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COPENHAGEM  - Dinamarca -
A Pequena Sereia e o Parque Tívoli -  parte 1/2

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A Roda Gigante do Tívoli Parque

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O porto de Nyhavn

Melhor cidade para viver

O jornal britânico The Economist realizara uma pesquisa para indicar qual as melhores cidades no mundo para viver. E a capital dinamarquesa ficara com o segundo lugar na pesquisa de 2022. 

 

A felicidade morava aqui!

Os dinamarqueses prezavam o lazer. Dividiam o dia em três blocos: oito horas para dormir, oito horas para trabalhar e oito para viver. Saiam do trabalho às 16.00 ou 17.00h e, no verão, conseguiam aproveitar a luz do sol, até perto das 23.00h. Nadavam em qualquer lugar: mar, canais e lagos. Muitas dessas águas naturais, eram poluídas quatro décadas atrás, mas hoje havia dezenas de piscinas públicas, como a Kastrup Sobad, no mar. Eles tinham uma palavra que não tinha tradução em nenhum outro idioma, para falar desse estado de espírito: hygge. Era um termo que podia ser tanto verbo como substantivo, e significava uma mistura de conforto com camaradagem, interação comunitária e prazer. Hygge, era ficar num lugar agradável, com luz suave e gente de quem se gostasse.

As principais atrações

​​A Prefeitura, o Castelo Christianborg, a Igreja Holmeris, o Teatro Real, a Torre Redonda, construída por Christian IV; a Torre da Cidade, com seus 106 metros de altura;  o Circo Kronen e o Benneweiss, a Igreja de Santo Nicola, o Pálacio Rosenborg junto ao Parque Kongens e a estátua símbolo da Pequena Sereia; e o relógio de Jens Olsen - o único relógio astronômico do mundo; Valbyparken, o Parque das Rosas, que ficava defronte a estátua da Pequena Sereia; e o Jardim Zoológico.​​Toda cidade que se prezasse, costumava ter sempre um bom parque para recreação e  descanso de seus habitantes e visitantes. Copenhagem possui "o" parque, ou seja, o Tívoli, um dos melhores do mundo. Era uma visita obrigatória. Tinha quase duas dezenas restaurantes e Cafés, para todos os gostos e bolsos, brinquedos e um teatro infantil e de pantomimas, além de encantadores jardins. O Parque, que em 2023 comemorara180 anos, ficava na Vesterbrogade, e abria de 27 de abril a 18 de setembro, regularmente. Funcionava das 10.00 à meia-noite, diariamente, e o ingresso custava 8 dólares para adultos e 5 para crianças.

​Circulando pela cidade

O transporte público estava incluído no Copenhague Card, que era super eficiente. Chamava a atenção a educação do povo dinamarquês, e  a eficiência dos profissionais em todos os estabelecimentos, sejam públicos ou privados. Para conhecê-la, não se precisava de carro: alie caminhada com bonde, ônibus ou trem, e chegará a todos os lugares que desejar, com segurança e tranqüilidade. Copenhaguem era uma cidade muito plana, e por conta disso, uma boa sugestão era se deslocar entre as atrações, como um típico dinamarquês: de bicicleta. Por toda a cidade, verá bicicletários lotados. Na maioria deles, as bicicletas estavam apenas encostadas, sem cadeado. A segurança era tanta, que ninguém mexia na bicicleta do outro. Mas, como somos brasileiros, ainda assim recomendamos que tenha sempre um cadeado para segurança da byce que alugar. 

O comércio

​Na Rua Stroget, ficavam as principais lojas, destacando-se a Magazin, a principal loja de departamentos da cidade. A rua onde o comércio era mais barato, era a Vesterbrogade, onde as mercadorias eram de diversas procedências e a preços até mais em conta do que no próprio país de origem.

​Tours Regulares

​Tour da Arte Industrial -

Era o tour mais procurado, e tornava-se necessário reservar com antecedência. O passeio levaria a visitar as lojas e exposições, que apresentavam a arte industrial e o artesanato do povo dinamarquês. As saídas, eram em frente ao Hotel Pálace, onde estava a estátua Horn Blower.

