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CARTAGENA das Índias -  Puro charme no Caribe -  Colômbia -  1/2

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As informações e recomendações inseridas neste texto, objetiva facilitar seu programa de viagem para visitar esta encantadora e charmosa cidade colombiana. Escolha o que pretende conhecer e monte seu roteiro para melhor aproveitar sua passagem por aqui...

Um pouco de sua história

​Cartagena, a capital do Departamento de Bolívar, na Colômbia era a quinta maior cidade do país, e a segunda maior da região, depois de Barranquilla, e sua região metropolitana era a quinta maior concentração urbana do país. Suas mais importantes atividades econômicas eram os complexos marítimos, pesqueiros, petroquímicos e o turístico. A cidade fora fundada em 1 de junho de 1533, por Don Pedro de Heredia e batizada em homenagem a Cartagena, na Espanha.

 

No entanto, o assentamento de vários povos indígenas na região da Baía de Cartagena, datava de 4000 a.C. Durante o período colonial, a cidade tinha um papel importante na administração e na expansão do Império Espanhol, nas Américas, sendo sede de Governo e moradia dos vice-reis espanhóis. O centro histórico, conhecido como a Cidade Fortificada, fora declarado Patrimônio Nacional da Colômbia, em 1959, e posteriormente Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1984. Em 2007, suas fortificações e planejamento arquitetônico militar, foram declarados como a quarta maravilha da Colômbia. O país, além de possuir a melhor qualidade de café, era também, depois do Brasil, o maior produtor mundial de grãos. A maioria dos prédios públicos mais modernos da cidade, apresentavam características arquitetônicas inspiradas em motivos coloniais, contrastando com os arranha-céus construídos nas partes mais novas da cidade. No entanto, os visitantes preferiam apreciar as antigas residências, com seus inúmeros vestígios de uma época já bastante remota.   

Informações gerais

Para visitá-la não era necessário Visto, nem mesmo Passaporte.  Os brasileiros que viajassem a turismo, poderia entrar no país apenas portando um RG com foto identificável. Caso façam conexão no Panamá, ou outro país, consulte sua companhia aérea sobre a necessidade de ter um Passaporte. Desde março de 2017, era exigido dos brasileiros o Certificado Internacional de Vacinação, comprovando que o viajante tomou a vacina contra febre amarela. 

  • A moeda utilizada era o Peso colombiano e pagamentos com cartões de crédito eram amplamente aceitos. Muitos estabelecimentos não aceitavam dólares e, quando o faziam, não ofereciam uma cotação favorável aos turistas. Ande com pesos, que era sempre mais vantajoso;.

  • ​Para não sofrer com o calor, evite fazer passeios ao ar livre, por volta do meio-dia, quando a temperatura ficava ainda mais alta. Dê preferência aos passeios feitos pela manhã cedo ou no final da tarde; 

  • Visitando o Convento Santa Cruz de La Popa e o Castelo de San Felipe de Barajas, à tarde, era quase certo encontrar uma multidão de turistas fazendo o passeio de Chiva. Se quiser encontrar esses pontos turísticos mais vazios, era recomendável visitá-los pela manhã; 

  • As tomadas elétricas, possuiam dois pinos chatos. Se seus dispositivos eletrônicos forem diferentes desse padrão, lembre-se de levar um adaptador de tomadas. Acesse o item plugues e tomadas, neste site e informe-se a respeito 

​Bagagem 

​Ao preparar a mala da viagem, lembre-se de levar roupas leves porque em Cartagena fazia muito calor. Calçados confortáveis são bem-vindos para as caminhadas no centrinho, assim como óculos, bonés e chapéus, que ajudavam a se proteger do sol. Os shorts e camisetas frescas eram a dupla perfeita para passar o dia pelos passeios! 

 

​Segurança

A cidade era um lugar bem tranquilo, com policiais circulando a qualquer hora do dia. Não havia perigo em andar pelas ruas, mesmo à noite, mas como em qualquer outro destino movimentado, era sempre recomendável ter atenção aos seus pertences. Entretanto, quando estiver na praia, evite deixar suas coisas longe do seu campo de visão. ​Na hora de voltar ao Brasil, esteja preparado para ser abordado por diferentes policiais no Aeroporto. Poderia ser que lhe perguntassem sobre o objetivo de sua viagem, quem o acompanhava, quantos dias estivera em Cartagena, entre outras coisas. As malas de mão eram revistadas por um Oficial, e até a bagagem despachada podia ser revistada. Paciência! 

