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RÜDESHEIM  Am Rhein -  Vinhedos e Vinícolas do Reno -
Alemanha

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ETIAS 2025 - Autorização para entrar na Europa

Anunciado em 2016, o  European Travel Information and Authorization System (ETIAS) — Sistema Europeu de Informação e Autorização — está cada vez mais próximo de ser concretizado. A nova regra de entrada de estrangeiros na Europa se baseia no sistema americano, com maior segurança e será válido a partir  de 2025, ainda sem data para início dos procedimentos.. O sistema verificará as credenciais de segurança e cobrará uma taxa (atualmente divulgada como sete euros) dos viajantes que visitam os países-membros do Tratado de Schengen, para fins de negócios, turismo, médicos ou de trânsito. Os viajantes, que atualmente visitam a Europa sem Visto, podem entrar na UE e nos países-membros de Schengen, gratuitamente e sem qualquer triagem de segurança digital antes de sua chegada à Europa. Vale lembrar que o ETIAS não será um Visto, mas uma autorização de viagem para viajantes que não precisam de Visto Consular para visitar a Europa.

As informações e recomendações inseridas neste texto, objetiva facilitar seu programa de viagem para visitar esta pequena e charmosa cidade alemã, debruçada sobre o Rio Reno. Portanto, escolha o que pretende conhecer e monte seu roteiro para melhor aproveitar

sua passagem por aqui... 

Localizada na região do Vale do Rio Reno, e com pouco mais de 12 mil habitantes, Rüdesheim am Rhein, era uma daquelas pérolas turísticas que ainda eram desconhecida da grande massa turística. Pouco divulgada entre estrangeiros, atraia por ano aproximadamente 1,5 milhão de visitantes. A cidade sempre teve importância, por servir de entreposto comercial ao longo dos séculos. Aqui passavam barcos, que navegavam pelo Reno, trazendo mercadorias de diversos pontos da Europa e muitas mercadorias eram negociadas em Rüdesheim.

 

O que a fazia atrair turistas, entre outros, era a construção do Monumento Niedervald, símbolo da unificação, em 1871, reunindo 39 diferentes reinos, ducados e cidades germânicas após a Guerra Franco Prussiana.  Havia registros de habitações na região, já no ano 2500 a.C., e constava que os Celtas foram os primeiros a habitar o lugar. E foram seguidos pelos romanos no século I, que ficaram em torno de 400 anos, dominando a área. Depois,  foi a vez dos francos e outros que também apareceram por aqui.

Adlerturm

Era a Torre do Gavião, de 20,5 metros de altura, que ficava na margem do Rio Reno, próximo ao porto da cidade, onde chegavam os barcos de turismo.. A torre gótica tardia fazia parte da antiga fortificação da cidade e foi construída no século XV. O Calabouço localizado no porão, só era acessível através de uma abertura na parte superior. No século passado, funcionava na torre o hotel Gasthaus Zum Adler, que deu o nome pelo qual ela era conhecida. Constava que Johann Wolfgang von Goethe aqui se hospedava durante suas estadias em Rüdesheim.

 

Brömserburg

Quem chegava de trem e caminhava em direção ao centro, passaria por duas construções que se destacavam: o Brömserburg,  que fora propriedade dos arcebispos de Mainz, no período dos séculos X ao XIX. Também encontraria o Boosenburg,  construído no século IX e e que ficava ao lado. Eraum castelo imponente, todo em pedra e o mais antigo do Reno.  Hoje, estava do outro lado da B-42, estrada que margeava o Reno. As grossas paredes de mais de dois metros de altura e tetos abobadados, explicavam cada ataque sofrido pela Fortaleza, mas somente a parte sudeste fora destruída num ataque, pelo Duque de Longueville, em 1640. O castelo foi habitado até 1937 e depois adquirido, em 1941, pela cidade de Rüdesheim, que nele instalou o Museu do Vinho do Vale do Reno – Rheingauer Weinmuseum.

Boosenburg - Fica na Oberer Burgweg.

Era uma Fortaleza românica, que se destacava por sua torre de 38 metros de altura, e seus jardins cheios de parreirais. Datada do século IX, servira durante muitos anos como residência. Em 1830, foi adquirida pelo Conde Schönborn, que a reconstruiu. Desde 1939 era a sede da Vinícola Carl Jung, e continuava a ser uma residência privada. Não era aberta ao público. 

Brömserhof  - Oberstraße, 29 -

​Era um dos prédios mais bonitos da cidade, construído a partir de 1292, era a antiga residência da família Brömser. A belíssima construção abrigava uma capela gótica e um salão com magníficos afrescos. Hoje acolhia o Museu de Instrumentos Musicais Mecânicos.