​Tour da Cidade - Tinha duração de 2 horas e meia. Saída do Terminal de Turismo, as 11.00 e 11.30 h.

​Tour Real -

Saída às 10.00 e 14.00 horas - Duração de 3 horas, visitando o Palácio Real, o Castelo Rojenborg - que guardava as jóias  da Coroa; os jardins e o Palácio de Amaliemborg, residência dos  Reis da Dinamarca. 

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Tour Social - Visitas às instituições sociais do povo dinamarquês. Duração de 2 horas.

​Bicicletas

​Era o grande meio de transporte da população do país. A cidade possuia ciclovias que eram respeitadas, tanto pelos automóveis quanto pelos pedestres. ​No Terminal de Trens, se poderia alugar uma byce por cerca de 10 dólares a diária, bastando apresentar o Passaporte. Entretanto, quando estacionar   em algum lugar. Entre um BMW e uma bicicleta, o  amigo do alheio de lá iria preferir a segunda opção. A Polícia registrava uma média de mil bicicletas roubadas por ano. Quem será que roubava as bicicletas dos dinamarqueses?

Alugue uma Bike

​Assim que chegar a Copenhaguem, trate de alugar uma bicicleta. Ela vai lhe abrir as portas de uma cidade muito mais interessante, do que aquela que seria possível vivenciar andando de carro. Era fácil arrumar uma - havia um monte de opções para alugar, por hora, por dia ou semanal. A tradicional, ou à bateria, individual ou preparada para transportar até duas crianças, para atletas ou portadores de necessidades especiais. Os ciclistas tinham preferência sobre motoristas de carros, inclusive com um semáforo, que abriam antes - já os pedestres tinham preferência sobre quem estava de bike. Alugue na Bycyklen - bicicletas elétricas, com tablets.

​Os arredores -

​Na cidade de Helsingor, a atração era  o Castelo de Kronborg, que estava a 45 km. e ficava junto ao Oresung, o Estreito que separva a Dinamarca, da Suécia. Erguido em 1585, ele já fora Palácio Real e tornara-se famoso por ter servido de cenário para o drama Hamlet, escrito por Shakespeare. No trajeto, estava a praia e o Hotel Marienlyst, tradicional lugar onde os dinamarqueses costumavam curtir a Lua de Mel. Nesse hotel existia o único Cassino autorizado do país.​ Outro programa interessante era pegar um trem e descer em Humlebaeck, para conhecer o Museu de Arte Moderna Lousiania. O lugar, era muito recomendado para quem gostasse de arte moderna. Além de possuir um acervo precioso,  sediava importantes exposições da  Europa. A entrada custava em torno de 8 dólares.​

 

Referências turísticas e históricas

A Pequena Sereia -  Langelini -

A sereia que trocara seu rabo por pernas, em nome do amor, tivera de abrir mão de sua voz, para a bruxa má, do mar. Todo mundo conhecia a fábula da Pequena Sereia. O escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, escrevera a história em 1836. Como homenagem, havia uma escultura da Pequena Sereia, junto ao Cais de Langelinie. ​Ela estava sentada sobre uma pedra de granito, no bairro do antigo porto de Nyhavn. Involuntariamente, a Pequena Sereia tornara-se uma das atrações mais populares da cidade – aonde diariamente, dezenas de visitantes vinham registrar fotos e selfies. A escultura devia sua existência ao cervejeiro dinamarquês Carl Jacobsen, fundador da Cervejaria Carlsberg. Em 1909, ele assistira a um balé sobre a Pequena Sereia, baseado na história de Andersen. Jacobsen deixara o teatro tão impressionado com a fábula, que pedira ao escultor dinamarquês Edvard Eriksen, que criasse uma estátua da Sereia para instalar na cidade. 