​O que fazer em Cartagena

​Seja a pé, de bicicleta ou em um passeio de Carruagem, reserve um bom tempo de sua programação para conhecer a Cidade Amuralhada. A muralha cercava a parte antiga da cidade e concentrava alguns dos principais pontos turísticos, como a Torre do Relógio, o Palácio da Inquisição, algumas igrejas, praças e museus, além da própria muralha com seus baluartes. Ficava um pouco fora do centro, mas era onde estavam o impressionante Castelo de San Felipe de Barajas e o Convento Santa Cruz de La Popa, proporcionando uma vista bonita da cidade.

Havia vários eventos artísticos e folclóricos e um deles era o Festival Internacional da Música – Hay Festival, que decorria em janeiro, reunindo os expoentes máximos da música instrumental e da literatura internacional. Da mesma forma, na Cidade Heroica, tinha lugar em março o Festival Internacional de Cinema e Televisão, um evento ao qual participavam cineastas, atores, músicos e fãs da sétima arte, e que contava com amostras cinematográficas gratuitas de altíssimo nível. A cidade também era  famosa por ser a sede do Reinado Nacional da Beleza, que se celebrava em novembro, para coroar a Senhorita Colômbia.

Os Passeios

Quem estiver começando a viagem poderá fazer um passeio num Chiva, os caminhões antigos, coloridos e sem janelas, adaptados para transportar turistas. Os Precários, tocando uma incessante rumba, eram a marca registrada da cidade. Se não tiver muito tempo, compre um ingresso do ônibus hop on hop off  que também proporcionava uma visão geral da cidade. Inclua no roteiro um passeio de Carruagem pelas pequenas ruas da Cidade Amuralhada, que podia ser feito tanto durante o dia quanto à noite, ou um passeio de bicicleta, que ficava ainda mais interessante, quando algumas ruas eram fechadas para veículos. Os passeios turísticos costumavam ser bem desorganizados, com  vendedores competindo  para ver quem conquistava o cliente. 

 

Bairro Bocagrande

Era um bairro residencial moderno, com arranha-céus, Resorts, lojas de grifes, Shoppings e escritórios e onde ficava a principal praia. Não era uma praia bonita, mas para quem estivesse hospedado lá, era uma opção. A água não era cristalina, por causa da areia escura, mas era quente.

 

Bairro Castelo Grande

Era também um bairro residencial, com a praia mais descontraída do que sua vizinha Bocagrande. As águas eram um pouco mais calmas, mas o mar não era tão limpo, devido às atividades do porto que ficava próximo.

Bairro Getsemaní

Estava localizado ao lado da Cidade Amuralhada, e  no passado era uma região degradada, onde predominavam a violência, a prostituição e o tráfico de drogas. Hoje era  um bairro boêmio e alternativo. Como não havia mais espaço para construir dentro das muralhas, a rede hoteleira estava se expandindo para este bairro. Nas últimas décadas o bairro vinha se transformando e seus casarões antigos estavam virando hostels e hotéis mais acessíveis. 

Café do Mar  - Baluarte de Santo Domingo -

As Muralhas de Cartagena eram impressionantes: no topo ficava outro ponto que vale a pena conhecer: o Café del Mar, bar e restaurante que proporcionava uma visão privilegiada do pôr do sol e do Oceano. As cadeiras e mesas eram disputadas durante o entardecer, quando Dj's e música eletrônica completavam o cenário. Era a sugestão certa para um fim de tarde ou até mesmo um jantar mais romântico.

Castelo de São Felipe de Barajas  - Avenida Antonio de Arévalo, Carrera 17 - Barrio Pie del Cerro - 

Era uma construção realizada entre 1536 e 1657, uma fortaleza considerada a maior edificação promovida pelos espanhóis, no Novo Mundo. Era um passeio bem recomendado.

