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ARREDORES de  LISBOA

Este é um programa rápido para quem não tem muito tempo para circular por Portugal, mas gostaria de conhecer um pouco mais, do que somente LISBOA.

Uma combinação entre belos castelos, Conventos e casarões históricos em meio à pitoresca paisagem do Alentejo. Dentro deste cenário, Évora classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO – se destacava pela excelência em gastronomia e vinhos, servidos em seus variados restaurantes que poderiam ser descobertos em vielas e travessas medievais, cercadas pela muralha romana. Ainda nos arredores, outras pequenas cidades como Monaraz, Arraiolos, Estremoz, Borba ou Vila Viçosa – não esquecendo o maravilhoso Alqueva o maior lago artificial da Europa.

1º dia – Lisboa

Retirada do veículo na locadora, no Aeroporto, e saída com destino ao hotel. Hospedagem por três noites.

2º dia – Lisboa

Dia livre para explorar a cidade. Conheça  um  pouco  de  sua  riqueza  histórica e cultural. Os famosos bairros Chiado, Alfama – o mais antigo da cidade e de aspecto medieval e o charmoso Bairro Alto. Debruçados sobre o Tejo encontravam-se dois monumentos referentes aos descobrimentos portugueses: o Mosteiro dos Jerônimos e a Torre de Belém, onde se poderia saborear o delicioso pastel de Natal.

3º dia – Lisboa – Cascais – Sintra – Mafra

Vamos começar a explorar os arredores de Lisboa, visitando  Cascais aproximadamente a 30 Km, conhecida por sua esplêndida praia de areia branca, inúmeras lojas e encantadoras ruas de comércio e pelo seu ar cosmopolita, essa vila de pescadores reinventou-se   e  tornou-se uma  refinada estância à beira-mar e um dos destinos mais sofisticados da área de Lisboa. A cidade, situada a poucos km da foz do Tejo, encontrava-se aninhada entre a baía de Cascais e a majestosa Serra de Sintra, Exibia uma atmosfera agradavelmente marítima e requintada, atraindo viajantes durante o ano inteiro.

Continuação para Sintra – aproximadamente a 20 Km. A bela Vila de Sintra  oferecia  cenários   de uma  beleza  surpreendente, com a sua vasta Serra rochosa, densa vegetação e praias imaculadas. O centro histórico era um museu a céu aberto, repleto de tesouros, como os jardins do luxuoso Tivoli, Palácio de Seteais, o Convento dos Capuchos do século XVIII, o Parque de Monserrate e museus. Visite Mafra – situada aproximadamente a 23 Km, conhecida por seu Convento barroco o maior de Portugal e um dos maiores da Europa e servira de inspiração para o livro Memorial do Convento, de José Saramago.

4º-  dia - Lisboa 

Saída com destino a região do Alentejo, para a cidade de Évora, localizada a aproximadamente 130 km. reúne uma incrível combinação de arquitetura romana, gótica e barroca e é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. A parte entre muralhas conserva muitos traços dos seus tempos mais antigos, incluindo monumentos de várias épocas, ruas medievais, exuberantes palácios, mosteiros e igrejas.

 

5º e 6º  dia – Évora

Era a maior cidade da região, com pouco mais de 53.500 mil habitantes. Durante as invasões bárbaras, estivera sob o domínio dos Visigodos. Em 715 DC fora conquistada pelos mouros e foi Geraldo Sempayor que a reconquistou, em 1166. Durante a Idade Média era uma das mais prósperas  cidades do Reino, principalmente durante a Dinastia dos Avis.

 

Em 1759, por ordem do Marquês do Pombal, os padres Jesuítas foram expulsos e a Universidade, por eles criada fora fechada, reabrindo somente em 1973. De interminável passado, foi ocupada sucessivamente por romanos, visigodos, árabes e portugueses. Todos fizeram muralhas e inúmeras construções. Era mítico um conquistador português que subira as muralhas defendidas pelos muçulmanos, debaixo de flechas, passar a herói nacional. A praça mais importante levava o seu nome. Atualmente era uma cidade universitária próspera e cheia de personalidade. Não deixe de visitar os menires de Cromeleques de Almendres, um conjunto de monólitos pré-histórico. Aqui a  paisagem era alta e escarpada, com pequenas praias abrigadas entre arribas. E também aqui havia aromas de campo e as ervas de cheiro, que temperavam os peixes e mariscos dos mares e rios lusitanos.

Aqueduto da Água da Prata -

Construído no século XVI, tem 9 km de extensão, buscava água em uma nascente para entregá-la na cidade de Évora, que sempre tivera falta dela. Quando chegar à cidade, o Aqueduto se mostrará monumental, com torreões de diversas formatos.

Capelas da Ordem Terceira -

Eram revestidas de azulejos e telas, com cenas históricas. Na Capela dos Ossos, estavam centenas de esqueletos formando motivos decorativos, o que poderia ser fascinante ou repelente, consoante a sensibilidade de cada um. Era uma capela particularmente macabra que, no século XVII, servira para os frades franciscanos meditarem. Na entrada estava escrito: Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos.

