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COIMBRA  e seus museus - Portugal - 2/2












 

 

 

 


 

 

ETIAS 2025 - Autorização para entrar na Europa

Anunciado em 2016, o  European Travel Information and Authorization System (ETIAS) — Sistema Europeu de Informação e Autorização — está cada vez mais próximo de ser concretizado. A nova regra de entrada de estrangeiros na Europa se baseia no sistema americano, com maior segurança e será válido, a partir de 2025 mas ainda sem data para início do procedimento. O sistema verificará as credenciais de segurança e cobrará uma taxa (atualmente divulgada como sete euros) dos viajantes que visitam os países-membros do Tratado de Schengen, para fins de negócios, turismo, médicos ou de trânsito. Os viajantes, que atualmente visitam a Europa sem Visto, podem entrar na UE e nos países-membros de Schengen, gratuitamente e sem qualquer triagem de segurança digital antes de sua chegada à Europa. Vale lembrar que o ETIAS não será um Visto, mas uma autorização de viagem para viajantes que não precisam de Visto Consular para visitar a Europa.


Casa dos Repuxos – Conimbriga -
Esta casa notável constituia o melhor exemplo da arte do mosaico, da pintura mural e da arquitetura dos jogos de água que se conhecia na cidade. A construção datava de inícios do  século I d.C. Na primeira metade do século II d.C. foi alvo de uma grande remodelação, tendo sido abandonada e demolida em finais do século III d.C. ou inícios do século IV d.C. devido ao levantamento da muralha. A casa não estava totalmente escavada; o prédio prolongava-se para norte, sob o caminho. A escavação efetuou-se em  1939 e os mosaicos e os repuxos foram restaurados em  1953.

 

Casa Museu Elysio de Moura – Rua Dr. Guilherme Moreira, 22 -
Buscando homenagear os dois mais importantes benfeitores da instituição desde a sua criação, no ano de 1836, iniciaram-se em 2016 os trabalhos de recuperação material do prédio e tratamento do espólio pessoal da sua antiga habitação residencial, com o propósito de estabelecer a Casa-Museu Elysio de Moura. Dispostas agora em contexto de museu, de acordo com o espaço vivencial primitivo, as coleções constavam do mobiliário requerido para os mais variados aspectos do quotidiano do casal, dos utensílios de higiene e cozinha, dos instrumentos de investigação científica e médica, da biblioteca pessoal, das insígnias acadêmicas auferidas na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e das condecorações honoríficas recebidas dos presidentes da República portuguesa. Merecia ainda destaque a pequena coleção de arte composta majoritariamente por pintura, escultura, fotografia e gravura dos séculos XVII a XX.

 

Casa Museu Fernando Zamora – Largo Artur Barreto -

Fernando Gonçalves Namora nasceu em Condeixa, onde vivia até aos dez anos de idade, e onde descobriu o gosto pelo desenho e pintura e pela escrita. Os pontos de maior interesse deste espaço eram constituídos pelo acervo documental de Fernando Namora, transferido do escritório da sua residência em de Lisboa. Este fundo bibliográfico e documental era revelador das relações de cumplicidade com muitos outros autores, e muito contribuia para explicar, nas suas diversas vertentes, o homem que foi Namora. Destacava-se a coleção de manuscritos, apontamentos originais, provas tipográficas, livros publicados e anotados, um conjunto de artefatos que davam corpo à oficina do escritor. De inestimável valor era o núcleo de pintura de sua própria autoria, e o núcleo de pintura e escultura com trabalhos de diversos autores nacionais e estrangeiros.  

 

Casa Museu Miguel Torga -  Rua Fernando Pessoa, 3 -

A residência do médico Adolfo Rocha desde 1953 até 1995, abriu ao público no dia 12 de agosto de 2007, dia do centenário do nascimento do poeta. Miguel Torga, pseudônimo de Adolfo Correia da Rocha,  era um dos mais influentes escritores portugueses do século XX, que se destacava como poeta, contista e memorialista, escrevia romances, peças de teatro e ensaios. Do acervo deste espaço faziam parte, não só algumas primeiras edições da sua obra e manuscritos, mas também objetos pessoais e peças de arte como pinturas, cerâmica, artes sacras.

 

Nas proximidades, encontrava-se um monumento, sem autor identificado, que teria sido iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra para homenagear o poeta e escritor Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da língua portuguesa, cuja obra era indiscutivelmente única a nível internacional. O conjunto era constituído por um muro curvilíneo tendo de cada lado dois bancos de pedra. No muro surgiam, em bronze, dados biográficos do poeta e um medalhão com o rosto de Fernando Pessoa, tal como Almada Negreiros o imortalizou; do lado oposto surgia um dos versos mais divulgados da obra de Fernando Pessoa: Tudo vale a pena / se a alma não é pequena.