​Aquário Nacional  - Jacob Fortlingsvej, 1 - Kastrup -

Era o maior Aquário do norte da Europa. O prédio tinha água em todos os lados, dando ao visitante a impressão de estar sob a água. Era uma experiência única, para adultos e crianças. Sua localização ficava  a 20 minutos de Metrô, saindo de Nørreport. A entrada custava 200kr.

Assistens Cemiterio – Kapelvej, 2 -

Este Cemitério também era considerado uma das atrações. Não somente para os turistas, mas principalmente para os locais. Quem morava na cidade, o utilizava como parque, e não se surpreenda ao ver as pessoas fazendo piquenique, passeando com o cachorro, carrinho de bebê, gente de biquini tomando sol, meditando e tudo aquilo que nós fariamos, normalmente num parque, mas menos num cemitério. Era um Cemitério muito bonito, onde estavam sepultados alguns famosos dinamarqueses, como o escritor Hans Christien Andersen.

Baken  -  Dyrehavevej, 62 -

Era um parque de diversões, que se localiza na parte norte da cidade, aonde se chegava tomando o S-Train, para uma viagem de 30 minutos. Era considerado o parque de diversões mais antigo do mundo, com Cafés, restaurantes e pistas de danças.​

Biblioteca Black Diamond - Søren Kierkegaards Place, 1 -

Era um dos lugares preferidos pelos residentes. Um pedaço da biblioteca fazia parte da Biblioteca Real, e a outra parte forai construída de maneira super moderna. Era muito interessante, porque eram completamente opostas. Ambas eram  consideradas ótimas e os ambientes eram muito bonitos. A Biblioteca ficava de frente para o Canal, com cadeiras de praia, onde os dinamarqueses tomavam sol enquanto trabalhavam com seus notebooks. Ao lado, havia um deck para quem quizesse apenas tomar sol.

Casa de Contos de fadas de Hans Christian Andersen - Raadhuspladsen, 57 - On City Hall Square

Na praça em frente ao Tívoli Parque, havia um museu, uma Estação de Metrô e a estátua de Hans Christian Andersen. A estátua era a principal atração, e todos que passavam faziam uma parada para tirar uma foto ao seu lado. O museu detalhava algumas etapas da vida, esforços e realizações de H.C Andersen, incluindo suas viagens, aventuras  e fracassos. A segunda parte do museu, incluia muitas de suas histórias. Eles eram escritos em vários idiomas, em grandes cartões, para que se pudesse selecionar o mais interessante. Existiam alguns que foram definidos em caracteres / luzes / eletrônicos e eram lidos com o pressionar de um botão.

Castelo de Frederiksborg - Frederiksborg Slot, 10 -

No final do século XVI, o Rei Christian IV ordenara a construção de um grande palácio ao norte da Dinamarca, o Frederiksborg, que logo se converteria no maior castelo de toda a Escandinávia. Esta bela fortaleza renascentista, localizada em Hillerød, a 40 quilômetros de Copenhague, demorara quase 70 anos para ser concluída. Depois de dois séculos servindo como residência Real, enfrentara um grande incêndio, em 1859, obrigando uma grande parte do interior do palácio a ser reconstruída.  Abrigava o Museu de História Nacional da Dinamarca. Entre os tesouros,  destacava-se a mais importante coleção de retratos e pinturas históricas do país. Além dos aposentos do Rei e da Rainha, havia quartos de hóspedes e escritórios do palácio, com destaques para as seguintes espaços:

  • Sala dos Cavalheiros: era uma elegante sala, também chamada a rosa, era usada como salão de banquetes, para receber os nobres da corte. O teto da sala, fora reconstruído tal como era na época de Christian IV;

  • Sala das Audiências: era onde o Rei realizava audiências, com os nobres e líderes internacionais. Em algumas ocasiões, o Monarca fazia seus convidados esperar por horas numa ante-sala, sem cadeiras. Depois, os convidados eram conduzidos por um corredor pomposamente decorado até a sala onde o Rei lhes estava aguardando;

  • Sala de Cerimônias: a sala refletia o estilo exagerado do absolutismo dinamarquês, com retratos históricos, móveis do século XVIII e luminárias de vidro;

  • Capela:  era a única área do Castelo, que permanecia intacta após o incêndio e constituia a parte mais interessante de Frederiksborg;

  • Jardim barroco: a maior atração do Castelo de Frederiksborg, eram seus jardins barrocos, recuperados em 1996, a partir dos desenhos originais. Este labiríntico jardim de estilo francês, abrigava cascatas artificiais, caminhos de sebe e monogramas reais de vários monarcas dinamarqueses.