Catedral da Sé -

Era um grandioso prédio, de volumetria apreciável, do começo do século XIII, que marcava a transição do românico para o gótico. Aparentava ainda um aspecto de fortificação típico daquele estilo.  A fachada principal apresentava um fundo portal, que era protegido por duas enormes torres medievais. O portal era ladeado por magníficas esculturas dos apóstolos, debaixo de capitéis com folhagens, e assentes em mísulas, com humanos e animais fantásticos. Estes apóstolos, eram o melhor da escultura medieval portuguesa, comparáveis aos do Mosteiro da Batalha. 

Em seu interior, embora a planta fosse de inspiração românica, a decoração e acabamentos eram de estilo gótico. A nave central era imponente, tendo altas abóbadas e belos arcos ogivais. Havia mais duas naves laterais, com um comprimento máximo de 70m. que fazia dela a maior do país. Além de muitas capelas, incluindo a capela-mor que era dos tempos de D. João V, o que impressionava neste interior era o espaço em flecha para o alto, elevando espiritualmente o visitante. Possuia ainda um claustro de estilo gótico do século XIV grandioso e bonito, por onde passara a patina do tempo. 

Fórum Eugênio de Almedia - Rua Vasco da Gama, 13 -

Espaço multidisciplinar, com de exposições, auditório, cafeterias, lojas e uma Enoteca que comercializava os vinhos da Adega da Cartuxa Experimente o Pera Manca,  tinto, com cortes de cepas aragonês e trincadeira, típicas do Alentejo. Aproveite e vá até a Praça Joaquim Antonio de Aguiar, 20, para provar os vinhos da Adega Herdade das Aldeias. Horário: das 11.00 às 19.00h.

O recomendável era uma permanência mínima de três dias por aqui, para que se tenha uma idéia mais completa da cidade e poder apreciar a riqueza da gastronomia alentejana, que se valia dos azeites, vinhos e queijos, bem como das receitas clássicas de acordas, migas, carnes de caça e seus famosos doces conventuais: o fidalgo, o pão de rala, a siricaia, a encharcada, o toucinho do céu e a trouxa de ovos. Para provar tudo isso, a sugestão era o tradicional restaurante Fialho, o Don Joaquim e o restaurante do Hotel Convento do Espinheiro.

Retornando à estrada, vamos  a caminho de Evoramonte, um minúsculo vilarejo amuralhado, situado no alto de um morro, que tinha apenas uma rua onde viviam menos de 50 pessoas. Aqui se teria a melhor vista alentejana: um mar à perder de vista, sobreiros e oliveiras. Continuamos para Monsaraz, considerada a mais bela cidade do Alentejo.

Igreja de N. Senhora da Graça -

Era um prédio com uma gramática decorativa bastante sofisticada, tanto em nível da composição dos volumes, como da decoração escultórica. Quatro gigantes estavam sentados, quase grotescamente, sobre as pilastras do primeiro andar, à frente de duas esferas com chamas. Mais acima do frontão que rematava o prédio, havia dois pequenos anjos. No interior havia um claustro de estilo renascentista e uma igreja, com uma janela de mármore lavrado.

Igreja de São Francisco -

A igreja parecia um conjunto de massas que se amontoaram com outras pequenas construções, coladas nos flancos. Tinha uma fachada com uma galilé coberta, com sete amplos arcos, de volta completa. A fachada era coroada por coruchéus e merlões, com um aspecto gótico e mourisco. Com planta de cruz latina, tinha uma só nave, em cujas paredes se alojavam capelas renascentistas, barroca e rococó. 

Palácio dos Condes de Basto -

Misturado com a antiga muralha romana, absorvendo e conservando a Torre de Sertório, possuia lindas janelas múdejares geminadas, de arco de ferradura, e tinha galerias renascenças. No interior possuia bem executadas pinturas murais, de 1578, representando combates navais e episódios mitológicos. 

Palácio dos Duques do Cadaval -

Este palácio fazia parte do chamado Castelo Velho, de 1384, mandado construir pelos reis cristãos, na época da Dinastia dos Avis. Tinha um corpo horizontal branco ladeado por duas torres remanescentes do antigo Castelo, o que lhe dava um aspecto híbrido de castelo e de habitação civil. 

Praça do Geraldo -

Era a Praça Central, alongada, com vários prédios importantes, esplanadas e lojas, e com uma fonte central, construída em 1571, em mármore branco e rematada por uma coroa de bronze. As fachadas dos prédios, tinham por baixo, arcadas que eram particularmente agradáveis no verão e que circundavam a quase totalidade da praça. Era uma homenagem ao Infante português Geraldo Sempayor, que a reconquistou de forma brilhante, tornando-se um herói nacional.

Templo Romano -

Muitas vezes conhecido por Templo de Diana, na realidade era um templo em honra do Imperador. Era um dos templos desta civilização clássica, mais completos da península Ibéria. Mantinha as colunas da retaguarda, com capitéis coríntios perfeitos.

Dicas de vinhos - 

Aqui se concentrava o melhor dos vinhos do Alentejo. Se quizer provar ou comprar, vá até uma destas lojas:

  • Divinus Gourmet Praça Primeiro de Maio;

 

  • Alforge Rua 25 de Outubro; ou na loja da Adega Cartuxa.

Sugestões para levar para casa e para nunca mais esquecer:

Casa dos Zagalos  /  Esporão  /  Herdade das Servas / Escalacheli /  Poliphonia Reserva  /  Marquês de Borba /  Reserva,  23 Barricas e o Pera Manca.

7º dia – Évora

Regresso a Lisboa.

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