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BUENOS AIRES - tangos e milongas - Argentina -  
parte  4/5  

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Tangos, milongas e chacareiras  -  para ouvir e dançar

A lista de milongas em Buenos Aires era interminável. Segundo a Associación de Organizadores de Milongas, havia mais  de 300  endereços. Indicamos as mais concorridas para que possa escolher da próxima vez, a que mais lhe agradar.  Agora em julho de 2023, quando os brasileiros costumam invadir a Argentina e em especial a capital Buenos Aires, os locais bem recomendados para assistir espetáculos de tangos e milongas com jantar ou sem, eram estes a seguir: El Querendi, La Ventana, Palácio Tango, Viejo Almacém e o Tango Porteño.

Bien de Abajo – La Glorieta -  Ficava nas Barrancas de Belgrano, próximo ao Barrio Chino.

Há 18 anos um grupo de aficionados por tango comandava esta milonga, uma das poucas ao ar livre e com entrada grátis. As aulas aconteciam aos sábados e domingos a partir das 17.00h. e a milonga começava as 20.00h, bem mais cedo do que as concorrentes. A entrada era grátis. 

Bilongón -  Está ubicada na Calle Cochabamba, 2536 – Galpom 3 -

Era uma nova milonga em Buenos Aires .-Foi inaugurada em 24 de maio de 2018, com o salão cheio. A Bilongón funcionava todas as quintas-feiras, no Galpón B,, casa da Orquestra Ciudad Baigón, mas recebia a cada semana uma Orquestra diferente. A idéia era priorizar o tango atual, o tango do século XXI, dizia o proprietário Fernando Bietti.  A milonga começava com aulas de tango, depois seguia o baile (a pista abria as 22.00h, com o DJ Fer Bieti e proposta visual de  Ignácio Amaitrian e mais tarde sempre rolava a apresentação de duplas ou grupos de bailarinos profissionais. 

Confitería Ideal  -  Calle Suipacha, 380 – Centro -

Era uma das milongas mais tradicionais de Buenos Aires. Funcionava desde 1912 e serviu para um dos cenários do filme Evita. O ambiente curtia a linha do charmoso-antigo. A média de idade dos dançarinos era 60/70 anos. Funcionava de terça a sábado das 22.30 a 3.00h. O baile era com Orquestra ao vivo. Oferecia aulas e matinês todos os dias. A entrada custava 60 pesos. 

El Beso  -  Calle Riobamba, 416 – Balvanera, próximo ao Congresso Nacional -

Promovia aulas de tango e  milongas as terças, quartas, sextas, sábados e domingos -  das 18.00 as 01.00 hs. -  

El Niño Bien  -  Club Region Leonesa – Calle Humberto Primero, 1462  -

Era um grande e tradicional salão portenho para os amantes do tango e de milongas. Possuia a melhor pista para danças ( assoalho ) em madeira especial para os dançarinos. Uma grata surpresa para apreciar o público comum dando seu show particular. Funcionava as quintas-feiras.

 

El Querandi - Esquina das ruas Moreno e Peru - entre os bairros de San Telmo e Montserrat -

Ficava em um dos mais antigos casarões de Buenos Aires. Em 1920 esse espaço foi reformado, deixando-o bem elegante, e passou a ser usado como um bar e uma casa de tango. Depois de ficar aproximadamente 12 anos fechado, em 1992 o local, mais uma vez, foi totalmente revitalizado e hoje era reconhecido como Patrimônio Histórico da Cidade de Buenos Aires. o show no El Querandi tinha uma produção menor, até por conta da sua limitação de espaço. A casa não era muito grande e recebia apenas 150 pessoas, mas isso era bom porque não existiam assentos longe do palco e o ambiente ficava bem intimista. O show era bom e se destacava por sua simplicidade. Nele se apresentam uma banda de quatro músicos, três cantores e mais seis dançarinos. O jantar opcional começava a ser servido a partir das 20.30 e o show começava as 22.00h.

El Viejo Almacén - Avenida Independencia, 299 - San Telmo -

Grandes expoentes do tango passaram por aqui: Aníbal Troilo, Osvaldo Pugliese, Roberto Goyeneche entre muitos outros dispersaram seus talentos, que foram apreciados e aplaudidos por inúmeras personalidades entre as quais o Rei Juan Carlos e a Rainha Sofia, da Espanha, Presidentes de diferentes nações do mundo e muitas outras personalidades que tornaram possível que a fama de Viejo Almacén transcendesse além de nosso país. Era uma das primeiras referências quando o turista perguntava sobre tangos e milongas.