Ilha Colisso

Era um dos passeios bate e volta, disponíveis próximos a Cartagena. Um Resort era a porta de entrada para o mar e diversos outros atrativos. Um deck de madeira, com mesas e cadeiras fazia às vezes da areia, por onde, através de uma escada, os visitantes acessavam ao mar - uma verdadeira piscina natural gigante! Além disso, era possível nadar na piscina de água doce e aproveitar os demais atrativos do passeio, contratado em uma Agencia de Turismo, incluindo o transporte de barco, almoço, bebidas e uso das áreas comuns, como piscinas e espreguiçadeiras.

Ilha Gente do Mar

Era uma das ilhas mais bonitas e uma das menos visitadas - parte disso se dava pelo número controlado de pessoas que podiam ter acesso ao local. Com areias brancas e águas cristalinas, o local era o lugar certo para relaxar. Espreguiçadeiras eram colocadas à beira-mar, para o visitante poder descansar enquanto admirava as águas azuis do Caribe.

Ilhas Rosário

Era a maior das 27 ilhas que abrigavam o Parque Nacional Corales del Rosario e ficava a cerca de 50 minutos de barco de Cartagena, era um daqueles passeios obrigatórios para quem estava na região. Era indicada para quem não quizesse curtir praias muito cheias, embora na alta temporada atraisse grande número de turistas. Para quem gostasse de praias de águas cristalinas e de uma cor azul incrível, essa era a indicação. Havia dois passeios recomendados: visitar o Oceanário ou praticar snorkeling entre os peixes e corais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casa de Gabriel Garcia Marquez - Calle Zerrezuela – San Diego -

Na cidade colonial, de pouco mais de 17 mil habitantes, capriche no sotaque espanhol e pergunte para qualquer morador onde ficava la casa de Gabo. Todos se orgulhavam e indicavam o caminho. Assim como a Catedral, o Palácio da Inquisição (prédio construído em 1770 onde funcionou o Tribunal do Santo Ofício e que hoje abrigava um museu que expunha os instrumentos de tortura da época, a igreja e o Convento de San Pedro Claver, a casa virou ponto turístico dos mais visitados.


Como não permitiam a entrada no prédio, faça uma foto da fachada da casa do Nobel de Literatura, autor de clássicos como Cem Anos de Solidão. Caminhando pelo centrinho aproveite conhecer as casas coloniais- ou pela orla, onde também não era difícil reconhecê-la. A casa de Gabo se destacava toda modernosa, enorme, de esquina, e imponente. Segundo os locais, quem tivesse a chance de subir até o quinto andar do Sofitel Santa Clara, teria uma idéia do jardim da mansão. O hotel ocupava o antigo Convento de Santa Clara, construído em 1617 e aberto em 1621, quando chegaram as primeiras freiras.

Castelo de San Felipe de Barajas -  Avenida Antonio de Arévalo. Carrera 17 - Cl. 32 #17-85 - Bairro Pie del Cerro -

Construída entre 1536 e 1657, a fortaleza era considerada a maior construção feita por espanhóis no Novo Mundo. O castelo tinha como função proteger Cartagena, de ataques estrangeiros e sua localização estratégica permitia observar possíveis inimigos vindos por terra ou mar. Além da imponente estrutura que se observava por fora, a parte interna era cheia de quartos, labirintos, corredores e túneis, sempre arquitetados de forma a surpreender o inimigo. Para fugir um pouco do calor, visite o local de manhã cedo ou no final da tarde. Era um dos maiores pontos de defesa do Vice-Reino de Nova Granada e tivera papel importante em várias guerras, em especial, na Guerra da Orelha de Jenkins.

Catedral de Santa Catarina -

Localizada ao lado da Plaza de Bolívar,  era uma das mais antigas igrejas episcopais das Américas. Dedicada a Santa Catarina de Alexandria, fora inspirada nas basílicas da Andaluzia e das Ilhas Canárias. Composta por três alas e divididas por colunas, começara a ser construída em 1577 e  concluída 84 anos mais tarde. Um destaque em seu interior, era o altar-mor com detalhes em ouro; já no exterior, a Catedral era bela durante o dia ou noite, sendo possível avistá-la desde a cidade amuralhada. 