Para chegar, utilize os ônibus das Linhas 301 e 302, que levavam até Frederiksborg Slot, a parada mais próxima do castelo;. Havia um trem, que saia da Estação Central ( Linha A ) até Hillerød e depois uma caminhada de 15 minutos até o Castelo. Para quem quizesse comodidade, havia excursão saindo do centro da cidade, com Guia ao longo de todo o programa e custavam em torno de 70 Euros.

Castelo Rosenborg -  Øster Voldgade, 4ª.

Fora construído no Século XVII pelo Rei Christian IV, para ser residência de lazer, e logo se tornara a sua favorita. A partir do Século XVIII, o Castelo passara a servir apenas para guardar suas riquezas pessoais e exibi-las aos convidados. Fora aberto ao público como museu, ainda em 1838. Ficava dentro do Parque Kongens Have. A visitação à parte externa, era gratuita. A entrada custava 120 kr.

Fælledparken  - Edel Sauntes Allé, 5, 7 -

Era o maior parque da cidade, com lagos, campos de futebol, pista de skate, playground e locais para eventos diversos.

​​Freetown Christiania –

A história de Christiania era muito interessante: Alguns anos atrás,  era uma Base Militar e depois que os militares deixaram a Base, o   lugar fora tomado por hippies e desocupados, e assim formara-se uma grande comunidade. Até alguns anos atrás, nem impostos pagavam. Hoje isso mudara, mas o   ponto principal da história, era que os traficantes começaram a vender drogas explicitamente (porém encapuzados), instalando-se com suas barraquinhas.  Como as drogas não eram legalizadas no país, a Polícia aparecia com freqüência, para expulsá-los, mas eles retornavam no dia seguinte. Recentemente, houve um forte tiroteio e desta vez a comunidade de Christiania conseguira expulsar os traficantes.

Galeria Nacional de Arte – SMK  - Sølvgade, 48-50.

Era o maior museu de arte do país, exibindo obras de artistas dinamarqueses e estrangeiros, dos últimos 700 anos. Era maravilhoso, tanto por fora, quanto por dentro.  A entrada custava 150 kr e 100 kr, para menores de 27 anos.

Igreja de Mármore -  Frederik’s Church – Ficava em frente ao Palácio de Amaliemborg, na Frederiksgade, 4 -

Era mais conhecida como a Igreja de Mármore e uma das igrejas mais bonitas de Copenhaguem. Tinha uma história interessante: o Rei Frederik V, iniciou sua construção em 1749, como parte do grande plano de construir um novo Distrito na cidade, chamado Frederiksstaden. Entretanto, o arquiteto responsável pela obra falecera, poucos anos depois do início da construção, e o corte de verbas dificultava ainda mais a continuidade do projeto. A igreja fora abandonada, e ficara em ruínas por cerca de 150 anos e só fora concluída em 1894.  A entrada custava 40 kr.

Igreja de Nosso Salvador - Vor Frelsers Kirke -  Skt. Annæ Gade 29.

Era destacada por sua bela torre em espiral, de cor escura e com detalhes em dourado, sendo uma das mais famosas da cidade. Era possível subir até o topo da torre, à quase 100 metros de altura, de onde se tinha uma belíssima vista. A entrada custava entre 40 kr a 50 kr, dependendo da época do ano.

Jardim Botânico -  Øster Farimagsgade, 2B.

Fora inaugurado inicialmente em 1600, mas mudou de lugar duas vezes, até ir para sua atual localização, em 1870. O parque possuia mais de 13 mil espécies de plantas, em uma área de 10 hectares. Era notável, por suas 27 estufas, sendo a maior a Palm House, datada de 1874. A entrada era gratuita.