Flor de Milonga – Av. Rivadavia, 1392 – Montserrat -

Sob orientação dos professores Gerry e Lucia oferecia aulas de tangos e milongas as terças-feiras a partir das 19.00 hs. até as 2.00 da manhã.

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La Viruta  -  Calle Armênia, 1366 – Palermo SoHo.

Era tanta gente num mesmo lugar, que não dava tempo de se sentir acanhado. Com o lema Entrás caminando, salís bailando, esta milonga era das mais animadas da cidade. Entrada: cobravam 60 pesos ( incluia as aulas, a milonga e o show ao vivo ). Funcionava na sede do Clube Armenia. Detalhe: afirmavam  aceitar reservaciones para mesas, porém se a casa estivesse lotada e algum argentino se apresentassem antes, danou-se sua reserva. Aqui a prioridade era do pueblo local. Agora, que o turismo foi pro brejo, espero que tenham mudado de comportamento e aprendido a respeitar o turista!

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Lo de Celia Tango – Calle Humberto Primo, 1783 -

Funcionava as sábados a partir das 21.00 e aos domingos à tarde a partir das 17.00h. Era muito frequentado pelos locais, principalmente pelos mais jovens.

Maldita Milonga  -  Calle Perú, 571 – San Telmo -

O ritmo tangueiro batia forte com a Orquestra Típica El Afronte.  Eram  11 instrumentistas, ao vivo, sempre as segundas e quartas-feiras, a partir das 22.30. Para quem quizesse ensaiar uns passitos, as aulas começavam a partir das 21.00. A entrada era 80 pesos.

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Obelisco Tango – Calle Entre Rios, 1056 – bairro San Cristobal -

Ficava nas imediações do bairro San Telmo e muito próximo a Plaza Dorrego.

Salón Canning – Parakultural  -   Calle Scalabrini Ortiz, 1331 – Palermo SoHo -

Foi fundado pela comunidade grega de Buenos Aires no início do século XX. Era considerada a milonga mais avançada no quesito técnico. Os dançarinos eram de intermediário para cima. As aulas – para principiantes, inclusive – aconteciam de segunda a quinta, das 19.00 as 21.00h. As milongas eram as segundas, terças e sextas, a partir das 23.00h. Mas o bicho pegava mesmo a partir da 1.00h ! A entrada era de 100 pesos. 

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Velvet Club - Cabildo, 3445 -

Inaugurado no final de 2017, no bairro de Monserrat,  vinha se consolidando muito rapidamente na cena musical de Buenos Aires, com um palco eclético, aberto ao jazz, rock, soul, pop, world music, indie, latin e tango. Aos domingos de maio e junho tinha rumba, com Obba Yoko e  Rafael de la Torre, um cantor cubano muito conhecido, fundador da Nueva Trova Cubana juntamente com Silvio Rodríguez, Pablo Milanés e Noel Nicola. Quem estava à frente do Velvet Club era a cubana Litay Luna, ex-Bóris Club, em parceria com os empresários franceses Jean Lauriot e Antoine Raux, Reformaram uma antiga casona, com forte investimento em iluminação e acústica.

Yira Yira – Calle Humberto Primo, 14 -

Funcionava as sextas-feiras das 23.00 as 4.00h., com aulas de tango e danças para o público em geral, especialmente para os turistas.

Espetáculos de tangos

Era difícil decidir qual dos espetáculos de tangos, milongas e folclóre assistir. Eram vários e todos muito bons e extremamente  profissionais. Coisa de quem estava acostumado a lidar com turismo de alto nível. Veja a relação e faça sua escolha para sua próxima viagem:

 

Academia Tango Club -  Calle Beruti, 4643 - Palermo -

A comunidade   de   orquestras  de  tango,  formada por mais de 100 profissionais, acabava de inaugurar um novo espaço para realização de concertos e também para milonguear.  Funcionava  de  quarta  a sábados. Eles se apresentavam com suas próprias formações, mas também com convidados. Os preços eram entre  80  e 100 reais. O diretor de La Academia Tango Club, era Rodolfo Roballos, bandoneonista, também integrante  do  Quinteto Varietal  e  da  Orquestra de  Rodolfo Mederos, e um dos mais importantes nomes da música contemporânea  de  Buenos Aires. O grande maestro Rodolfo Mederos, também atuava na equipe como diretor honorário.   