Drosselgasse

Era uma ruela, que na verdade era apenas um beco estreito e charmoso, com 144 metros de comprimento, que reunia lojinhas e restaurantes. Com uma arquitetura típica enxaimel, tinha vários trechos onde parreirais  serviam de cobertura, aumentando ainda mais sua beleza. Ao caminhar por ela, observe ao alto a beleza das janelas e as placas de ferro forjado, com as mais variadas imagens e referências religiosas ou históricas

 

Era também nas calçadas desta rua que acontecia todos os anos a bonita Feira de Natal, Rüdesheimer Weihnachtsmarkt, que para este ano de 2023, estava programada para ocorrer de 23 de novembro a 23 de dezembro, com funcionamento das 11.00 as 22.00h. No meio da Drosselgasse (quem vinha do rio, à esquerda), ficava uma torre com vários sinos, conhecida como Glockenspiel, que tocavam música diversas vezes ao dia.

Feira de Natal das Nações

No coração do centro histórico da cidade, na Praça do Mercado pela Marktstraße via Oberstraße até a Drosselgasse  e a Rheinstraße e de volta à Praça do Mercado, ao redor da cidade velha, acontecia anualmente o Rüdesheim Christmas Market of Nations. Eram mais de 100 lojinhas de Natal, com decoração festiva natalina, com artesãos que produziam principalmente seus produtos no próprio local, velas, jóias, figuras de madeira, fogueiras, gravuras em vidro,  arcos de velas, presépios, objetos em  estanho e bonecos estavam representados.

Glockenspiel

A cada 30 minutos, entre 9.30 e 22.00h, todos os dias, dois belos carrilhões de sinos tocavam música. Feitos de porcelana Meissen, faziam turistas e moradores entortar o pescoço para ver as figuras de madeira que representavam os quatro grandes anos das safras vinícolas no século XX da região. Era uma das atrações mais populares da cidade.

Igreja de São Jacob

​Era a Igreja católica que ficava na praça do Mercado, datada do século XIV. Foi construída pelo cavaleiro Johann Brömser e totalmente destruída em 1944, durante um bombardeio na 2ª Guerra Mundial. Foi reconstruída anos depois, com um interior bem simples, o que contrastava com sua beleza externa. A torre era coroada por um cata-vento com uma lua crescente e a estrela em memória das Cruzadas, nas quais Brömser participara. Interessantes eram as efígies medievais de pedras, dos túmulos da nobreza de Rüdesheim e o portal gótico. Continuando em caminhada na direção ao Reno, chegava-se novamente beira-rio, onde se via na esquerda a Adlerturm.

 

Klunkhardshof

Era um belo prédio enxaimel de dois andares construído a partir da primeira metade do século XVI. Ficava na curva da Marktstrasse. A parede traseira do lugar era parte da mais antiga muralha da cidade, conhecida como Ortsbefestigung. Anteriormente o lugar pertencia a prestigiada família Klunkhard. Atualmente, este era um dos mais magníficos prédios da antiga Rüdesheim.

Mittelalterliches Foltermuseu - Oberstrasse, 49–51 -

Era o museu de torturas medievais, com 1000 m² de área de exposição que contava a história do tempo da perseguição às bruxas na Alemanha. Mostrava também uma rica coleção das mais impressionantes peças de torturas. Funcionava diariamente de abril a outubro, das 10.00 a 18.00h. e de novembro a março, somente aos sábados e domingos entre 13.00 e 17.00h. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Monumento Niedervald

Era considerado símbolo da soberania germânica, medindo 38 metros de altura, foi concluído em 1883. Composto por três partes principais: no centro, encontrava-se a estátua principal, chamada de Germânia, carregando a Espada Imperial, na mão esquerda e a Coroa do Imperador, na direita. Na cabeça, trazia uma grinalda de carvalho, simbolizando a glória. No canto direito da base, estava o Anjo da Paz, com uma cornucópia e um ramo de oliveira, que eram considerados, por séculos, como um símbolo de prosperidade e de paz, e estava voltado para o território alemão. No lado esquerdo, estava o Anjo da Guerra, com uma espada de combate em sua mão direita e a trombeta de guerra nos lábios, virado em direção à França, como se fosse um lembrete para que o país vizinho, não ousasse invadir as terras alemãs.

 

Museu de instrumentos Musicais Mecânicos - Oberstraße, 29 -

As paisagens vistas a partir dele realmente não pareciam ser desse mundo e levavam até o Monumento de Niederwald, que celebrava a unificação da Alemanha, e ao teleférico que retornava sobre mais parreiras até Rüdesheim. A descida se dava perto da casa mais antiga da cidade, onde funcionava este interessante e surpreendente museu musical. Tinha verdadeiras orquestras de madeira, fragmentos do primeiro disco do mundo, gramofones e até bandas pneumáticas de carrossel talhadas em madeira, pelos habilidosos carpinteiros da Floresta Negra. O que parecia um lugar descartável, vivia lotado de visitantes, tamanha a qualidade da música que sobrevivia ali, graças ao trabalho exímio de três maestros. Funcionava diariamente das 10.00 às 18.00h.

 

Seguindo para o outro lado da Oberstraße, chegava-se na filial da famosa loja de artigos natalinos Käthe Wohlfahrt. Apesar de ser filial e não ser grande como a matriz em Rothenburg ob der Tauber,  tinha muito o que oferecer e encantar o visitante. Ao lado da Loja Käthe, numa pracinha, estava o guichê de vendas de bilhetes para o teleférico que fazia um passeio lindo sobre os vinhedos e ia até o monumento Niederwalddenkmal.