 

Memorial Irmã Lúcia – Avenida Marnoco e Sousa, 54 -

Com o objetivo de dar a conhecer melhor a vida da irmã Lúcia, especialmente enquanto Carmelita e de expor alguns dos seus objetos pessoais, o Carmelo de Santa Teresa, criou um espaço expositivo, situado junto ao Carmelo, onde se podia ver peças únicas do seu uso pessoal, entre elas destacavam-se:

  • A sua cela de Carmelita;

  • Objetos que lhe foram oferecidos por vários Papas;

  • Objetos usados por ela no tempo das aparições;

  • O itinerário da sua vida documentado em fotografias;

  • Trabalhos manuais feitos por ela.

O espaço dispunha ainda de sala multimídia ou conferências. As vistas poderiam ser feitas de segundas a sextas das 10.30 as 12.00h e das 14.30h as 17.30h. Aos sábados, domingos e feriados, das 14.30 as 17.30h.

 

Museu Acadêmico – Colégio de São Jerônimo -
A Galeria Acadêmica do Museu da Ciência da Universidade, guardava a coleção de trajes acadêmicos e objetos ligados à história e vida Acadêmica da Universidade e da cidade, entre os quais destacavam-se o Núcleo da Canção de Coimbra, com instrumentos, discos, gravações, partituras, o Núcleo dos Troféus Desportivos da Associação Acadêmica de Coimbra e o Núcleo Camoniano, entre outros. Para visitar de terça a sexta-feira, das 10.00 as 15.00h, com reserva prévia obrigatória pelo email: geral@museudaciencia.org

 

Museu Botânico da Universidade de Coimbra -

Criado pela Reforma Pombalina de 1772, o Gabinete de História Natural foi inicialmente instalado no Colégio de Jesus. Durante o último quarto do século XIX, o Museu de História Natural era dividido em três secções correspondentes a grandes áreas das Ciências Naturais. O acervo do Museu Botânico foi colocado na antiga sacristia do Convento de S. Bento e mais tarde foi reorganizado e instalado no antigo refeitório dos Frades e na Sala do Capítulo. No início do século XX novas estruturações foram feitas, tendo sido criado o Museu, Laboratório e Jardim Botânico. O Museu foi transferido durante a direção de Abílio Fernandes, para as instalações atuais, uma magnífica Galeria de Exposições com cerca de 525 m2, localizada no piso térreo do Departamento de Botânica, no prédio de São Bento.


Museu da Água – Parque Dr. Manuel de Braga –

Ocupando uma antiga Estação de captação de água, datada de 1922, era um espaço interativo aberto ao público, que dinamiza a valorização das questões ambientais, principalmente os recursos hídricos. Promovia a realização de exposições temporárias, seminários, entre outras atividades.  Abria de terça a domingo das 10.00 as 13.00h e das 14.00 as 18.00h.

 

Museu da Ciência – Largo Marquês do Pombal -
Ao longo das gerações, o patrimônio artístico da Universidade de Coimbra foi se acumulando, dando origem a um acervo notável de testemunhos históricos e estéticos do passado, que sobressai nos contexto nacional e internacional nos mais variados domínios, e destaque para arquitetura, escultura, pintura, azulejaria e tapeçaria. No Museu da Ciência, a Universidade de Coimbra desenvolve um projeto de características ímpares no nosso país, que visa reunir o acervo científico disperso por vários museus universitários e pelas faculdades, para além dos acervos do Observatório Astronômico e do Instituto Geofísico, criando, dessa forma, um Museu da Ciência moderno e integrador, ao nível dos melhores existentes no mundo.
 

Distribuído por dois prédios, o Museu avança em duas fases. A primeira, já terminada, corresponde à operação de renovação do Laboratório Químico, sendo desenvolvido, numa exposição permanente, o tema Segredos da luz e da matéria. A segunda fase é mais longa e complexa, e corresponde à renovação do prédio do Colégio de Jesus. A este grande projeto, juntam-se projetos de acesso digital a documentos e às coleções e de outras estruturas, como a Biblioteca Joanina, a Biblioteca Geral, o Arquivo, o Jardim Botânico e o Museu Acadêmico.


Museu da Santa Casa de Misericórdia – Rua Sobre Ribas, 35 -

Abriu as suas portas ao público em setembro do ano 2000, por ocasião das comemorações dos 500 anos da sua fundação, por decisão do Rei D. Manuel I. O espaço faz parte do antigo Colégio da Sapiência, dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho. É um espaço monástico-escolar construído entre 1593 e 1604, com beneplácito do Bispo-conde de Coimbra, D. Jorge de Almeida. Funcionou como colégio universitário até meados do século XIX. Após a extinção das Ordens Religiosas, em 1834, passou para a Santa Casa da Misericórdia de Coimbra em 1842. Está aberto à visitas de segunda a sexta-feira,das 9.30 as 12.30 e das 14.00 as 17.00h. O ingresso custava de 3€.
 