 

Café de Los Angelitos - Avenida Rivadávia, 2100 - Balvanera -

A estória da casa que Carlos Gardel frequentava datava dos anos 20, quando assinou seu primeiro contrato como cantante. Atualmente um show glamouroso revivia o passado do tango todas as noites. O visitante podia somente assistir ao espetáculo ou escolher jantar onde havia três opções de menu, que incluiam bife de chorizo com batatas rústicas e cebolas carameladas, torta de tomates e lombo de cervo, tudo regado a um bom viño argentino, por supuesto!    

Esquina Carlos Gardel - Carlos Gardel, 3200 – Abasto recomendado  -  

Era considerada a casa de tango mais elegante da cidade. Na Carlos Gardel o jantar+show custava 200 dólares por pessoa e incluia entrada, prato principal, sobremesa e bebidas liberadas. O jantar começava as 20.30 e o espetáculo as 22.30h.

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Gala Tango  -  Passaje 5 de Julio – 434 – San Telmo  - 

Era uma das casas de tango mais charmosa de Buenos Aires, por sua arquitetura e decoração em estilo francês. O cardápio do jantar era formado por pratos gourmets, acompanhados de vinhos originários de bodega própria. Apresentava orquestra, típica, cantores e bailarinos.

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Senhor Tango – Calle Vieytes, 1655 – 

Excelente interpretações de tangos. O jantar iniciava as 20.30h e o espetáculo a partir das 21.30h. Oferecia serviço de transfer a partir dos hotéis. Dirigido e apresentado por Fernando Soller. Era um dos mais sofisticados e criativos espetáculos da noite portenha, tinha o estilo dos grandes shows do Lido de Paris e da Broadway. Recomendado!

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Tango Porteño - Cerrito 570 – Centro -

Era um espetáculo completo que às vezes contava com a participação de Juan Carlos Copes, considerado o melhor bailarino de tangos e milongas do meio artístico portenho. Também oferecia jantar, onde era possível escolher entre três opções de entrada, quatro tipos de pratos principais e duas opções de sobremesa, com vinho tinto ou branco liberado, além de cervejas, águas e refrigerantes. Opcional para quem quiser uma aula de tango, devia se apresentar no local uma hora antes. Disponibilizva traslado cortesia. Dependendo da localização de seu hotel dava para vir à pé. Recomendado!

La Ventana – Calle Balcarce, 425 – San Telmo  -  
Seu show era focado nas tradições do norte e do pampa argentino. Estava instalada num antigo cortiço restaurado, mantendo sua estrutura original. Era um dos shows mais concorridos da noite portenha. Agora,  em junho de 2023 figurava novamente entre as 10 melhores atrações noturnas para o turistas que visitarem a capital argentina. 

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Outras opções para a noite

Esperanto  -  Av. Juan B. Justo, 1625 – Palermo  -  Era a mais animada danceteria da cidade, com vários ambientes, sendo um deles o restaurante.

La Viola Bar  -  Calle Humbold, 1793 – Palermo  -  Também tinha ares de pub. Oferecia ótimas cervejas, petiscos e uma seleção de músicas que passavam nas TVs de tela plana.

Pacha – Avenida Costanera Norte y La Pampa  -  Possuia a melhor pista ( assoalho )  em madeira especial para os dançarinos. Uma grata surpresa para apreciar o público comum dando seu show particular.

Van Koning  -  Calle Báez, 325  -  Las Cañitas  -  Eraum autêntico pub em versão holandesa, com três ambientes à meia luz. Oferecia um excelente cardápio de petiscos e cervejas.

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Tango em Buenos Aires: viva uma experiência!