Convento Santa Cruz da Popa -

Estava localizado no topo do Monte Popa, com uma vista panorâmica da cidade. Era um dos pontos turísticos mais procurados. O belo claustro florido e a igrejinha consagrada à Virgem da Candelária, valiam a visita. O Convento abria todos os dias, das 8.30 as 17.30h.

Las Bóvedas  - Calle Zerrezuela

Estava localizada no norte da cidade amuralhada, entre os Fortes de Santa Clara e Santa Catarina. Esse Complexo de 47 arcos e 23 abóbadas, fora construído para fins militares durante a Independência. Era a última obra do período colonial dentro do perímetro fortificado. Servia como depósito de armas, refúgio de tropas espanholas e prisão. Desde a restauração, entre 1969 e 1972, abrigava lojas de artesanato, antiguidades e galerias. Era um dos espaços mais visitados. Abria todos os dias das 8.30 as 18.30h. 

Porta do Relógio -

Também chamada de Torre del Reloj ou Boca del Puente, era a porta original da Cidade Fortificada, desde 1631. Anos depois, fora destruída pelo Barão de Pointis e em 1704 fora reconstruída. Era a única entrada, dentre os 13 quilômetros de muralha que protegia a cidade.  Seu nome se originara de um relógio trazido dos Estados Unidos, em 1874, instalado sobre a entrada única. Após 63 anos fora substituído pelo atual, importado da Suíça. O nome Boca del Puente, usado mais entre os nativos da cidade, devia-se ao fato de que, durante a época colonial, havia uma ponte levadiça sobre o Canal de San Anastasio. Esta ponte ligava a Cidade Murada ao lendário bairro de Getsemaní. Também servia para a defesa da cidade, impedindo o acesso de corsários e piratas. Ao atravessar as arcadas da torre, encontrava-se a Praça dos Coches, e uma estátua de Pedro de Heredia, o fundador de Cartagena.

 

Praça da Alfândega -

Era a maior e a mais antiga praça da cidade. Nos tempos coloniais, funcionava como Praça de Armas, porque ao seu redor foram instalados prédios governamentais e administrativos. Aqui estava a casa onde morara o fundador de Cartagena, Pedro de Heredia, e uma estátua em homenagem a Cristóvão Colombo. Aqui estavam restaurantes, bancos. lojas de câmbio e onde eram realizados eventos, concertos ao ar livre, o Festival Internacional de Cinema de Cartagena e exibição de luzes de Natal.

 

Praça de Bolívar -

Uma bela praça em estilo espanhol, muito arborizada. Seu primeiro nome fora a Plaza de la Catedral. Em 1610, quando o Tribunal da Inquisição fora instalado, era chamada de La Heroica pelo Decreto Real do Rei Felipe III. Em fevereiro de 1614, adotara o nome de Plaza da Inquisição, já que servira de cenário da primeira sentença por heresia. Já em 1896, com a chegada da estátua do  Simón Bolívar, libertador e fundador da Gran Colombia, a praça fora rebatizada, sendo até os dias de hoje conhecida com Plaza de Bolívar.  Hoje era ponto de encontro dos cartagineses. Em um lado da praça ficava o Museu do Oro Zenú e do outro, o Palácio da Inquisição.

Praça de Santo Domingo 

Era a praça mais animada da cidade, com vários restaurantes, Cafés e bares. Além dos turistas, tinha músicos, dançarinos e outros artistas que apresentavam seus espetáculos. Abrigava a escultura do mestre Fernando Botero, chamada de Figura Reclinada nº 92, 9 (La Gordita) bem em frente a Igreja de Santo Domingo e miniaturas eram vendidas pelos ambulantes. A igreja era a mais antiga, construída no final do Século XVI e tinha somente uma torre, porque a outra nunca fora concluida. Em seu interior tinha uma imagem de Cristo, esculpida em madeira no século XIX e uma Virgem Maria, com coroa de ouro e esmeraldas. Segundo uma lenda, dos tempos coloniais,  a cúpula da igreja fora atacada por uma criatura maligna, mas sem sucesso, caira no poço da praça transformando a água pura em água de enxofre. 