Museu do Mosteiro -  Rua Baixo, 57 – Santa Clara -

Classificado desde junho de 1910, como Monumento Nacional, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha situa-se na margem esquerda do rio Mondego. A proximidade do rio foi um dos fatores para a edificação neste local. Contudo, essa proximidade marcou a história do Mosteiro desde o início até aos dias de hoje. Se por um lado, a presença da água era uma mais-valia para a comunidade monástica e para o dia a dia no Paço Real, construído nas imediações do Mosteiro, por outro, as cheias cíclicas do Mondego, tornaram insuportável a vida intramuros obrigando ao abandono definitivo, em 1677, para o novo Convento (Mosteiro de Santa Clara-a-Nova) no Monte da Esperança. As últimas cheias ocorreram em dezembro de 2019.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Museu Machado de Castro  -  Largo Dr. José Rodrigues - Sé Nova - 
Era um dos lugares que quando se entrava, parecia estarmos numa viagem no tempo. Assim eram os museus, era óbvio, mas este museu conseguia superar todas as expectativas. Porque, além de ter um enorme acervo de obras de arte, que remetiam a datas antes de Cristo, possuia o cripto pórtico, do século I, onde era sede da administração romana, ponto central da vida política, administrativa e religiosa de Aeminium — a então Coimbra romana. As coleções reuniam peças históricas, de arqueologia, escultura, ourivesaria, joalharia, pintura, desenho, cerâmica, tecidos, mobiliários, entre outros objetos de diferentes épocas. O museu, fundado em 1911 e aberto em 1913, há mais de 100 anos, recebia o nome de um dos maiores e mais renomados escultores de Coimbra, Joaquim Machado de Castro.
 

Museu Monográfico de Conimbriga - Rua Professor Vergílio Correia - Condeixa-a-Velha -  

Tinha como missão tutelar as ruínas, promover a sua exposição ao público e prosseguir a investigação arqueológica. O acervo era composto pelos materiais arqueológicos recolhidos na cidade e a atual exposição permanente apresentava os objetos de uso quotidiano, evocava o Fórum monumental, a riqueza das domus, a pujança do seu comércio, a religião e crendices da população romanizada e a presença suevo-visigótica. Destacavam-se os mosaicos preservados in situ e a Casa dos Repuxos, que possuia uma área pavimentada de mosaico, importantes vestígios de pintura mural e um peristilo central ajardinado com um lago e chafarizes. As ruínas da cidade romana de Conimbriga eram conhecidas desde o século XVI. Em 1873, o Instituto de Coimbra criou uma secção e um Museu de Arqueologia e deu início ao estudo de Conimbriga. Em 1899, efetuou as primeiras sondagens de vulto, desenhava a planta do oppidum e executava os primeiros levantamentos de mosaicos.

 

Museu Municipal –   Rua  Ferreira Borges, 85 -

Estava dividido em três pólos – o Edifício Chiado, a Torre de Almedina e a Torre de Anto – e tinha por missão investigar, compreender e divulgar temáticas que se relacionavam com os núcleos de museus e suas coleções, para conhecimento e fruição do visitante, bem como promover o patrimônio histórico e artístico da cidade, com vista a sensibilizar o público para a sua preservação.

 

Edifício Chiado

Era um interessante prédio, exemplar da arquitetura do ferro inaugurado em 1910, no qual se instalou a coleção de arte doada à cidade pelo casal Telo de Morais. A exposição permanente continha uma importante coleção de pintura portuguesa dos séculos XIX e XX, assim como exemplares significativos de cerâmica, escultura, pratas e mobiliário. Na dependência do prédio existiam duas galerias de  exposições temporárias, onde já foram mostradas obras de artistas de relevo como: Graça Morais, Álvaro Siza, Cruzeiro Seixas e Gil Teixeira Lopes entre muitos outros.

 

Torre de Almedina

Foi em tempos passados a principal porta de acesso aos Intramuros da cidade, cujas fundações remontavam à época de ocupação islâmica. Atualmente abrigava o Núcleo da Cidade Amuralhada, cujo objetivo era a recuperação, na memória coletiva, da existência da muralha, demonstrando a sua influência determinante na organização urbana de Coimbra. Tratava-se de um centro interpretativo que era  complementado por um percurso peatonal, no qual se podia ver os vestígios da estrutura defensiva e a sua delimitação. Em instalações anexas à Torre de Almedina era uma antiga Torre de Vigilia da principal porta da cidade e sede do poder municipal e judicial durante vários séculos. 

 

Torre de Anto – De origem medieval, integrava a antiga cerca da cidade. Durante a época manuelina foi adaptada a residência e, nos finais do século XIX, ali morava o poeta Antônio Nobre, o que originou a designação pela qual era hoje conhecida. Atualmente, acolhia o Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, que se propunha contribuir para o conhecimento e divulgação da expressão artística que projetou a Cidade para o mundo.
 

Cantores, instrumentistas, compositores e violeiros formatavam um percurso expositivo que acompanhava os momentos mais relevantes do Canto e da Guitarra de Coimbra, ao longo de várias gerações. Era onde se podia ver alguns objetos do grande mestre Carlos Paredes, a letra de uma canção original de Zeca Afonso, uma guitarra de Antônio Portugal e ainda a letra, manuscrita, da Trova do Vento que Passa, da autoria de Manuel Alegre. Este espaço possuia um mini auditório, para pequenos concertos e vários quiosques multimídia, com ecrans tácteis, que permitiam explorar um grande manancial de informação sobre a temática expositiva.

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