Jardim de Frederiksberg -  Frederiksberg Runddel.

Integrava o belo e imponente Palácio de Frederiksberg. Era um parque enorme, onde os locais costumavam passear e fazer piqueniques. No verão, era possível fazer um passeio de barco nos lagos. Anexo ao parque ficava o Zoológico. A entrada era gratuita.

​​Kastellet e Little Mermaid – ​ Gl. Hovedvagt, Kastellet, 1 -

O Kastellet ou Cidadela, era uma fortificação em forma de pentagrama, construída pelo Rei Christian IV no século XVII, para aumentar a proteção na parte norte da cidade. Abrigava a Igreja de Saint Albans, prédios militares e uma espécie de parque, onde os locais corriam e faziam suas caminhadas. Não era permitido visitar o interior de Kastellet. Havia um pequeno moinho de madeira, esperando para as fotos. Depois de visitá-lo, siga em direção à Little Mermaid, a famosa estátua de bronze da Pequena Sereia, que estava assentada em uma pedra sobre o mar.

Livraria Real - Black Diamond -  Søren Kierkegaards Plads, 1.

A Biblioteca Real era uma das maiores do mundo, e a maior dos países nórdicos. Fora criada em meados do século XVII, e possuia a maioria dos trabalhos impressos mais antigos da Dinamarca, incluindo o primeiro livro impresso, em 1482! Era um belo e antigo prédio. Em 1999, uma extensão moderna fora construída, chamada de Black Diamond, devido à sua fachada de granito preto e reluzente. Além de ser a Biblioteca Nacional e Universitária, abrigava o Museu Nacional da Fotografia, uma livraria, um Café, um restaurante e um salão de concerto, com 600 lugares. Os dois prédios eram unidos por um átrio. Assim, a Biblioteca era metade antiga, metade moderna.  A entrada era gratuita.

Nyboder

Era um dos bairros mais antigos da cidade. Sua marca eram suas casinhas amarelas, de pequenas portas e janelas verdes, repetidas inúmeras vezes ao longo de vários quarteirões. Era tudo muito charmoso e bonito e onde estava a Igreja de Sankt Pauls, construída toda de tijolos. O bairro fora criado no Século XVII pelo Rei Christian IV para acomodar os oficiais da Marinha e suas famílias. Os marinheiros tinham de cumprir até 20 anos de serviço militar em troca de uma cobiçada moradia no bairro, que contava com hospital, escola e polícia próprios. Era interessante notar que eram casas para pessoas comuns, e ainda assim sobreviveram ao tempo para se tornar quase que um museu a céu aberto.

Ny Carlsberg Glyptotekc -  Dantes Plads, 7.

Fora criada em 1888 por Carl Jacobsen, dono da Cervejaria Carlsberg, para abrigar sua rica coleção de obras de artistas contemporâneos franceses e dinamarqueses, e antiguidades da região do mar Mediterrâneo. Além da riquíssima coleção do museu, havia mais dois bons motivos para visitar a gliptoteca: o belíssimo prédio e o jardim de inverno, no centro do prédio.  A entrada custava 130 kr, incluindo uma exibição especial e gratuita n as terças-feiras, com exibição normal.

Nyhavn –

New Harbour, era o canal de casas coloridas e um dos cartões postais de Copenhaguem. Fora um importante porto comercial no Século XVII, onde atracavam navios do mundo todo. Além de marinheiros, boêmios, prostitutas, aqui viviam muitos artistas – incluindo o famoso escritor Hans Christian Andersen, autor do conto da Pequena Sereia.

Opera - The Royal Danish Opera House –  Ekvipagemestervej, 10 -

Fora doada à cidade por uma Fundação. Era um prédio gigante, com mais de 41.000 m²  e fora finamente construído e decorado. Era possível fazer uma visita guiada em dias e horários específicos  e a compra do ingresso deveria ser feita antecipadamente através do site da Ópera.  A entrada era de 140 kr.