 

Praça de São Pedro de Claver 

A praça abrigava uma igreja do Século XVII  e um museu do mesmo nome. A igreja era dedicada a São Pedro Claver, o Monge da Ordem dos Jesuítas, um grande defensor dos direitos dos escravos. Os restos do missionário eram conservados em uma urna no altar-mor. O museu funcionava em um antigo Claustro colonial,  ao lado da igreja, onde vivera e morrera o jesuíta San Pedro Claver. Atualmente o museu  expunha uma coleção arqueológica pré-colombiana. A praça era cercada por bares, restaurantes, joalherias e lojas de artesanato e onde eram expostas algumas esculturas feitas de sucata assinadas pelo artista Enrique Grau.

 

Praça dos Carros

Era a primeira praça ao atravessar a Porta do Relógio, já dentro da cidade amuralhada. Os prédios coloridos ao redor da praça, preservavam a arquitetura colonial espanhola. A passarela de arcadas, situada na lateral da praça, dava uma boa sombra e abrigava barracas de doces e vendedores diversos. Em março, servia de local para o Festival dos Doces.  Era o ponto de encontro das charretes para passeios pelo centro histórico da cidade. 

 

A praça fora nomeada de várias maneiras ao longo de sua história. Primeiro ficou conhecida como o Juiz, porque,  o advogado em direito, Dom Francisco de Santa Cruz, morava em uma casa na esquina da praça. Mais tarde, tornara-se o local de venda de negros africanos, que vieram para a cidade como escravos e recebera o nome de Plaza del Esclavo. No final do Século XVI, mercadores se instalaram em um dos lados da praça, onde ofereciam os mais variados produtos e seu nome fora substituído por Plaza de Mercaderes. Anos depois, a venda de ervas fora autorizada, em um canto da praça, então as pessoas começaram a chamá-la de Plaza de Yerba. No final do Século XIX passara a ser chamada de Plaza de los Coches, por um decreto do Prefeito que permitia o estacionamento dos carros em frente ao Portal dos Dulces. 

Rumba em Chiva 

Era uma sensação em Cartagena, um city tour com festa, num ônibus colorido que circulava pela cidade, enquanto os passageiros se divertiam ao som da rumba, tomando cervejas e cuba libre à vontade. O passeio era comandado por um Guia turístico, que tinha como principal objetivo entreter e animar a festa. Com algumas paradas rápidas no meio do caminho, o destino final era, em geral, a cidade murada.

 

Teatro Adolfo Mejía - Carrera 4 # De La Merced 3638 Carrera 10  - Centro -

O Teatro Heredia, oficialmente conhecido como Teatro Adolfo Mejía, era um dos mais belos prédios históricos da Colômbia. Fundado em 1905 sobre as ruínas da Igreja de La Merced, que havia sido abandonada durante as guerras da Independência. O projeto fora inspirado no Teatro Tacón, em Havana. Inaugurado em 1911, com o nome de Teatro Municipal, celebrando o primeiro centenário da Independência de Cartagena, da Coroa espanhola (11 de novembro de 1811). Em 1933  fora renomeado para Teatro Heredia, em homenagem ao fundador de Cartagena, para comemorar o IV Centenário da fundação da cidade. 

 

Fora na década de 20 que alcançara seu maior esplendor. Com o passar dos anos o prédio ia se deteriorando e em 1970, o teatro acabara cerrando suas portas. A restauração fora de 1987 a 1998, quando reabrira com o recital da mezzo-soprano colombiana Martha Senn e a apresentação da Orquestra de Câmara, por Frank Preuss. Neste mesmo ano, o teatro passara a ser chamar Teatro Adolfo Mejía, em homenagem a um dos melhores músicos e compositores do Caribe. Atualmente permanecia bem conservado, tinha capacidade para 643 pessoas e era aberto para visitação. A visita podia ser feita de segunda a sexta, das 8.00 as 12.00h e das 14.00 as 18.00h.

Onde dormir

Existiam duas áreas onde se concentravam os hotéis: a Bocagrande e a Cidade Amuralhada, que era dividida em quatro pequenos bairros - Centro, San Diego, Matuna e Getsemani.