A jornalista brasileira Gisele Teixeira vivia há mais de dez anos em Buenos Aires, onde atuava como professora de tango, editava o blog Aqui me Quedo, com 2.400 matérias publicadas, sendo mais de 500 somente sobre temas tangueiros, tendo sido declarado de Interesse Cultural pela Legislatura portenha. Formada Instrutora de Dança pelo Centro Educativo de Tango de Buenos Aires (Cetba),  especialista em História Social e Política do Tango Argentino pela Facultad Latinoamericana de Ciências Sociales (Flacso), era também Professora de tango na Maldita Mlonga, há 10 anos, Professora na Bohemia Tanguera, desde 2018 e Colunista do programa de rádio Sempre Tangos, conduzido por Fábio Verardi e produzido por Alessandra Bergmann, exibido pelas Rádios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e RadioSul.Net

Com todo esse respaldo, Gisele Teixeira criou um programa denominado  Tango em Buenos Aires: viva uma experiência. O objetivo era levar turistas, principalmente brasileiros, a conhecer melhor o tango, a aprender a ouvi-lo e a dançar. Estabelecido o contato através do celular +54 911 5598.3376 ou pelo contato@aquimequedo.com.br, ela irá a seu encontro no hotel e o levará para uma aula em grupo ou individual em uma milonga, e o lugar vai depender do dia da semana que você escolher. Aí  receberá as noções de caminhada e abraços, e dará os primeiros passos de tango. – Depois da aula, enquanto não começar a milonga, ela fará uma palestra sobre a história do tango e dará detalhes sobre a etiqueta milongueira. A seguir, vem a parte prática e assistência a um show de tango.

 

La Empoderada  - Calle Paraguay, 918 - Teatro ND 

Era uma orquestra de tango em Buenos Aires, que reunia cerca de 30 mulheres de diferentes partes da Argentina e exterior, com um repertório integrado exclusivamente por temas compostos, interpretados e arranjados por mulheres e dissidências. Em geral eram tangos novos, potentes, revolucionários e feministas.

 

Segundo sua diretora,  a violinista Pamela Victoriano, a orquestra nasceu em 2018 a partir de um grupo de Facebook que criado para reunir músicas e mulheres. A princípio era mais para estarem juntas, mas em duas semanas chegaram a 5.000 adeptas. Quando se deram conta de que eram tantas, surgiu o desejo de construir espaços musicais de liberdade, onde os direitos fossem iguais para todos. Desse grupo saiu não somente a La Empoderada, mas uma orquestra de jazz a Sister Side Big Band e uma segunda, ligada ao folclore a música latino-americana, a Suculenta Flor de Orquestra. Para informar-se sobre as apresentações: www.facebook.com/laempoderadaorquestaatipica

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Recomendações

Para ir a bailar, use sapatos confortáveis! Algumas milongas não aceitvam cartão de crédito! Sempre leve dinheiro cash para os gastos com comida e ou bebida, não incluídos no valor da experiência. Buenos Aires era uma cidade onde a vida noturna começa tarde. Para aproveitar a experiência tangueira, faça uma siesta de tardezinha, para estar por inteiro à noite. E, a proposta de emendar com o passeio do dia, poderia ser cansativo.



 

Livraria El Ateneo

As Confeitarias e Cafés

Como a capital portenha sempre copiou o estilo dos hábitos e costumes europeus, notadamente da Espanha, com certeza não poderiam faltar as Cafeterias. Segundo os app Booking e TripAdvisor eram mais de 150 estabelecimentos do gênero espalhados pela cidade. Escolhemos alguns que já visitamos e outros indicados por amigos que visitaram Buenos Aires.

Bracia – Calle Mendoza, 1810 – bairro Belgrano -

Era uma Cafeteria alemã autêntica, onde praticamente tudo que vendia era produzido na casa. Os destaques eram o café da manhã e o lanche do final da tarde. Até o atendimento era agradável. Também servia refeições com pratos da culinária argentina e sul americana. Vale conferir!

Café La Poesia – Calle Chile, 502 – San Telmo

Era um ótimo Café de arte bar literário e lugar de encontro...  O ambiente era rústico, isso poderia incomodar algumas pessoas, mas esse era o charme do lugar. Comida ótima, bom atendimento, e tratava-se de um lugar super tradicional na cidade, domingo tem fila para conseguir mesa. Se modernizar perde o encanto!

 

Café de los Angelitos – Calle Rivadavia, 2100 - Balvanera.