Palácio de Amalienborg - Amaliemborg

Era a residência oficial da família Real dinamarquesa. Era formado por quatro prédios idênticos, dispostos ao redor de uma grande praça, em cujo centro estava a estátua do Rei Frederik V, de 1771.  Era possível visitar o museu do Palácio, que exibia os aposentos Reais do Rei Christian IX e da Rainha Louise, de cerca de 150 anos atrás, e que permaneciam quase intactos. Uma atração era a Troca da Guarda, que acontecia diariamente às 12.00h. A entrada custava 120 kr.

 

Palácio de Christiansborg -  Prins Jørgens Gård.

Foi construído em 1740, pelo Rei Christian VI, para acomodar a Família Real e o Parlamento Dinamarquês. Porém, diversos incêndios devastaram o Castelo ao longo dos anos, obrigando-os a reconstruí-lo por três vezes! O Palácio que vemos hoje, datava de 1928, e acabou não sendo utilizado como Residência Real, mas apenas como local de trabalho, incluindo o escritório do Primeiro Ministro e o Parlamento. Era possível visitar a parte interior do Castelo, o que incluia diversos salões, cozinha real, tapeçarias, capela, estábulo e ruínas subterrâneas. O acesso a essas facilidades era pago. O Palácio contava ainda, com uma torre – o ponto mais alto da cidade – que proporcionava uma belíssima vista da cidade.  A entrada ao Palácio custava 180 kr (ticket combinado de acesso a todas as partes do palácio). O acesso à torre era gratuito.

 

Palácio de Frederiksberg - Roskildevej, 28 em Frederiksberg.

Foi construído no início do Século XVIII, inspirado no estilo italiano da época. Era utilizado, tanto como Palácio de Verão como residência permanente da Família Real, até 1852. Desde 1869, a Royal Danish Army Officers Academy, ocupava o prédio. No último sábado de cada mês, era possível fazer uma visita guiada. Para a entrada, havia uma  doação sugerida de 50 kr. Abrigava o Museu da História da Dinamarca.

 

Papirøen –  Trangravsvej, 10 -

Era um lugar que os mais jovem curtiam, principalmente quando fazia calor. Tinha um galpão com food trucks, que oferecia comidas variadas, orgânicas e regionais diferenciadas. No lado externo, tinha várias mesas que convidavam a um piquenique comunitário, muita gente se esparramando em cadeiras de praia e às vezes surgia um DJ executando música, para alegrar os frequentadores e visitantes.

 

Passeio de barco pelo canal –

O passeio era super turístico, mas bem interessante para ter uma visão geral de alguns pontos importantes da cidade. Para se ter uma boa noção das atrações da cidade, a dica era embarcar em um passeio, com duração de 1 hora, que partia de Nyhavn ou Gammel Strand (Ved Stranden), e passava pelos principais pontos turísticos: a Ópera, o Palácio de Amalienborg, a antiga Bolsa de Valores, Christianshavn, a Pequena Sereia, Our Saviours Church e outros mais. O passeio se chamava Canal Tours, estáva incluído no Copenhague Card. Atenção: apesar do passeio partir de Nyhavn ou Gammel Strand (Ved Stranden), apenas o passeio que saia de Gammel Strand, estava incluído no Copenhaguem Card.

 

Ponte de Norrebrø –

Era uma bonita ponte que em dias ensolarados, ficava lotada de gente. Ali se observava um movimento intenso de bicicletas e pessoas correndo às margens do lago, sentadas nos bancos e na grama. Havia boas opções de cafés e restaurantes, para uma pausa com uma bela vista.