Bocagrande

Era uma a área moderna, com hotéis de grande porte e estrutura que oferecia o melhor custo-benefício, além de sua proximidade com a praia. A Cidade Amuralhada era a parte antiga com vários pontos turísticos e bons restaurantes.Se pretendesse curtir a atmosfera antiga de Cartagena, e ficar próximo da área de interesse turístico, escolha um hotel na Cidade Amuralhada, principalmente nos bairros do Centro e de San Diego, que tinham a melhor localização. Um dos que tinha maior demanda era o Hotel Santa Clara, e opções mais econômicas, como San Pedro Hotel Spa, Casa La Fe e Casa Glória Boutique. Se preferir uma região com ares contemporâneos, deveria ir para Bocagrande, que ficava perto da praia e permitia facilmente chegar ao centro. No bairro encontravam-se hotéis,como Hilton, Capilla del Mar e o Atlântic Lux, que ofereciam boa estrutura por um valor de diária que se podia chamar de normal.

B&B Hotel Cartagena Cartagonova - $$$$ - Calle Marcos Redondo, 3 –

Os quartos eram bons, modernos e arejados, com ar condicionado, frigobar, televisão por satélite e uma mesa auxiliar. O café da manhã era servido mediante solicitação e/ou para levar ao quarto.

Hotel Los Habaneros - $$$ - Calle de San Diego, 60

Era um hotel moderno, situado em frente ao Escritório de Turismo e as muralhas da Cidade Antiga. Oferecia aluguel de bicicletas e  computadores tablet na área de Recepção disponível para acesso pelos hóspedes. Os quartos eram espaçosos, com ar-condicionado, TV, mesa auxiliar, WiFi gratuito e banheiros modernos e secador de cabelo. O restaurante oferecia um menú do dia, com pratos locais e internacionais.

NH Campo Cartagena - $$$ - Calle Ciudadela, 24 –

Estava situado em uma área residencial, dispunha de quartos elegantes e espaçosos, ar-condicionado e Wi-Fi gratuito, TV HD com canais via satélite, banheiro privativo com secador de cabelo, amenities e menú de travesseiros. O bar funcionava 24 horas e o restaurante servia jantar de segunda a quinta-feira.

NH Cartagena - $$$$ - Calle Real, 2 –

Estava localizado no centro histórico, em um calçadão tranqüilo e ao lado do prédio da Prefeitura. Contava com Wi-Fi gratuito em todas as áreas e modernos e elegantes quartos com ar-condicionado e menu de travesseiros. Havia acomodações para fumantes e não-fumantes. O café da manhã estava incluído na diária e o Gastrobar Cibus oferecia pratos típicos da cozinha regional.

Pousada de Espanha Cartagena - $$$ - Calle Luxemburgo-

Era um hotel moderno que se encontrava dentro do parque empresarial de Cabezo Beaza, a apenas 5 minutos de carro do centro histórico. Os quartos tinham TV HD, Wifi, banho completo e amenities cortesia. Tinha uma academia, com acesso livre para os hóspedes.

Sercotel Alfonso XIII - $$$$ - Paseo Alfonso XIII, 40 -

Localizado em uma das principais ruas, ficava a 500 metros do centro histórico. Os quartos contavam com ar-condicionado e Wi-Fi gratuito, TV com canais internacionais via satélite, cofre e comodidades para fazer chá e café, frigobar e banheiro privativo com secador de cabelo e produtos de banho de cortesia. O bar El Galeon funcionava até as 23 horas. Tinha uma academia e disponibilizava aluguel de bicicletas.

Outras sugestões de hospedagem

  • Casa Crespo Beach

  • Casa Gastelbondo

  • ​Épica House Hotel

  • Pousada Isabel

  • Pousada La Fé

Onde comer

​A cidade tinha bons restaurantes da cozinha internacional e cozinha colombiana.  A proximidade com o mar, possibilitava encontrar no cardápio dos restaurantes pratos com peixes, camarões e lagostas, com a vantagem de serem servidos frescos. ​Em matéria de alimentação, aqui tinha dois momentos: de um lado as frituras servidas no café da manhã, e de outro, as frutas, encontradas em qualquer cantinho, e também pelas ruas: arepas, manga, morangos e algumas desconhecidas para os brasileiros.  Os pratos principais vinham acompanhados de arroz de côco e patacón, que era um tipo de bolinho de banana frito. Para beber, escolha um dos diversos sabores de frutas locais, incluindo o corozo, ou na limonada com côco, muito procurada no litoral colombiano. 