Museu do Vinho do Vale do Reno

Apresentava uma das coleções relacionadas ao vinho, das mais antigas no mundo. Com cerca de 2.000 itens, conta a história do vinho na Alemanha, desde a antiguidade até os dias atuais. O museu explicava sua preparação, o funcionamento das rolhas, os rótulos e sua degustação. O visitante tinha algumas opções de ingressos: ingresso sem degustação e ingresso que variavam de 1 a 6 degustações.

Desde o princípio, a cidade sempre teve forte interasão com o cultivo de uvas e a produção de vinhos. Ao olhar para os lados, dava para ver os montes que a rodeavam, carregados de parreirais. A cidade ficava no meio da região vinícola conhecida como Rheingau. 

Museu dos Brinquedos e Trens em Miniatura -  Peterstrasse, 20 -

Estavam expostos brinquedos fabricados nos últimos 100 anos. Podiam ser vistos bonecas, lojinhas de brinquedo, cozinhas, carrinhos, trens (dos últimos 100 anos). Sem dúvida, uma das atrações era a maquete em miniatura do trecho do Rio Reno entre Rüdesheim e Koblenz. Nela, podia-se ver pequenos trens circulando, e que mostravam o grande sistema ferroviário entre os anos 30 e 50. A maquete tinha cerca de 17 x 3 metros. Abria diariamente das 8.00 as18.00h. Aos sábados e domingos abre das 11.00 as 18.00h. Entre janeiro e março,  permanecia fechado nos finais de semana.

 

Oberstrasse

EraÉ uma rua central onde se encontrava uma série de belas e antigas casas de várias épocas, como: Frankensteiner Hof, a Ritter‘sche Hof e a Bassenheimer Hof. E uma das mais belas de todas as residências aristocráticas de Rüdesheim era, sem dúvida, a Brömserhof, situada à esquerda de quem sobia pela Drosselgasse, entrando na Oberstrasse.

 

 

 

 

 

 

 

Vinhedos e Vinícolas

 

Algumas vinícolas ofereciam degustações e vendas diretas, para saborear os melhores vinhos produzidos, a partir das castas Riesling ou Späburgunder, que também podiam ser adquiridos nos bares e lojinhas da cidade. Um bom lugar para se deliciar com os vinhos, era a Georg Breuer, uma Vinícola de 35 hectares, que funcionava desde 1880 e tinha uma loja onde era possível fazer degustação em grupos.  

 

Era uma vinícola tradicional e se destacava pela qualidade dos rótulos, que acumulavam boas críticas em sites europeus especializados em vinhos. Apesar de ser reconhecida como uma excelente produtora de vinho branco, era importante destacar seu rosé Pinot Noir, uma excelência para quem apreciava vinho tinto encorpado.

 

Klunkhardshof

Era um bonito prédio de dois andares, em estilo enxaimel, construído a partir da primeira metade do século XVI, situado na curva da Marktstrasse. A parede traseira do local era a mais antiga muralha da cidade, e era conhecida como Ortsbefestigung. O lugar pertencia anteriormente a prestigiada família Klunkhard, e hoje, este era um dos mais belos prédios da cidade antiga.

 

Onde dormir

Havia mais de 20 meios de hospedagem e indicamos dois, que tivemos a oportunidade de conhecer:

Hotel Felsenkeler – $$$ - Oberstrasse, 39 –

Situado a apenas 2 minutos a pé das margens do Rio Reno, cada um dos quartos incluia uma pequena área de estar com TV via satélite e banheiro privativo. Alguns quartos ofereciam vista para o Reno e para as vinhas circundantes. A Taverna do hotel servia pratos regionais e os tradicionais vinhos do Reno. O café da manhã era muito bom e estava incluído na diária.

 

Hotel Kronem Rüdesheium –  $$ - Rheinstrasse 30 –

Sob gerência familiar, era o mais antiga da cidade. Oferecia quartos confortáveis e muito limpos, com Wi-Fi gratuito, com área de estar e TV de tela plana, banheiro privativo com chuveiro e toalete, e um ótimo café da manhã

 

Onde comer

Breuer's Rudesheimer Schloss – Steingasse, 10 –

Era restaurante e hospedaria, com excelente atendimento e ambiente agradável, com mesas internas e também na área externas, apropriadas para os dias de calor. Seu forte eram os pratos da cozinha germânica e as cervejas artesanais.

Casa Pettinari - Geisenheimer Strasse, 1 –

Era uma tradicional Cantina que servia excelentes pratos da cozinha italiana e alemã. Era muito bem administrado pela família que emprestava o nome ao restaurante e caprichava no atendimento aos visitantes.

 

Restaurant Stellwerk – Am Rottland, 1 – Alter Bahnhof –

Situado junto a Estação de Trens, servia pratos da cozinha alemã, tapas típicos da Espanha e muitas opções de cervejas. O atendimento era simpático e os preços não eram de assustar.

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