Planetário IMAX Tycho Brahe - Gammel Kongevej, 10 -

Era um local extremamente organizado, climatizado, com araras para guardar os casacos de frio. Havia uma reprodução do sistema solar, com modelos planetários pendurados no teto e um código QR, no chão abaixo de cada planeta, de modo que se siguisse a trilha e ao chegar em cada código QR, obtinham-se uma explicação do planeta acima (em inglês). Também havia várias cabines, simulando diferentes gravidades, visão com radiação X, gama etc. Havia exposição dos primeiros equipamentos utilizados para observar o espaço, e realizar medições astronômicas e, sem dúvidas, o ponto alto era a sala de projeções, que além de funcionar como um planetário normal, com uma cúpula com uma tela do IMAX, com a terra, o sistema solar, a Via Láctea em 3D era sensacional. Tycho Brahe nascido Tyge Ottesen Brahe, era um astrônomo dinamarquês. Tinha um Observatório chamado Uranienborg, na ilha de Ven, no Öresund, entre a Dinamarca e a Suécia.

 

Prefeitura - Rådhus -  Rådhuspladsen, 1-

​Era uma cópia similar da Prefeitura de Siena,  inaugurada em 1905 e hoje servia de local para  a Prefeitura. Observe sua fachada ricamente ornamentada, com uma estátua dourada logo acima da varanda e a Torre do Relógio. Depois de visitá-la, caminhe até a Rua Stroget, considerada uma das ruas de pedestres mais antigas da Europa. Começava na Praça da Prefeitura e seguia até Kongens Nytorv, era uma ótima sugestão para uma caminhada e compras.

 

​​Os Museus

 

Eram vários os museus que mereciam uma visita: o  Museu da Cidade, com seus 800 anos de história; o Museu do Peixe e do Mar; o Frederiksborg Museum - Museu Histórico Nacional; o Museu da Casa e da Floresta; o Museu Nacional, que contava muito sobre a vida na Idade Media e sobre os Vikings; o Frihedsmuseet, que relembrava a resistência dinamarquesa durante a Segunda Guerra Mundial; e o Museu de Artes Decorativas, que funcionava somente das 13.00 as 16.00h. menos as segundas e quintas.

Krigsmuseu - Tøjhusgade, 3 -

Dispostos em um prédio histórico, era um antigo Arsenal. Cerca da metade da superfície térrea era ocupada por peças de artilharia. Havia também uma seção interessante dedicada à presença militar dinamarquesa no Afeganistão. No restante, as mesmas coisas que se poderia encontrar em qualquer outro museu desse tipo, das armas medievais clássicas, armaduras às armas modernas. Era preciso dispor de aomenos duas horas para visitá-lo. Havia uma pequena loja de lembranças, e o acesso era gratuito com o Copenhaguem Card.

    Museu da Liberdade - Churchillparken

Relatava a luta de resistência da Dinamarca, foi re-inaugurado em 2020, seguia cinco figuras históricas e suas escolhas, durante a Segunda Guerra Mundial. Caminhe para a clandestinidade nas ruas sombreadas da ocupação. Veja como os dinamarqueses tiveram que escolher, se queriam resistir, cooperar com os alemães - ou tentar continuar sua vida cotidiana, como de costume. Desde a libertação, a luta de resistência enchia a consciência dos dinamarqueses e continuava em debate até hoje: quem foram os heróis da época e quem foram os vilões ? A visita começava em um carro blindado original, pertencente à resistência, exibido fora de sua entrada, o Frihedsmuseet criava uma narrativa convincente dos eventos da guerra e os esforços desse movimento.

 

De armas caseiras e fotografias de combatentes da resistência, que morreram por sua causa,  explorava os eventos da Resistência por meio de artefatos, documentos e filmes originais. Havia também uma exposição sobre como a Resistência empreendeu a evacuação secreta da população judaica da Dinamarca para a Suécia e, por outro lado, outra exposição sobre a cooperação da Dinamarca com os alemães. Todas as exibições estavam disponíveis na língua local e em inglês. O museu estava localizado em Kastellet, a uma pequena distância da Pequena Sereia, do Castelo de Amalienborg e da Igreja de Mármore.