​A Casa de Socorro - Calle 25, entre a Calle 24 e a Carrera 9 -

Para provar a comida típica colombiana, experimentar o patacón, os peixes que desmachavam na boca, o arroz de coco e a limonada de coco, vá a La Casa de Socorro. Aqui encontrará um cardápio cheio de opções, com pratos como camarões, peixes e langostinos, além de carnes. O restaurante era simpático, com mesas de madeira, paredes rústicas e garçons atenciosos. Tinha como prato carro chefe a Cazuela e outros preparados com frutos do mar.

 

A Cevicheria - Calle 39, na esquina com a Carrera 7  -

Localizado em San Diego, um bairro dentro da Cidade Amuralhada, o restaurante era pequeno e muito concorrido. Tinha poucas mesas no interior e a maior parte dos lugares, ficava na área externa. Seu forte eram pratos da típica comida do país,  e o  Ceviche.

 

A Cozinha de Pepina – Cl. 25 #10B-6 -  

Era considerado um dos melhores restaurantes da cidade. Estava localizado a cerca de 1 km da Torre do Relógio, portal da Cidade Amuralhada, no bairro de Getsemâni. Sua criadora, falecida em 2014, fora María Josefina Yances Guerra, reconhecida por sua culinária tradicional colombiana. Entre os pratos mais famosos estavam os ajíes rellenos, uma entrada feita com pimentões recheados, o mote de queso, uma sopa feita com inhame e queijo, a sopa Caribe, feita com cubos de peixe frito e leite de coco, e a cabeza de gato, composta por bolas de banana, inhame e mandioca temperadas, por cima de um molho vermelho.

 

A Paletteria - Cl. 35 #03-86  - local 2 -

As paleterias eram  muito fortes em Cartagena, com o calor que fazia o ano todo nada como um picolé geladinho para refrescar. A forma com que os picolés eram expostos nos balcões, formando uma espécie de arco íris das mais diferentes cores e sabores, ativavam o paladar dos visitantes. Experimente os sabores tutti frutti, os de avelã e o de morangos.

Bacco Trattoria – Calle Quero, 9-14 -

Em um ambiente aconchegante e um atendimento acolhedor, inclusive pela dona do restaurante que acompanhava tudo de perto, o Bacco era uma excelente recomendação para os apreciadores da cozinha italiana.  As massas frescas preparadas no local, faziam parte da decoração, já que a cozinha tinha abertura para o salão. O ponto alto era o sabor italiano, com o toque caribenho, especialmente os pratos que levavam pescados e frutos do mar. ​No cardápio: tortelloni de abóbora com queijo de cabra ao molho de manteiga com sálvia e amêndoas tostadas. O cardápio apresentava diversas opções de saladas, massas, pizzas e risotos.  Para beber, experimente o suco de corozo, uma fruta de uma palmeira da região.

​Gaúcha Bistrô - Carrera 10c, entre a Calle 29 e 30 –

Era um pequeno restaurante localizado no bairro Getsemâní, com uma fachada com luzes e flores,era um charme e chamava a atenção dos visitantes que circulavam pela rua. No cardápio, apresentava deliciosas tapas, sanduíches, saladas, coquetéis maravilhosos e uma boa carta de vinhos. O nome de gaúcha, vinha da proprietária, que era de origem argentina.

Restaurante Zaitún - Calle 35 na esquina com a Carrera 5 -

O restaurante tinha um ambiente tranquilo e atendimento simpático. Não era dos mais caros e tinha uma comida muito saborosa, com inspiração na culinária árabe e um toque caribenho.

​The Beer Lovers -  Esquina Calle Gastelbondo y Calle Factoría - Centro Histórico –

Era um lugar para fãs de boa cerveja artesanal.  Com um estilo meio pub e com as  prateleiras no melhor formato de loja de cerveja, era uma ótima pedida pra quem curte conhecer cerveja artesanal local. Experimente as tapas, que combinavam com as cervejas e o ambiente.

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