Era um histórico café de tango e local onde Carlos Gardel estabelecera seu bar a partir de 1912. Foi inaugurado em 1890 com o nome de Bar Rivadavia pelo imigrante italiano Bautisto Fazio, com instalações precárias e chão batido. Naqueles anos era um bairro habitado por setores populares, que se tornou ponto de encontro e sociabilidade, caracterizado pela presença de compadritos e mulheres referidas como pretas, pardas e chinesas. O salão do Café era onde se poderia ver e ouvir músicos tocando melodias à tarde. Era complementado pela sala de espetáculos e jantares-show, pela boutique de souvenirs e pela sala de exposições e eventos especiais.

 

Café Paris -  Calle Miguel de Azcuénaga, 1200 -

Funcionava há mais de 90 anos em um casarão de estilo neoclássico. Originalmente ali era leiteria La Martona, depois foi transformada em um restaurante chamado El Popular. Em plena pandemia, o proprietário anterior teve que vendê-lo e quatro gastronômicos se uniram para reabri-lo (dois garçons muito conhecidos no bairro, Gustavo Basic e César Cuellar).

 

Café Proa – Av. Don Pedro de Mendoza, 1929 -

A moderna Fundação Proa era dedicada exclusivamente à arte contemporânea. Localizada em  La Boca, bem próximo ao Caminito, possuia em seu segundo andar uma charmosa cafeteria: o Café Proa, que além de opções de almoço, oferecia também patisserie 100% caseira, com tortas, muffins, bolos e várias outras delícias. Sem falar na vista para o rio. Excelente opção para relaxar e aproveitar depois do seu passeio pelo bairro.  Abria de terças a domingos das 11.00 as 19.00h.

 

Café Tortoni - Avenida de Mayo, 825  -  Centro -

Um dos cafés mais tradicionais e famosos da cidade, inaugurado em 1858, fazia parte de história da Argentina. Tinha uma decoração antiga e era muito procurado por turistas, nem que fosse apenas para conhecer seu interior e informar-se um pouco sobre seus velhos freqüentadores. Entre os clientes famosos, Jorge Luis Borges, que costumava comparecer e escrever aqui seus. O Café mantinha uma estátua do escritor ao lado do cantor Carlos Gardel e da escritora e poetisa Alfonsina Storni, que se suicidou entrando mar à dentro em Mar Del Plata.

 

Confeitaria Ideal  -  Suipacha, 383 -  San Nicolás -

Com mais de 100 anos e considerada uma das 12 mais bonitas do mundo, foi construída em 1912 a pedido de Manuel Rosendo Fernández, um imigrante galego que encomendou a obra ao engenheiro C. González e a maior parte dos materiais foram trazidos da Europa. Visitá-la e saborear seus produtos maravilhosos e apreciar sua beleza, era um recomendação a todos que vierem a capital argentina. Abria diariamente das 7.00h à meia-noite. De terça a sábado das 22.30 às 3.00h promovia  O baile  com música ao vivo.

​Confeitaria Las Violetas  - Avenida Rivadávia, 3899 -  esquina  Calle Medrano – 

Inaugurado em 1884 pelos imigrantes Felman e Rodríguez Acal, foi construído com os melhores materiais: lambris, magníficos vitrais, mármores italianos, lustres de bronze e móveis trazidos de Paris. Ficava próximo ao Centro e tinha como atração maior ser uma das mais antiga e charmosa da capital portenha. O seu interior em art noveau, com  espaços maravilhosamente conservados e com seus vitrais belíssimos, era uma visita obrigatória para quem apreciasse arte, luxo e qualidade dos produtos ali eram comercializados. Experimente seu café da manhã ou o lanche ao final da tarde. Qualquer um dos dois programas será inesquecível.

 

Delicious Café – Calle Laprida,2015 – entre Pacheco de Mello e Gutierrez - Recoleta

O lugar era muito organizado e bem decorado, atendimento ótimo e respeitoso. Tinham as melhores medialunas da região e um café muito bom. Era outra dica para um baita café ao final da tarde, depois da caminhadas pelo bairro da Recoleta.

 

El Ateneo Grand Splendid - Avenida Santa Fé, 1860 –

A livraria que já fora teatro e cinema, apresentava um dos ambientes mais agradáveis da cidade para tomar um café montado sobre o antigo palco, aproveitando para folhear os clássicos da literatura argentina.

 

El Café de García - Calle Sanabria, 3302 - bairro Villa Devoto – 

Situado num agradável e distante bairro típico, era um  cafés dos antigos, com piso de azulejo, mesa de sinuca, petiscos deliciosos, e com um lindo gazebo na entrada para os dias de verão.