Museu da Musica Danish - Rosenoerns Alle, 22 - Frederiksberg -

Para quem tivesse algum interesse em instrumentos musicais, este era um ótimo lugar para visitar. Mostrava os diferentes instrumentos musicais, que os humanos usaram ao longo da história. A admissão incluia um iPad com informações em inglês e, havia muitos minutos de trechos de pessoas tocando os instrumentos antigos, que se podia ver e ouvir. Era especialmente recomendado para as crianças, pois havia uma sala onde eles podiam experimentar diferentes instrumentos.

Museu de Arte Moderna de Louisiana -  Gl Strandvej, 13 -

Estava localizado ao norte de Copenhaguem, em uma região costeira muito bonita. Para os apreciadores da arte moderna, valia a visita. Ficava na Gammel Strandvej, 13. em Humlebæk, a 40 minutos de Copenhaguem, em viagem de trem. A entrada custava 150 kr.

 

Museu de História Natural – Museu Geológico -  Øster Voldgade, 5-7 -

Era anexo ao Jardim Botânico, contava um pouco sobre a história da vida no nosso planeta. Exibia rochas e minerais do mundo todo, uma das melhores coleções de meteoritos do mundo, um pedaço da Lua, trazido pela Apollo 17, fósseis de plantas e animais. Havia relatos sobre a evolução geológica da Dinamarca e da Groenlândia. A entrada custava 120 kr.

Museu do Design -  Bredgade, 68.

Era bastante icônico, já que o design era um componente forte da cultura dinamarquesa, ou da escandinava, em geral. Contava a história do mundo Ocidental e Oriental, da Idade Média aos dias atuais, no que dizia respeito a decoração de ambientes, ornamentos, roupas e, claro, cadeiras, até porque os dinamarqueses são vidrados em cadeiras. Havia uma seção inteira, dedicada ao assunto. A entrada custava 115 kr e menor de 26 anos não pagava.

Museu dos Trabalhadores – Roemersgade, 22 -

Era um singelo e  simpático museu. Apresentava reconstituições de ambientes e filmoteca interativa de um passado de trabalho, não necessariamente digno de ser lembrando, mas ainda assim importantes, como registro histórico de um passado árduo e difícil para a classe operária. Para quem ainda admirava o comunismo, lá estava a estátua de Lênin, que fora removida de praça pública, por exigência da população. Porque seria ?

Museu Guinness dos Recordes Mundiais - Oestergade, 16 - 

Era um pequeno museu que apresentava algumas coisas interessantes relacionadas com o próprio título, itens ligados a personagens da história mundial, uma mostra em cera de pessoas da Família Real Dinamarquesa, e na saída que se dava pelos fundos do prédio, havia uma casa do terror, meia boca. Não fazia jús a fama do nome Guinness!

Museu Judaico Dinamarquês - Proviantpassagen, 6 - Royal Boat House at the Royal Library Garden -

Era um pequeno museu que relatava de uma forma inspiradora, a vida dos judeus dinamarqueses, ao longo dos últimos séculos. O prédio era muito original, o design do interior era interessante e mantinha algumas preciosidades. Chamava a atenção a forte presença judaica na Dinamarca, especialmente a atitude um tanto negativa dos judeus que viveram aqui, por tantos anos, em relação ao influxo de imigrantes judeus da Rússia e da Europa Oriental, no início do século XX.

Museu Medico - Bredgade, 62 -

Ainda integrava parte da Faculdade de Medicina, e mostrava partes do corpo bem preservadas, portanto não era um museu para pessoas sensíveis. As deformações ensinavam estudantes de medicina, há anos, e o antigo auditório ainda estava bem preservado. Havia capítulos sobre as técnicas de biopsias, e outros procedimentos médicos antigos e atuais.

 

Museu Nacional -  Ny Vestergade, 10.

Apresentava um retrato completo da história da Dinamarca/Escandinávia, passando pela Pré-História, Era Viking, Idade Média, Renascimento e Idade Moderna. Era enorme e interessantíssimo! Valia muito uma visita! Chamava a atenção em especial, os objetos e corpos muito bem preservados ( múmias ) datados da era Viking, encontrados em pântanos das regiões nórdicas. A entrada custava 100 kr.

     

 

 

 

A Pequena Sereia

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