurante, lounge, piscina, estacionamento, academia, SPA, Concierge e serviço de lavanderia.

 

 

 

 

 

 

 

 

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