 

El Patio - Rua Armênia, 1764  - Palermo Soho -

Esta pequena cafeteria localizada próximo da Praça Armênia, era outra das mais charmosas da capital portenha. Todos os detalhes do lugar, repletos de flores e plantas e com objetos vintage, transformavam sua atmosfera em um local encantador, além de garantir lindos registros fotográficos. Poderia escolher entre sanduíches e saladas, cafés e chás, deliciosos brunches, doces, sobremesas e muito mais! 

 

Gato Negro - Av. Corrientes, 1669 - 

Aberto em 1928 no trecho mais emblemático da Av. Corrientes, entre as ruas Montevideo e Rodríguez Peña, o lugar Aberto desde 1928, famosa por seus temperos, cafés e chás, a casa mantinha intacto o estilo de um elegante armazém do início do século XX. Guardava o mesmo mobiliário original com as suas mesas de madeira, suas cadeiras Thonet, seus balcões e estantes de carvalho e até os mesmos pisos originais da época. Entrar no Gato Negro era uma experiência sonora única, já que os deliciosos aromas podem ser sentidos desde a porta de entrada. Sementes e ervas aromáticas, temperos, sais dietéticos e especiarias em potes eram expostos à venda. Também uma seleção de chocolates e uma grande variedade de doces.

 

La Biela – Avenida Pres. Manuel Quintana, 596 – Recoleta

Funcionava desde 1850, era um dos mais tradicionais cafés da cidade. Em estilo francês, tinha mesinhas fora e paredes internas revestidas em madeira. Entre seus ilustres frequentadores estavam Adolfo Bioy Casares, Ernesto Sábato, Jorge Luis Borges, Julio Cortazar, Joan Manuel Serrat, Joaquín Sabina, Facundo Cabral, Pérez Celis e também atores e atrizes de todos os meios de comunicação, pilotos de Fórmula 1 de diferentes épocas, bem como jogadores de futebol famosos. O tempo parava um pouco quando nos sentavamos em uma de suas mesas e desfrutavamos da excelente gastronomia resguardada de sua história. Era também recomendada para um almoço rápido.

Panaderia Árabe Fatay – Calle Felipe Vallese, 3535 -

Era uma padaria histórica desde 1920, de uma família libanesa que hoje eram os reis da FATAY, uma empanada árabe que era uma verdadeira iguaria! O processo de produção era todo artesanal, começava primeiro com os pães, depois os diferentes recheios e o formato típico destas empanadas. O segredo era que utilizavam forno à lenha a 350 graus. Aqui o visitante poderia saborear o melhor da culinaria árabe, incluindo uma variedade de doces,com destaque para a Baklava.

Salão de Chá -  Avenida Córdoba, 946

Instalado no primeiro andar do prédio onde se encontrava a sede da Aliança Francesa, havia escondida uma pequena sala de chá. Sala de estar estilo Luís XVI com piso de mosaico, grandes espelhos nas paredes, elementos decorativos como pilastras com capitéis clássicos, guirlandas e obras de arte nas paredes. Um dos elementos mais marcantes desta pequena sala são seus incríveis vitrais tanto nas portas como nas janelas. Dois grandes vitrais decoravam esta sala e enchiam de luz o espaço interior. Restaurado para lhe dar o brilho original deste pequeno espaço, oferecia cozinha de orientação francesa onde se poderia desfrutar de pequenos-almoços e lanches acompanhados da melhor pastelaria da cidade. Também tinham outras opções como sanduíches, saladas e bolos. Abria de segunda a sexta das 9.30 às 20.30h e aos sábados das 9.00 às 14.00h.

A força o a doença do peronismo, ainda vicejava forte na Argentina, especialmente em Buenos  Aires, onde existiam os bares/restaurante Peron Peron, Santa Evita,  e este  em homenagem a Néstor Kirchner - Lo de Néstor. Como dizia um jornalista aqui de Porto Alegre: não há o que não haja! . ​O castelhano era tão irracional, que só tinha uma aspiração na vida: elejir um peronista pá vivir tranquilo!. Se quiser saber um pouco mais sobre o país e seu povo, leia o livro Os Argentinos, de Ariel Palácios. Era um tratado sobre o país vizinho e seu povo!

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